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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Especial - Underground: alguns nomes do Brasil que merecem destaque

Em comemoração ao dia mundial do rock (13 de julho) o blog Olhar Alternativo realiza hoje uma homenagem ao bom e inovador metal do Brasil, que indiscutivelmente tem grande qualidade ao longo de muitos anos, desde a década de 80, com a formação de grandes nomes como Sepultura, Sarcófago, Stress, passando por Angra, Krisiun, Korzus, etc. E seguindo esta leva, o Brasil acaba revelando grandes talentos, que são dignos de serem conhecidos. Com este objetivo, o blog faz um apanhado de nomes recentes da cena metal que ganham destaque não apenas pela qualidade do som, mas também pela fidelidade ao metal, com a pura essência de fazer um som de ótima qualidade, que ganha o respeito de muitos brazucas e também dos gringos. Alguns nomes os macapaenses já tiveram oportunidade de curtir ao vivo. Confira.

Disgrace and Terror




Thrash metal oitentista é o que comanda o som do Disgrace and Terror, banda vizinha nossa, formada em 2001 na cidade de Belém (PA) e conta com os membros Rot (vocais), Aldyr Rod (bateria) e Rômulo Machado (contrabaixo) e Renato Costa (guitarra). Eles  já tem seu público consolidado por Macapá. Com três trabalhos lançados (a demo “The War” de 2003, o split “Terror Nuclear” de 2009 e o álbum “Shadows of Violence” de 2005, além a edição especial da turnê européia, de 2011) a banda é um dos grandes nomes do metal paraense, que já tocou em shows importantes como o Brutal Devastation, um dos maiores festivais do underground brasileiro, realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em 2011 a banda completou 10 anos de estrada e fez uma turnê por seis países da Europa (Alemanha, Bélgica, Espanha, Países Baixos, Polônia e Portugal). Durante a turnê, fecharam com três gravadoras, da Alemanha, de Portugal e da Espanha para, ao longo de 2012, gravar trabalhos. Em setembro, a banda abrirá o esperado show da banda Destruction.

Gestos Grosseiros



 
Outra conhecida dos macapaenses, que tiveram oportunidade de ver os caras em 2012. Os caras são da cidade de Garulhos (SP) e tem mais de dez anos na batalha. Com os seguintes trabalhos lançados: “No Rest” demo 2001, “First Pain” demo 2003, “Countdow to Kill” debut 2008 e “Satanchandising” álbum 2011, o Gestos vem ganhando um público fiel por onde passa, levando um potente death metal para diversas regiões brasileiras. Formada por Andy Souza (vocal e bateria), Danilo Dill (baixo e vocal) e Kleber Hora (guitarras), o “power trio” também embarcou para shows internacionais, como no Chile, e apresentações com grandes nomes, como Krisiun, Vader, Marduk e Incantation. Durante 2011 e 2012, diversas apresentações com Nervo Chaos, Centurian (Hol), Misery Index e Dying Fetus (EUA), Into Darkness (GER) e outros grandes nome do metal nacional. Além disso, a G.G. roda o Brasil na sua segunda Tour (Satanchandising Tour 2011/2012)l, onde passa por Brasilia, Santa Catarina, Rio G. Sul, Amapá, Manaus e outros estados do Brasil, sempre apoiando e valorizando a cena underground.

Violator




Thrash Metal porrada é o que faz a Violator, banda formada em 2002 em Brasília (DF). Com os membros Pedro Arcanjo Pedro Augusto Márcio Cambito e David Araya. Depois de uma demo gravada ao vivo (Killer Instinct - 2002), duas compilações underground (Metalvox # 1 e Fast Food Thrash Metal – ambas de 2003) e dezenas de gigs em todos os buracos do Distrito Federal e região, o Violator teve a oportunidade de viajar para Assunção e tocar em terras paraguaias. Além disso, foi convidada para abrir o show de lenda do Thrash Alemão, Destruction e dos gringos deathbangers do Malevolent Creation. Após o lançamento da demo intitulada de Killer Instinct, a banda assinou com a gravadora "Kill Again Records" de Antonio Rolldão. Desde esse período o banda fez turnê através do Brasil e mais tarde na França, Paraguai, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela, Japão, Bélgica e Itália.

