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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
RESENHANDO - Adrenaline Mob - Omertá
Em 2011, um supergrupo de heavy metal surgiu, para levar ao público um trabalho diferenciado, estrelado por granbdes nomes do gênero, Russell Allen (Symphony X), o guitarrista Mike Orlando e o baterista Mike Portnoy (Ex-Dream Theater, Flying Colors). Atualmente o baixista John Moyer (Disturbed) completa o time. A expectativa de muitos fãs era que com essa reunião, coisa boa iria sair.
E com sensação de prazer, ao ouvir pela primeira vez, pude comprovar que este projeto é diferente de tudo que foi feito nas consolidadas carreiras dos componentes. E isso é o que o torna mais interessante. Omertá mescla metal alternativo, industrial, progressivo e tem até alguns toques de thrash e baladas emocionantes, na linha hard rock!
Difícil destacar quais as melhores qualidades de Omertá, foi reunindo músicos tão talentosos, o resultado é a mistura das principais influências, mas ao mesmo tempo, mostrando algo novo. A poderosa voz de Russel chama a atenção, com rasgado e agressividade. Além disso, o ritmo forte e os solos de guitarra técnicos de Mike Orlando, aliado ao peso na bateria de Portnoy são características da banda.
Com 11 faixas, o álbum é cheio de peso e com refrões que cativam o ouvinte, e apesar soar constante, não é enjoativo. As faixas são pesadas e com uma mistura de groove e riffs cativantes, cortesia de Mike Orlando, que também assume o baixo na gravação.
A primeira faixa "Undaunted" abre com o peso digno do heavy metal, com riffs matadores, bateria monstruosa, com menos técnicas e mais pesos, além de um vocal marcante, menos agudo e mais agressivo. Em seguida, as faixas "Psychosane" e "Indifferent" a qualidade da cozinha no som é indiscutível Em polgação é a palavra-chave das músicas, além da harmonia feita pelos componetes da banda, em passagens pesadas e melódicas.
"All on The Line", "Believe Me" e "Angel Sky" são as baladas perfeitas, com aquele empolgante clima dos anos 80, mas destaque grande para as guitarras de Orlando, fazendo as canções se tornarem tão belas e cheias de atitude rock and roll (dignas de hard rock), especialmente a primeira citada anteriormente.
E mais feeling do metal com as faixas "Hit The Wall" e "Feelin´Me", e a segunda muitos críticos da imprensa especializada consideraram Scorpions total, e eu divido essa opinião em partes, pois é claro que dá para comparar essa sonoridade com o heavy metal de qualidade do grupo da Alemanha, mas acrescento que aqui o som está com mais "adrenalina".
Em "Come Undone" não percebe-se a princípio não percebe-se que a faixa é um cover (muito bem feito) da canção da banda Duran Duran, gravada em 1993. Digo que não percebe-se porque, ao ouvir a faixa original, percebi a originalidade da banda em fazer uma versão própria de uma ótima canção, sem parecer um clone e ao mesmo tempo, sem perder as características da música. Ótimo! E a variação vocal de Russel é um show à parte. Com as ótimas e pesadas "Donw to the Floor" e "Freight Train" fechando o álbum, finalizo com a sensação de que mais um ótimo trabalho foi lançado no heavy metal.
De prog metal só temos a carreira dos componentes Russel e Portnoy, pois o trabalho feito em Omertá apresenta ao público músicas feitas com energia e cheio de groove. Essa superbanda chegou mostrando o seu som, metendo o pé na porta, sendo um destaque no meio rock e metal a nível mundial. Com criatividade e maturidade na música, os integrantes mostraram que sabem inovar, sem deixar de lado os estilos que os consagraram. Um trabalho divertido, para se ouvir muitas vezes, no volume mais alto!
01. Undaunted
02. Psychosane
03. Indifferent
04. All on the Line
05. Hit the Wall
06. Feelin’ Me
07. Come Undone
08. Believe Me
09. Down to the Floor
10. Angel Sky
11. Freight Train
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Resenhando – Andre Matos “Turn of the Lights”
Olá galera, hoje estreio uma nova sessão aqui no blog Olhar Alternativo, intitulada “Resenhando”, a qual farei toda sexta-feira uma resenha sobre filmes, livros e discos que tenho contato ultimamente. Então chega de conversa e vamos a nosso post de estreia, com o novo álbum de Andre Matos “Turn of the Lights”.
Um dos grandes representantes da
cena brasileira no heavy metal está de volta, após o término da banda Symfonia.
