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terça-feira, 2 de março de 2010

Uma nova fase e pausa no EngHaw - Especial 25 anos final

De volta com a última parte do Especial de 25 anos da banda Engenheiros do Hawaii.

Para comemorar os vinte anos de banda, completados em 2005, os Engenheiros do Hawaii lançaram o CD e DVD Acústico MTV. O acústico tem as participações especiais dos músicos Humberto Barros (órgão Hammond) e Fernando Aranha (violões). Este último já havia feito uma participação especial no disco anterior. O disco se diferencia dos demais por não trazer participações especiais, apenas "fraternais": Clara Gessinger, filha de Humberto, divide os vocais com o pai na canção Pose (executada com parte da letra cortada) e Carlos Maltz, co-fundador e ex-baterista dos Engenheiros, que canta junto com Gessinger a canção Depois de Nós, de sua autoria.
Além dos s sucessos, como Infinita Highway, Somos Quem Podemos Ser e O Papa é Pop e de canções recentes, como Surfando Karmas & DNA e Até o Fim, o disco traz as canções "O Preço" e "Vida Real", ambas do álbum Humberto Gessinger Trio. Por fim, acrescentam-se ainda as canções inéditas "Armas Químicas e Poemas" e "Outras Frequências". Durante a turnê do Acústico, Paulinho Galvão deixa a banda e seu posto é assumido por Fernando Aranha. Nos teclados, por sua vez, o jovem Pedro Augusto assume o lugar de Humberto Barros, que já fazia parte da banda de apoio do Kid Abelha.

O novo disco, Novos Horizontes, que mantém o formato acústico,foi gravado nos dias 30 e 31 de maio de 2007, em São Paulo, no Citibank Hall, e foi lançado em agosto de 2007 com nove faixas inéditas, além de nove regravações. O disco quebrou a seqüencia de a cada 3 discos em estúdio, ser gravado um "ao vivo". Também foi palco de novas experiências para Gessinger, como a viola caipira que usa em algumas músicas do álbum. Segundo ele, se tivesse que rever todas as obras dos Engenheiros do Hawaii, 'Novos Horizontes' é o que não mexeria em nada(concordo, o disco é realmente maravilhoso). Destaque maior para as faixas inéditas "Guantánamo", "Coração Blindado", "No Meio de Tudo, Você" e "Quebra-Cabeça". No fim de 2007, o então baixista Bernardo Fonseca sai da banda e Humberto Gessinger assume o baixo. Desde então a banda voltou a utilizar guitarras em seus shows.
No ano de 2008, após shows pelo Brasil inteiro, a banda termina a turnê acústica, começada em 23 de julho de 2004 com o lançamento do Acústico MTV.

Atividades interrompidas
Junto com a turnê terminam, pelo menos temporariamente, as atividades dos os Engenheiros do Hawaii. O vocalista e líder da banda, Humberto Gessinger declarou no site oficial da banda que os planos de retorno da banda são somente no ano de 2011, quando serão comemorados os 25 anos do lançamento de Longe Demais das Capitais e 26 anos da banda.


Neste intervalo, Gessinger se dedicará ao Pouca Vogal, parceria com Duca Leindecker, vocalista da banda gaúcha Cidadão Quem. Juntos eles cantam novas baladas e grandes sucessos de suas bandas.

Opinião pessoal: tanto faz se Humberto esteja no Engenheiros ou no Pouca Vogal, ele cointinua sendo um dos maiores poetas do rock nacional que, infelizmente, ainda não é reconhecido pela maioria do público jovem do Brasil. Como fã de rock e fã de sua obra, me atrevo a dizer que Humberto deve ser reconhecido, juntamente com os grandes roqueiros do Brasil, como Renato Russo, Cazuza, Raulzito, etc. Suas letras são inteligentes, te fazem refletir e como uma verdadeira obra de arte, divide opiniões.


Engenheiros sempre será importante na minha vida. Conheci a banda através de meus irmãos, minha família curte o som, conheci muitos amigos ao som deles e também conheci o amor da minha vida que é fã da banda. Com essa banda também decidi seguir na carreira de jornalista, pois suas letras criticas me fazem pensar sobre a realidade do país e da sociedade. Agradeço a tudo por ter esta banda como referência em minha vida.










quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nova fase (2000 – 2003) - Especial 25 anos parte 5

Estou de volta com o especial de 25 anso do Eng Haw!!

