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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Cultura em peso! 20 anos de "Roots"



Aliando o peso do metal com a singularidade da cultura brasileira, a banda Sepultura marcou a história do rock nacional e mundial com o lançamento de "Roots", que completa 20 anos neste sábado (20).
Sociedade indígena, herança africana, escravidão, Chico Mendes, o cineasta Zé do Caixão são apenas alguns dos elementos das 16 faixas que compõem o trabalho, que se tornou um clássico no estilo musical.

Duas décadas após o lançamento, em 20 de fevereiro de 1996, "Roots" foi aprovado no teste do tempo. Ainda é um dos álbuns mais influentes e considerado importante para o heavy metal em todo o mundo, com mais de 2 milhões de cópias vendidas.


Mas o flerte do Sepultura com a música tradicional brasileira iniciou bem antes, com o antecessor "Chaos AD" (1993) na música "Kaiowas", uma composição acústica e focada no violão e percussão, sendo um dos destaques do álbum.

Em "Roots", o direcionamento alternativo aparece em canções como "Lookaway", que tem a participação de Mike Patton (Faith No More), Jonathan Davis (Korn) e DJ Lethal, em "Roots Blody Roots" e na clássica "Atitude".

As influências brasileiras marcam a presença na diferente "Ratamahata", com Carlinhos Brow, dividindo os microfones com Max, "Itsári" e em "Ambush", onde a mistura e o peso e as novas influências se mostra na medida.



Ou seja, "Roots" é um verdadeiro atestado da tamanha criatividade de uma das maiores bandas do Brasil e do mundo. Apesar de não ter agradado a gregos e troianos, é um grande exemplo de como se reinventar sem deixar as raízes.

Pena que a banda se desfez logo depois, com a saída de Max Cavalera para fundar o Soulfly (tão alternativo quanto o seu último trabalho com o Sepultura". Mas podemos dizer que foi uma saída em grande estilo \,,/

Roots

Max Cavalera - vocal, guitarra, berimbau
Andreas Kisser - guitarra, violões, backing vocals
Paulo JR. - baixo
Igor Cavalera - bateria

01. Roots Bloody Roots
02. Attitude
03. Cut-Throat
04. Ratamahatta
05. Breed Apart
06. Straighthate
07. Spit
08. Lookaway
09. Dusted
10. Born Stubborn
11. Jasco
12. Itsári
13. Ambush
14. Endangered Species
15. Dictatorshit

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Eloy Casagrande é o novo baterista do Sepultura!


E o novíssimo baterista Eloy Casagrande desponta mais uma vez para o mundo do metal, após iniciar com a banda Andre Matos se afastar para tocar emocore com o Glória, eis que o Sepultura anunciou o jovem como o novo baterista da banda, substituindo Jean Dolabella. Casagrande comenta: "Quando eu recebi o convite para entrar no Sepultura, fiquei chocado. Eu sou fã da banda há anos, será uma honra tocar com eles".

Andreas Kisser falou: "Tenho certeza que Eloy fará um grande trabalho no Sepultura. Ele é um músico que já mostra muita força e técnica, embora seja jovem. Nós ensaiamos com ele e foi fantástico; ele tocou sons novos e antigos como se estivesse na banda há muito tempo. O Sepultura irá mostrar para o mundo outro talento na bateria".
Dolabella deixa o Sepultura após cinco anos e ficará focado em projetos pessoais. "O período que passamos com o Jean na banda foi muito positivo", comentou Kisser. "Nós gravamos dois grandes álbuns juntos e fizemos muitos shows que entrarão para a história do Sepultura. Só temos motivos para agradecê-lo por esta contribuição e energia durante esses anos".

Fonte/Foto: http://sepultura.uol.com.br/

segunda-feira, 27 de junho de 2011

"Kairos" - Sepultura


Em primeira mão, apenas três dias depois do lançamento oficial, pude escutar o 12 trabalho de um dos maiores ícones brasileiros no heavy metal, Sepultura. Intitulado "Kairos", nesse álbum, podemos encontrar itens que consagrou a banda mineira: tradição, metal na veia, distorção ensurdecedora e ritmos brasileiros.

Muita gente torceu o nariz para os álbuns na fase pós Max Cavalera e com a entrada de Derick Green, como Dantes XX I(2006) ou A-Lex (2009). Esses últimos considero bons álbuns, mas ao ouvir "Kairos", não tive como me conter. A qualidade deste álbum é gritante e está muito mais empolgante.

riffs espetaculares, a bateria bem trabalhada, passando pelo vocal, mixagem, e os solos perfeitos de Andreas Kisser, relembrando os tempos áureos de "Arise".