Com nova formação, a banda apresenta um
novo contexto musical, renovando a capacidade musical de cada integrante.
Lançado no dia 22 de agosto, “Turn of the Lights” é o que posso chamar de reunião
de todo o aprendizado e evolução que Matos teve ao longo de sua carreira, como
já apresentado no título do álbum, o acender das luzes.
O álbum é, como divulgado
oficialmente pela assessoria de imprensa da banda, uma reflexão sobre o atual momento da humanidade e como as ações refletem no mundo como um todo. Os novos integrantes, Bruno Ladislau (baixo) e Rodrigo
Silveira (bateria) representam uma revigorada positiva no som, que mescla
passagens progressivas, power, heavy e moderna.
Mas é claro que
a influência clássica não é deixada de lado e linhas de piano e orquestra estão
presentes no álbum. As guitarras de Mariutti e Hernandes continuam com a
técnica e harmonia, e dessa vez de maneira mais “limpa”. E o vocal do “mestre”
cada dia passa por renovações positivas. O rasgado está menos presente, mas os
médios ganham mais destaque e ele guarda os agudos de maior dificuldade para os
momentos certos, executados de maneira Matos de ser.
“Liberty” já
apresenta ao ouvinte a sonoridade moderna que a nova fase de Matos buscou. Há
passagens que muitos fãs lembraram de cara de canções de “Time to be Free”,
primeiro disco solo, com guitarras pesadas e vocais bem trabalhados, com ritmo interessante.
A próxima faixa,
“Course of Life”, ritmo mais rápido que a anterior lembra imediatamente Matos
no tempos de Angra ou Viper em “Teathrer of Fate”, com a orquestra apresentada
no início, deixando a canção muito bacana. Refrão memorável. Em “Turn of
the Lights” Andre apresenta vocais alcançando ótimos tons, deixando os drivers
utilizados em “Mentalize” de lado. “Gaza”, uma das que mais gostei, é a balda
do álbum e claro, introdução de piano muito bem feita por Matos.
“Stop”, canção muito legal, segue
a linha de “Mentalize” no sentido de
ritmo rápido e refrão matador. Os vocais mais limpos são um atrativo muito
interessante. “On Your Own” é a metade do disco, que revela um tom mais obscuro
e uma das melhores, que me fez lembrar a época de “Reason”, do Shaman. A batida
na caixa da bateria, seguida da guitarra me traz uma sensação ótima.
“Unrepleaceble” é rápida no
início e marca registrada de Andre, agudos poderosos, aparecem em destaque. O
destaque também vai para a influência prog, com as mudanças constantes, algo
que gosto muito. “Oversoul” e o power metal presentes, rapidez e melodia, além
do refrão contagiante claro. Adorei. “White Summit”, inicia com clima sombrio,
e com suas particularidades interessantes.
E falando em refrão, o de “Light-Year”
é inesquecível. Fechando o álbum “Sometimes” a balada que encerra muito bem o
álbum, com voz, piano e orquestra, fechando de maneira emocionante o álbum.
Concluindo. O álbum “Turn of the Lights”
é um excelente disco, diferente e ao mesmo tempo um apanhado de toda a carreira
de Matos, não que soe como uma cópia, mas sim uma bela coletânea de elementos
que lapidaram o seu talento e ao mesmo tempo, busca novas influencias. Como diz
a expressão, só elogiar músicos excelentes é “chover no molhado”. Então o lance
é parar e escutar um dos melhores lançamentos nacionais do heavy metal nacional
dos últimos anos e ter a certeza que Andre Matos ainda pode ser considerado um
dos mestres da musica underground brasileira.
Formação Atual
Andre Matos –
vocais
Hugo Mariutti –
guitarras
Andre Hernandes
– guitarras
Bruno Ladislau –
baixo
Rodrigo Silveira
– bateria
Lista de faixas
1. Liberty (Matos / Mariutti)
2. Course of Life (Matos)
3. The Turn of the Lights (Matos /
Mariutti / Ladislau / Casagrande)
4. Gaza (Matos /
Mariutti)
5. Stop! (Matos
/ Mariutti)
6. On Your Own (Matos / Mariutti)
7. Unreplaceable (Matos / Mariutti /
Ladislau)
8. Oversoul (Mariutti / Ladislau / Matos)
9. White Summit (Matos / Mariutti)
10. Light-Years (Matos / Hernandes)
11. Sometimes
(Matos)
Produção:
Brendan Duffey e Adriano Daga
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