Da turnê de ¡Tchau Radar!, surgiu o terceiro disco ao vivo da banda, e o décimo segundo de sua carreira: 10.000 Destinos. Novamente, Gessinger repassa o repertório consagrado da banda em novas versões divididas em um set acústico e um elétrico e conta com a participação de Paulo Ricardo, cantando "Rádio Pirata" do RPM, e do gaiteiro Renato Borghetti nas canções "Refrão de um Bolero" e "Toda Forma de Poder". Como faixas-bônus, gravadas em estúdio, acompanham as inéditas "Números" e "Novos Horizontes", além da regravação de "Quando o Carnaval Chegar", de Chico Buarqe.


Alguns meses após a apresentação no Rock in Rio III (2001), Lúcio, Adal e Luciano saem da banda e montam outro grupo, Massa Crítica, mudando novamente a formação dos Engenheiros. Lúcio, Adal e Luciano são substituídos por Paulinho Galvão (guitarra), Bernardo Fonseca (baixo) e Gláucio Ayala (bateria). Gessinger volta a tocar guitarra, após 14 anos responsável pelo contrabaixo dos Engenheiros.

Com essa nova formação eles regravam algumas músicas da banda e lançam uma re-edição de seu último disco, agora intitulado 10.001 Destinos. Duplo, traz as mesmas faixas do disco precursor, e novas versões de estúdio das canções "Novos Horizontes", "Freud Flinstone", "Nunca Se Sabe", "Eu Que Não Amo Você", "A Perigo", "Concreto e Asfalto" e "Sem você".
Começava com esta formação, seguindo novamente o mercado musical (quando bandas mais pesadas começaram a ter mais espaço), de som mais limpo e pesado.


Isso se confirma em 2002, com o lançamento do disco Surfando Karmas & DNA, disco que consolida a nova fase da banda, e que tem a participação especial do ex-Engenheiros Carlos Maltz na faixa "E-stória". São destaques do disco a faixa título e as canções "Terceira do Plural", "Esportes Radicais", "Ritos de Passagem" e "Nunca Mais". Há influência do punk rock e pop rock nas novas canções.



O disco seguinte, Dançando no Campo Minado, de 2003, mantém a regra: sonoridade muito similar ao seu antecessor com músicas curtas, guitarras pesadas e poesia crítica de Gessinger denunciando os males da globalização, da desilusão política e ideológica e da guerra, nas canções "Fusão a Frio", "Dançando no Campo Minado", "Dom Quixote" e "Segunda Feira Blues" (partes I e II, esta última novamente com a participação de Carlos Maltz), porém, convivendo com um certo otimismo na parte mais emotiva da vida. Emplaca nas rádios a canção Até o Fim.



(fonte: Wikipédia)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tempos de tempestade e projeto solo de Gessinger - especial 25 anos parte 4

Estou aqui de volta com o Especial de 25 anos da banda Engenheiros do Hawaii, banda influente por seu diferencial do rock nacional.
Depois de trocar farpas com Gessinger e Maltz, Augusto Licks caiu fora da banda e ainda tentou brigar na justiça pelo direito do nome, mas em vão. Depois das brigas, o negócio foi remontar o Eng Haw e chamar um novo integrante para substituir Licks. Ingressaram na banda o guitarrista Fernando Deluqui, (que participou da banda RPM) e o tecladista Paulo Casarin, que também ficou a cargo dos acordeões. Depois de ficar 2 anos sem gravar, o Engenheiros retorna em 1995 com o álbum "Simples de Coração".



Neste novo trabalho, a banda aposta em um clima mais regional, com boas influências da música gaúcha. Há também um peso maior nas guitarras. A dualidade rock e música regional faz o álbum ter o seu diferencialcdos demais. Destaque para "A Promessa", "Simples de Coração", "Ilex Paraguaiense", "Por Acaso". Na música "O castelo dos Destinos Cruzados", Gessinger cede espaço para que Carlos maltz assuma os vocais em boa parte da música.


O álbum teve uma versão em inglês, que INFELIZMENTE não chegou ao mercado.É possível apenas baixar os MP3 na net (ainda bem né).
Paralelamente às gravações do Simples de Coração, Gessinger monta o trio "33 de Espadas", para tocar música instrumental. Ao fim da turnê de Simples de Coração, a banda passou por uma grave crise, pois a formação "quinteto" era temporária. Depois de algumas crises, o Eng Haw pensou em trilhar novas highways. O 33 de espadas fez sua estréia com a formação que passaria a ser chamada de "Gessinger Trio", tendo o guitarrista Luciano Granja e o batera Adal Fonseca.