Nervo Chaos




Velho conhecidos dos headbangers de Macapá, o NervoChaos é considerado por muitos como um dos grandes nomes atuais do metal extremo, o NervoChaos é um grupo com quase 20 anos na estrada – formado em 1996 na cidade de São Paulo (SP) – mas que sempre manteve-se na cena underground com o objetivo de levar seu death metal nervoso para os quatro cantos do país. Mas essa meta foi além. Com cinco álbuns de estúdio, “Pay Back Time (1998), “Legions of Spirits infernal” (2002), “Quarrel in Hell” (2006), Battalions of Hate” (2010) e “To the Death” (2012), a banda paulista formada atualmente por Edu Lane (bateria), Guiller Cruz (guitarra e vocal) Luiz Henrique Parisi (vocal e guitarra) e Felipe Freitas (baixo), vem ganhando crescente destaque, com uma intensa agenda por várias cidades brasileiras e recentes turnês na Europa e América do Sul.

 Cangaço




Formado por Rafael Cadena (vocal e guitarra), Magno Lima (vocal e baixo) e Arthur Lira (bateria), a banda formada em Recife (PE) no ano de 2010 tem como característica novas texturas musicais baseadas na Música tradicional brasileira e no Metal moderno. Em maio de 2010, se destaca como banda vencedora da Seletiva do Wacken Metal Battle Brasil, evento que selecionou uma dentre setenta e cinco bandas inscritas de todo o Brasil para tocar no Metal Battle da Alemanha, que aconteceu dentro do Wacken Open Air 2010 entre os dias 4 e 7 de agosto, maior evento de metal do planeta que contou também como atrações bandas como Iron Maiden, Slayer e Soulfly. Com isso, o grupo ganhou grande espaço na maior revista especializada em Heavy Metal do Brasil, a RoadieCrew, tendo destaque em três edições da revista. ritmos típicos do nordeste são parte integrante e indissociável do Thrash/Death que a banda desenvolve. Em janeiro de 2013 lança seu primeiro álbum, intitulado “Rastros” realizando varias apresentações em diversas cidades brasileiras.  

Jackdevil




No Maranhão também tem metal. Prova disso é a banda JackDevil, formada em 2010 na cidade de São Luís (MA), idealizada por      Andre Nadler (vocal/guitarra) e Renato "Speedwolf" (baixo) deu seus primeiros passos em meados de 2010, e logo pode contar com o apoio de Ricardo Andrade (guitarra) e Filipe "Stress" Oliveira (bateria). Logo nos primeiros meses de formação a banda já trabalhava em seu primeiro EP (Under The Satan Command), que teve bastante notoriedade na cena underground e levou a banda a ser escolhida pelos leitores do site Whiplash.net como Revelação de 2012. Em janeiro de 2013 a banda lançou seu segundo EP (Faster Than Evil). O quarteto maranhense    aposta na coesão sonora, englobando faixas rápidas e pesadas com outras mais trabalhadas e melódicas, mantendo como características principais a vontade em mostrar algo novo buscando influências do passado, mas sem soar datado. Ao longo deste tempo o JACKDEVIL já foi destaque em revistas especializadas em Heavy Metal, sites e blogs nacionais e internacionais e já se prepara para lançar mais material até o final de 2013.