O álbum

Palavra vinda do grego, "Kairos" possui um significado relacionado à tempo (bem representado também na arte da capa), com isso o Sepultura faz uma viagem pela sua própria história e a narra em suas letras, como bem contou o baixista Paulo Jr. Os temas líricos também repreendem os severos críticos anônimos de internet que, segundo eles, têm sido muito injustos em seus julgamentos sobre a banda. O álbum pode então ser, de certa maneira, considerado conceitual como seus dois antecessores A-Lex (baseado em A Laranja Mecânica de Anthony Burgess) e Dante XXI (sobre A Divina Comédia de Dante Alighieri)
A primeira faixa, "Spectrum" inicia bem condensada e até simples, com riff porrada de Kisser. O vocal de Green marca uma nova fase na sonoridade da banda, e co toques do que virá a seguir.

A faixa título "Kairos" vem com riffs abafados. A faixa é um thrash "mid-tempo" bem pesado e com sinais de criatividade muito interessantes de Andreas Kisser. O vocal de Derrick nessa música impressiona e a bateria de Jean, mesmo que simples cumpre bem o papel. Gostei =)

"Relentless", a terceira do álbum, revela-se muito pesada e tem muito groove, porém aqui a velocidade começa a aumentar. Destaque para o solo. Kisser kicks ass! A primeira intro do álbum ("2011") dá as caras, sem tirar muito a coesão do trabalho, até que "Just One Fix", cover do Ministry soa nos auto-falantes.

Muitos odiaram mas como é uma resenha, adianto que achei demais bacana a versão do Sepultura. Um outro resenhista destacou que esse é um Sepultura recente voltando pouco a pouco para as suas "Roots". Concordo. E acrescento que houve bom amadurecimento nos anos sem os Cavalera.

A sexta música "Dialog"parece como a divisora das duas eras. A faixa que no início tem uma levada bem contagiante e atual, vai ganhando peso, até que um excelente solo (mais um), serve de porta de entrada para as palhetadas monstruosas de Kisser, e como intro da próxima música.. "Mask".

Essa ja destaco como uma de minhas favoritas. As guitarras vem pedindo espaço, anunciando o massacre que está por vir. O que dizer então da bateria pesadíssima e dos blast-beats no refrão. Uma surpresa e tanto não, Viúvas do Cavalera??

temos a breve "1433" que dá lugar a 'Seethe", outra faixa que já é conhecida dos headbangers, já que a mesma vem sendo executada a alguns meses nas apresentações da banda. Velocidade e peso é o que temos aqui.

Born Strong", que nos remete aos tempos de "Arise", grande faixa. Embrace the Storm", é provavelmente a composição do álbum que mostra a maior coesão dos membros da banda, com um merecido destaque para Jean e Kisser. Penúltima intro ("5772") e damos de cara com a música mais Thrash do trabalho. Remetendo sem exagero digo a algo de Schizophrenia/Beneath The Remains/Arise, "No One Will Stand" destrói tudo.

A 14º faixa "Structure Violence (Azzes)" é a mais experimental do álbum o que não faz a mesma ruim - longe disso. Contando com a parceria do grupo percussivo francês "Les Tambours du Bronx" a faixa se mostra deveras interessante, assim como "4648" que fecha o melhor álbum do Sepultura atual.

Tracklist:

1. "Spectrum" (4:03)
2. "Kairos" (3:37)
3. "Relentless" (3:36)
4. "2011" (0:30)
5. "Just One Fix (Ministry cover)" (3:33)
6. "Dialog" (4:57)
7. "Mask" (4:31)
8. "1433" (0:31)
9. "Seethe" (2:27)
10. "Born Strong" (4:40)
11. "Embrace the Storm" (3:32)
12. "5772" (0:29)
13. "No One Will Stand" (3:17)
14. "Structure Violence (Azzes)" (5:39)
15. 4648 (00:29)
16. Firestarter (The Prodigy Cover) (04:30)
17. Point Of No Return (03:24)

KAIROS foi gravado nos Estúdios Trama, em São Paulo, entre os meses de fevereiro e março/2011, com produção de Roy Z (Judas Priest, Halford, Bruce Dickinson, Helloween).

Podem ter cuspido, chamado de morto, apedrejado, mas o Sepultura resistiu e nos brinda com mais um ótimo trabalho. Com toda a certeza a banda continuará firme e forte em seu trabalho, merecido de reconhecimento, independente de formações.

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