O grupo lançou o disco, também intitulado "Gessinger Trio" (HG3), em 1996. O clima enxuto do disco, basicamente com bateria, baixo e guitarra, lembra os primeiros trabalhos de Gessinger, como exemplificam as canções "Vida Real", "Freud Flintstone", "De Fé" e "O Preço". Paralelo à esse fato, Carlos Maltz envolve-se numa trilha mística e resolve abandonar os Engenheiros.


A partir daí, o baterista monta o grupo "A Irmandade". Durante a turnê do Gessinger Trio, há uma constante troca de nome das bandas. Os shows que deveriam ser anunciados como HG3 ainda eram apresentados como Engenheiros do Hawaii. A verdade é que para um produtor anunciar um show dos Engenheiros do Hawaii, banda nacionalmente conhecida era muito mais fácil e rentável que apresentar como Gessinger Trio, nome absolutamente desconhecido.


Reconhecendo que era inviável seguir com o nome da nova banda, Gessinger volta a admitir-se como engenheiro do Hawaii. Para que haja alguma diferença entre o Gessinger Trio e o "novo" engenheiros do Hawaii, ele convida Lúcio Dorfmann a assumir os teclados do grupo, configurando um novo som ao grupo, próximo ao pop, mas ainda assim com a pegada Engenharia Hawaiiana que só Gessinger consegue em suas composições.

O disco Minuano, de 1997, marca a volta dos Engenheiros com este nome. O Álbum mescla influências regionalistas, tecnologia e que conta com arranjos de violino que lembram o folk, tornam este o disco mais leve e com a sonoridade mais vaga da banda. Emplaca o sucesso "A Montanha", além de outras belas canções como "Nuvem", "Faz Parte" e "Alucinação", uma cover para uma antiga canção de Belchior.

O álbum ainda marcou a saída dos Engenheiros do Hawaii da BMG. A saída se deu com o lançamento de um box em formato de lata, intitulado Infinita Highway, contendo o relançamento de todos os dez discos da banda até então. Todos foram remasterizados, com exceção dos dois últimos (Simples de Coração e Minuano foram gravados já para o formato CD).
Tchau Radar!, de 1999, marca a entrada dos Engenheiros para a Universal Music Group e exibe uma maior maturidade do grupo, onde as influências musicais da banda ficam mais evidentes (folk rock, rock'n roll dos anos 60, rock progressivo e MPB) com belas composições de Gessinger, como "Eu Que Não Amo Você", "Seguir Viagem" e "3 X 4" além de duas covers: "Negro Amor" ("It's All Over Now Baby Blue", de Bob Dylan) e "Cruzada" (de Tavinho Moura e Marcio Borges), esta contando com arranjos de orquestra, como é comum em várias faixas do álbum.



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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Do Rio Grande do Sul de mudança para o Rio de Janeiro - Especial 25 anos parte 3

Depois de uma semana, eu retorno com o especial em comemoração aos 25 anos da banda Engenheiros do Hawaii, a banda que revolucionou pelo seu estilo único, com letras um tanto diferentes das demais bandas da década de 80.

No seu quinto cd, "O papa é pop" de 1990, consolida-se a mudança na sonoridade da banda, puxados pelo sucesso "Era um Garoto que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones", regravação de uma velha canção do grupo Os Incríveis (por sua vez versão da canção "C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones" de Gianni Morandi), e a faixa-título. No disco percebe-se o investimento no rock progressivo, nos solos de guitarras mais frenéticos e na base mais eletrônica da bateria e no teclado.

Gessinger passa a assumir também os teclados da banda e começam a surgir as baladas de piano e voz da banda. São dele as canções "Anoiteceu em Porto Alegre", "O Exército de um Homem Só" (dividida em duas partes), "Pra Ser Sincero" e "Perfeita Simetria" (versão alternativa da canção "O Papa é Pop"). Em meio aos novos sucessos, uma antiga canção, "Refrão de Bolero", oriunda do segundo disco, "A Revolta dos Dândis", também era bastante executada pelas rádios. Aclamados pelo público e massacrados pela crítica, os Engenheiros do Hawaii consagram-se no Rock in Rio II, arrancando elogios do jornal americano New York Times, apesar de ignorados pela Folha de São Paulo e a Rede Globo. Mas eles nem precisam!!!!