Anonymous Hate




Apesar de a banda ter encerrado atividades em março deste ano, após a morte do guitarrista e um dos fundadores, Heliton Coelho, destaco aqui a banda amapaense que conseguiu feitos inéditos para a cena local. Formada no final de 2007, com o intuito de fazer um som agressivo e original, a banda se estabilizou com Fabricio Goes (guitarra e voz), Alberto Martinez (bateria), Victor Figueredo (vocal), Romeu Monteiro (Baixo) e Heliton Coelho (guitarra – R.I.P) lançando os seguintes trabalhos: a promo “Worldead” (2010) com 3 faixas: “Empire And Faith”; “Worldead” e “Profanation”, com repercussão positiva na mídia especializada, chegando a participar de uma coletânea internacional lançada pela gravadora Torn Flesh Records (Estados Unidos) Em 2011, a banda lança seu primeiro álbum “Chaotic World” com 10 faixas, ganhando expressiva notoriedade, rendendo a participação em coletâneas como: Die Fight – Metal Underground, Endless Massacre IV, ambas internacionalmente reconhecidas. E também publicações na mídia impressa e digital, entre elas; Roadie Crew e Whiplash, respectivamente. Para a divulgação do disco a banda realizou vários shows locais, ganhando respeito e reconhecimento do público amapaense. No ano de 2012, a Anonymous Hate lançou mais um trabalho, o EP “Red Khmer”. Mais uma vez bem recebido pelo público e mídia especializada (inclusive a revista Roadie Crew) e ainda recebendo vários convites para shows e festivais em outros estados.

sábado, 4 de maio de 2013

Visceral Slaughter: a nova promessa do Death Metal Amapaense


Fotos: Camila Karina

Já circula nas redes sociais a divulgação de uma nova banda surgindo na cena metal do Amapá. Trata-se da Visceral Slaughter, formada pelos ex-membros da Anonymous Hate - que encerrou atividades em março deste ano, após o falecimento do guitarrista Heliton Coelho - realizando um Death Metal que promete impactar aos fãs do gênero.

Formada por Victor Figueredo (vocal), Fabrício Góes (guitarra e backing vocal), Romeu Monteiro (baixo) e Alberto Martínez (bateria), a banda já gravou o debut "Caedem", que está disponível no Youtube divulgando o single "Endless Bloodshed". 



Para conhecer mais, acesse a página oficial da Visceral Slaughter no Facebook: https://www.facebook.com/VisceralSlaughter?fref=ts





segunda-feira, 8 de abril de 2013

Andre Matos – “O Angels Cry foi um marco na minha carreira”




Com uma carreira extensa, Andre Coelho Matos, o famoso Andre Matos, é mundialmente conhecido por sua passagem pelas bandas Viper, Angra, Shaman, Virgo e Symfonia. Em carreira solo desde 2006 e com 3 discos de estúdio, sendo The Turn of the Lights o mais recente, o músico e compositor veio a Macapá, ministrar um workshop sobre técnicas vocais, composição e histórias hilárias sobre sua vida. E claro, clássicos de sua carreira e das bandas pelas quais passou foram executados, levando os presentes ao êxtase. Durante sua recente passagem pela capital amapaense, o Blog Olhar Alternativo aproveitou a oportunidade para conversar com o mestre. Durante nossa conversa, Matos revelou curiosidades da carreira, nova turnê e álbum, Angels Cry, Viper e expectativa da apresentação no Rock in Rio. Confira!

Por Jéssica Alves e Bruno Monteiro

Bruno Monteiro: O álbum Theatre of Fate tem letras melancólicas e melodias alegres, dançantes até. Comente sobre esse contraste entre esses dois elementos.

Andre Matos: Acho interessante esse contraste. No caso das músicas que você citou (N.E.: To Live Again, Living for the Night e Prelude to Oblivion), não compus nenhuma delas, foi o Pit Passarel, (N.E: Matos compôs a faixa Moonlight). É uma característica do Viper. É interessante porque você destaca uma coisa da outra. Esse tipo de contraste acaba diferenciando uma música das demais composições.



Bruno: Você começou sua carreira no Viper com 13 anos. Nunca ouviu comentários negativos pelo fato de você ser muito novo?

Matos: Haviam brincadeiras. O pessoal nos chamava de boy band, de Menudos do Metal. Como naquela época não havia internet, nem celular o que é uma benção (risos), esse tipo de comentário não chegava a nós, era raro. Víamos um comentário ou outro através de um fanzine, de uma revista, mas eram comentários oficiais sobre algo que você fez, de fãs, do pessoal que ia aos shows. Era muito raro você ter contato com esse tipo de comentário como se tem hoje em dia através da internet. Nada que me desencorajasse a seguir fazendo o que eu queria fazer. E nós não éramos a única banda de garotos. Talvez fôssemos bem mais jovens que as demais, mas o pessoal nos respeitava. As bandas mais velhas, que eram nossos ídolos, nossas referências, tinham muito carinho por nós pelo fato sermos pequenos ali e estarmos nos esforçando.