Em 1991 é lançado o sexto ábum "Várias variáveis" que completa a trilogia lançada nos segundo e terceiro trabalhos da banda.Há redução dos efeitos eletrônicos e a retomada de um som mais rock 'n' roll, mas não repete o mesmo sucesso do anterior, mesmo tendo a canção "Herdeiro da Pampa Pobre", regravação de um antigo sucesso de Gaúcho da Fronteira, bastante executada nas rádios.

Este é um dos discos que contém as melhores letras do grupo, porém, o som não é o forte do álbum, sendo o mesmo questionado hoje até pelo próprio Gessinger. Pode-se dizer que foi um disco seminal, pois canções como "Piano Bar", "Muros & Grades" e "Ando Só", em regravações em outros discos, estabeleceram-se como algumas das melhores da banda.

No ano seguinte, 1992, é lançado o sétimo disco, Gessinger, Licks & Maltz, ou GLM, inspirado no famoso logotipo ELP de Emerson, Lake & Palmer. O som continua mesclando elementos de MPB e rock progressivo, com destaque para as canções "Ninguém = Ninguém", "A Conquista do Espaço", "Pose (Anos 90)" e "Parabólica", canção que Gessinger fez em homenagem a sua filha Clara, nascida em fevereiro do mesmo ano.
O oitavo disco dos Engenheiros é o semi-acústico Filmes de Guerra, Canções de Amor, de 1993, gravado ao vivo na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro. A banda considerava este disco como acústico, pois condicionava tal formato à ausência de bateria e às guitarras semi-acústicas. Na época não existia a febre de acústicos gravados pelos grandes nomes nacionais, o que denota o caráter visionário da banda.

O disco foi gravado ao vivo por uma decisão da banda de gravar um álbum ao vivo a cada três álbuns, uma idéia da banda Rush, que faz o mesmo. Com guitarras acústicas, percussão, piano, acordeão e participação da Orquestra Sinfônica Brasileira em três faixas, regida por Wagner Tiso, as velhas canções – como "Muros & Grades", "O Exército de um Homem Só" e "Crônica" – e novas composições – como "Mapas do Acaso" e "Quanto Vale a Vida?", ganharam arranjos que apontavam para o blues, a música tradicionalista e a erudita, ressaltando a excelente qualidade das letras dos Engenheiros do Hawaii.

A banda chegou a participar, ainda no mesmo ano, do festival Hollywood Rock Brasil, junto com os brasileiros do Biquini Cavadão, De Falla, Dr. Sin e Midnight Blues Band. Entretanto não foram bem recepcionados e receberam muitas vaias. Eles se apresentaram no mesmo dia de L7e Nirvana.
O ano de 1993 marca também a primeira excursão dos Engenheiros pelo Japão e Estados Unidos da América. Porém, no final deste mesmo ano, discussões e rixas internas acabaram por resultar na saída do guitarrista Augusto Licks. Inicia-se uma longa disputa jurídica pela marca "Engenheiros do Hawaii", tendo Gessinger e Maltz finalmente ficado com o nome da banda.


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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Longe demais das capitais e a trilogia gaúcha

Continuando o especial de 25 anos do Engenheiros do Hawaii, registrarei hoje o passo inicial do sucesso, com o lançamento do primeiro disco, "Longe Demais das Capitais", de 1986. O norte musical do disco apontava para um som voltado à música pop, muito próximo ao ska de bandas como o The Police e Os Paralamas do Sucesso. Destacam-se as canções "Toda Forma de Poder", que foi tema da novela Hipertensão da Rede Globo e "Segurança", além de "Sopa de Letrinhas" e "Longe Demais das Capitais".

Antes de gravarem o seu segundo disco, "A Revolta dos Dândis" de 1987. O guitarrista Marcelo Pitz deixa a banda por motivos pessoais. Então Gessinger convida um conhecido músico gaúcho, chamado Augusto Licks para ser o novo guitarrista da banda, e o vocalista assume o baixo.
Em "A Revolta dos Dândis", a banda muda o seu direcionamento temático, iniciando a famosa trilogia baseada no rock progressivo, discos com repetições de temas, arranjos musicais e letras, além de auto-citação. A influência vem de famosas bandas de rock progressivo, como Rush e Pink Floyd. as letras são críticas, com ocorrência de várias antíteses e paradoxos e aparecem citações literárias de filósofos, como Camus e Sartre. Destaque para os hits "Infinita Highway", "Terra de Gigantes", "Refrão de Bolero" e a faixa título, dividida em duas partes.