Jéssica Alves: Qual a sua sensação quando você vai tocar pela primeira vez em uma cidade e apresentar seu trabalho a um público novo, como por exemplo, aqui em Macapá?

Matos: É uma boa sensação. Antes de chegar, não se sabe muito bem o que esperar, mas tem mais ou menos uma ideia em função dos comentários que recebe. Sabe que tem um público fiel em vários cantos. Quando você chega num lugar onde você é muito bem recebido e o pessoal é muito atencioso com você, esse foi o caso. Estou há algumas horas aqui na cidade de Macapá (N.E no dia 4 de abril). Infelizmente, não vou poder ficar mais tempo, mas pretendo voltar em breve, provavelmente com o show da banda. Estou ansioso pela apresentação e, em cada lugar que você faz um workshop, uma master class, você vai conhecer visões de mundo diferentes, vai conhecer dúvidas diferentes das pessoas com relação à música que muitas vezes até coincidem, independente do local. Isso é o que é mais interessante, talvez, para entender as diferenças e as semelhanças que existem independente de onde você esteja.

Jéssica: Recentemente, você iniciou a turnê do novo álbum (The Turn of the Lights) que também vai celebrar os 20 anos de Angels Cry (Angra), que foi um marco na sua carreira. Como você vê essa oportunidade de divulgar o seu novo álbum e ao mesmo tempo celebrar?

Matos: Foi uma coincidência. O Turn of the Lights saiu ano passado e a gente não pôde começar a turnê devido a uma coincidência de ter engatado com a turnê de comemoração do Viper. Então ficou combinado que começaríamos este ano. Justamente bateu a data dos 20 anos do Angels Cry. E aprendemos no ano passado que essa coisa de se fazer um tributo a um disco que foi um marco histórico dá muito certo com os fãs, eles querem isso, pedem isso. Por isso a ideia de fazer o Angels Cry, fazer a mesma experiência que a gente fez com o Viper ano passado. Já começamos a turnê e deu pra perceber que foi uma ótima ideia, mas dificílima, vocalmente falando.

Bruno: De modo geral, como está atualmente a repercussão do disco The Turn of the Lights?

Matos: Nós recebemos nota 90 de 100 na Burn Magazine, do Japão, que é a revista tradicional de lá, que foi a nota mais alta em um disco em toda a minha carreira. Recebemos resenhas excelentes na Europa inteira, o disco saiu no dia 25 países na Europa. O disco está sendo lançado agora este mês nos Estados Unidos e América do Norte, então ainda está um suspense. E no Brasil foi eleito o melhor disco de 2012 por meios especializados (N.E: Exemplo: site Whiplash e revista Roadie Crew) e foi o disco mais vendido de metal de 2012. Então não posso reclamar, a única coisa que faltou de fato foi a turnê do disco, que está iniciando.


Jéssica: Você citou a turnê com o Viper. Gostaria de saber como foi esse reencontro e a expectativa para tocar no Rock in Rio, com eles e sua banda solo?

Matos: O reencontro estávamos planejando há anos, sem nunca dar certo, devido a falta de tempo, cada um trabalhava em uma coisa. Mas de qualquer maneira, a gente sempre continuou amigos, se vendo, morando no mesmo bairro, continuando a amizade de adolescência e sempre pintou a ideia. Mas sempre aquele papo de boteco (risos), dizendo apenas ‘quando der vamos’. Até que o pessoal do Wikimetal, que são amigos nossos da época de formação do Viper, e são muito fãs da banda e resolveram entrevistar um por um da banda e a sempre perguntavam: se rolasse uma volta do Viper, você toparia? E a resposta era sempre; Lógico. E um dia eles arrumaram uma reunião com todo mundo e inclusive o Yves Passarel estava junto e começamos a falar sério; Planejamos uma turnê comemorativa, celebrando os 25 anos do primeiro disco, “Soldier of Sunrise”. E acabou acontecendo e foi um sucesso. Uma turnê que era para acontecer somente em 20 dias, se estendeu por mais 4 meses, se fazendo mais de 40 anos. E foi um registrado um DVD, que está em processo de finalização e em breve os fãs poderão ter esse material. E o legal foi isso, a repercussão do DVD e ocorreu o convite para Andre Matos solo tocar no Rock in Rio. Como iremos tocar no palco Sunset, podemos ter um convidado e o mais natural foi o Viper. Pra mim é um prazer mútuo e a expectativa é grande.

Bruno: Já que você citou os shows comemorativos aos 20 anos de Angels Cry, como você vê esse trabalho hoje? O que ele representa para você?

Matos: Foi um marco na minha carreira. Foi onde eu me profissionalizei. O Viper foi um período de preparação para chegar até ali. Aprendi muito nos dois primeiros discos do Viper. Depois deixei a banda e fui estudar música. Formei o Angra na própria faculdade de música, mas o Angels Cry foi a realidade da carreira musical, a pedra fundamental da realidade. Fomos gravar fora do país, ficamos praticamente exilados durante meses, éramos jovens, tínhamos 21, 22 anos. Foi um período difícil, tivemos que superar vários obstáculos e muitas incertezas na cabeça. O disco alavancou uma carreira que foi longe. Eu o vejo como um momento crucial na minha carreira. Por isso, ele merece ser rememorado e comemorado.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Novidade no metal nacional: Voodoopriest!


Fonte: Portal do Inferno



Autointitulado, o primeiro registro musical da banda paulista VoodooPriest é composto por cinco faixas: "Juggernaut", "Kamakans", "Reborn", "The One I Feed" e "Aftermath (Of Mass Suicide)" . “O EP Voodoopriest é um perfeito cartão de visitas da banda. A sonoridade está pesada e aliada à melodia, mesmo porque a banda tem duas guitarras. Quisemos aproveitar ao máximo as possibilidades que elas podem oferecer, e ainda temos a bateria e o baixo dando peso”, afirmou o vocalista Vitor Rodrigues (ex-Torture Squad).

A proposta da banda é combinar elementos do thrash, death e heavy metal tradicional, com uma sonoridade moderna. “As faixas são recheadas de riffs instigantes, refrãos marcantes e doses fartas de peso equilibradas com um toque de groove. Fizemos questão de priorizar os riffs nas composições e podemos dizer que já temos músicas para um álbum inteiro”, disse.

O EP Voodoopriest foi produzido por Brendan Duffey e Adriando Daga, no Norcal Studios, em São Paulo (SP). A arte da capa é de autoria do webdesigner João Duarte.

Sobre o Voodoopriest:

Além de Vitor Rodrigues nos vocais, a banda é composta pelos guitarristas César Covero (Endrah) e Renato De Luccas (Exhortation), o baixista Bruno Pompeo (Aggression Tales) e o baterista Edu Nicolini.


O Voodoopriest foi formado por Vitor Rodrigues no final de 2012, meses após sua saída da banda Torture Squad, na qual foi integrante por 19 anos. Vitor se uniu a músicos experientes e com grande bagagem musical e, em dezembro, com o lançamento do primeiro single Reborn, o Voodoopriest conseguiu grande visibilidade na mídia e muito interesse e curiosidade por parte do público em geral, mostrando que tem todas as qualidades para se tornar um grande nome do metal brasileiro e internacional.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Agora é oficial! Raphael Dafras é o novo baixista do Almah


Fonte: site oficial Almah

O paulista Raphael Dafras é o novo baixista do Almah, ocupando a vaga deixada por Felipe Andreoli (Angra) no segundo semestre de 2012.

Raphael Dafras iniciou sua carreira musical no final de 1997, tendo como influências diretas bandas como: Dream Theater, Angra, Yngwie Malmsteen, Helloween, Stratovarius, Rhapsody e Symphony X. Em 2011-2012 gravou e produziu o albúm solo de Germán Pascual (Narnia, Suécia) intitulado “A New Beginning”. Saiba mais sobre o Raphael: www.raphaeldafras.com

A banda ALMAh, juntamente com o seu novo baixista Raphael Dafras, já se encontram em estúdio pré-produzindo o quarto álbum de inéditas do grupo, que será lançado em 2013 nos principais mercados musicais no mundo.