Começam os shows para grandes platéias nos centros urbanos do país, como o festival Alternativa Nativa, realizado entre 14 e 17 de junho de 1987. A partir desta data, os Engenheiros encheriam ginásios e estádios pelo Brasil afora. Porém, houve polêmicas e a banda chegou mesmo a ser acusada de elitista e fascista pelo conteúdo de suas letras. As polêmicas se intensificaram quando membros da banda se apresentaram com camisetas estampadas com a Estrela de Davi e a Suástica.
Apesar dos pesares, continuou fazendo sucesso, e em 1988 eles dão continuidade a trilogia com o disco "Ouça o que eu digo, não ouça ninguém".
Pelo trabalho da capa do álbum e pelo tema e estilo de suas canções percebe-se esta continuação. Destaque para as músicas "Somos Quem Podemos Ser", "Cidade em Chamas", "Tribos & Tribunais", a faixa-título e "Variações Sobre o Mesmo Tema", esta última uma homenagem à banda Pink Floyd, com sua estética progressiva e dividida em três partes. O álbum também marca a saída dos Engenheiros da cidade de Porto Alegre, indo morar no Rio de Janeiro.

Consolidada a nova formação, os Engenheiros lançam Alívio Imediato, de 1989, quarto disco da banda e o primeiro registro ao vivo. Suas canções mostram uma retrospectiva de suas principais canções e as novas perspectivas a serem incorporadas, em especial o som mais eletrônico, presente na faixa título e na música "Nau à Deriva", ambas gravadas em estúdio e as demais gravadas ao vivo no Canecão, no Rio de Janeiro.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

De estudantes de Arquitetura a Engenheiros do Hawaii Especial part I

Cartaz do primeiro show do Engenheiros do Hawaii

Bom galera, como Deus e o mundo sabem eu sou uma fã declarada da banda Engenheiros do Hawaii, que no dia 11 de janeiro foi lembrada por fãs de todo o país através do Twitter (inclusive eu rsrs). Citando suas letras e versos, os fãs lembravam desta banda que revolucionou o rock nacional da década de 80 por simplesmente ser a banda do contra do escalão.

Seria Humberto Gessinger realmente um gênio incompreendido?? Ou ele realmente gosta de ser assim??

Como todo fã de rock, o jovem estudante de Arquitetura, Humberto Gessinger decide formar uma banda junto com seus colegas de faculdade,Carlos Stein (hoje membro do Nenhum de nós), Marcelo Pitz e Carlos Maltz. Mas era apenas para uma apresentação em um festival da faculdade, que aconteceria por protesto à paralisação de aulas. Escolheram o nome Engenheiros do Hawaii para satirizar os estudantes de engenharia que andavam com bermudas de surfista, com quem tinham uma certa rixa. Carlos Stein saiu da banda após o evento, nas férias

O evento ocorreu em 11 de janeiro de 1985, no terraço da faculdade de arquitetura. O repertório era composto por músicas próprias e de outros artistas. A foto acima mostra o cartaz de apresentação do evento, ou seja, o primeiro evento em que Engenheiros do Hawaii subiu ao palco.

Na semana seguinte, os três Engenheiros do Hawaii(Gessinger, Pitz, e Maltz) tocaram em outra faculdade(medicina), onde levaram as primeiras vaias. Começaram a tocar em alguns bares e em algumas cidades do interior do Rio Grande. Começaram a surgir propostas para novos shows e, após, algumas apresentações em palcos alternativos de Porto Alegre juntamente com uma série de shows pelo interior do Rio Grande do Sul.

Em 1985, a BMG organizou um festival no gigantinho, onde se apresentaram várias bandas gaúchas. Os vencedores, iam participar da gravação de uma coletânea. Com muito aperto, os Engenheiros do Hawaii passaram no teste e gravaram duas canções, sendo 'Segurança' e 'Sopa de letrinhas'. O nome do LP da BMG foi ROCK GRANDE DO SUL (1985) com diversas bandas gaúchas, em razão de uma das bandas vencedoras do concurso adicionador à coletânea ter desistido da participação do álbum na última hora.


Com suas letras irônicas e críticas, Humberto conquistou uma legião de fãs, letras um tanto imcompreendidas, mas ainda assim com uma essência "Gessingeriana" indiscutível. Sem clichês, melancolismo bucólico, etc e tal.


Sopa de Letrinhas foi um sucesso no Sul, o que levou a BMG a bancar o lançamento do primeiro disco dos Engenheiros do Hawaii em 1986 - Longe Demais das Capitais.



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