Recentemente, o ALMAh lançou o seu novo vídeo clipe, intitulado “Living and Drifting” e quarto extraído do álbum “Motion”. VEJA O VÍDEO!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Entrevista - Gestos Grosseiros




A banda Gestos Grosseiros (SP) está na ativa desde meados de 1996 e já é considerado um dos principais expoentes do underground brasileiro, com o seu Death Metal de qualidade. Formada atualmente por Andy Souza (vocal e bateria), Kleber Hora (guitarra) e Danilo Dill (baixo) o grupo já passou por diversas cidades brasileiras e países como Chile e Uruguai divulgando o seu trabalho. Atualmente a banda está na turnê de "Satanchandising". Em entrevista ao blog, concedida ao colaborador Bruno "Blackened" Monteiro, o trio, que passou por Macapá no dia 11 de agosto, no evento "II Zombie Night Fest", falou sobre a carreira, planos para o futuro, a atual turnê entre outros assuntos. Confira

por Bruno “Blackened” Monteiro

Olhar Alternativo: Como foi o início do GESTOS GROSSEIROS? Quais as principais dificuldades que vocês enfrentaram? 


Andy Souza: A banda começou em 1996 na cidade de Guarulhos (SP). As dificuldades foram as mesmas que a maioria das bandas underground têm: você quer gravar e lançar uma demo e não tem condição financeira. Mas com dedicação e o apoio de algumas pessoas conseguimos gravar a primeira demo em 2001 "No Rest", Em 2003 gravamos a segunda demo, "FirstPain". Começamos a conquistar espaço no underground, chegamos a abrir para o Krisiun, em Santa Catarina, no Festival River Rock. Então as coisas começaram a fluir mais naturalmente. Participamos de algumas compilations, em 2008 lançamos o debut, o Countdownto Kill, e, recentemente, em 2010,lançamos Satanchandising, que é o nosso segundo full-lenght...

Danilo Dill (interrompendo): 2011.


Andy: É, 2011, desculpa (risos). Estamos agora em turnê, divulgando o álbum. Ficamos praticamente um ano mexendo nas músicas e compondo. Queríamos fazer algo melhor do que "Countdownto Kill". Não dizendo que ele não foi um álbum legal, pelo contrário, sem Countdownto Kill a gente não teria o espaço que a gente tem hoje, mas queríamos ter algo superior e Satanchandising tem conseguido superar não só as nossas expectativas,mas também a do público e da mídia especializada, que estão elogiando bastante.

Olhar: Por que GESTOS GROSSEIROS? De quem foi a ideia? O que esse nome significa pra vocês?

Andy: Antes de GESTOS GROSSEIROS, a banda se chamava Versaine. Isso foi antes de 1998. O rapaz que fundou a banda, na verdade, já faleceu, era baterista e russo. Ele achava que Versaine era alguma coisa ligada com gestos grosseiros, tipo um trocadilho. E como já estávamos fazendo shows,em 98, deixamos caracterizado como GESTOS GROSSEIROS mesmo, com as músicas em português, inclusive. Nunca sofremos nenhum preconceito no sentido de dizerem “Vocês não vão tocar no nosso festival porque GESTOS GROSSEIROS não tem nada a ver com Metal!Lembra o nome de uma banda Punk/Hardcore”.Então permaneceu GESTOS GROSSEIROS.Não tem nenhum significado, é apenas o nome da banda mesmo.

Olhar: Vocês já realizaram uma minitour pelo Chile para promover Countdownto Kill. Qual foi a recepção do publico chileno?

Andy: Fomos para o Chile em dezembro de 2006. Na ocasião estávamos divulgando Countdownto Kill, que era pra ter saído antes. Mas estávamos tentando achar uma parceria para lançar o CD, porque não tínhamos dinheiro para lançar de maneira independente. A receptividade foi legal, só que a banda não tinha um conhecimento bacana daquela cidade, então não foi aquilo que a gente esperava. Mas vamos voltar mês que vem ao Chile, dias 7 e 8 de setembro, com outro suporte e a banda sendo um pouco mais reconhecida.

Olhar: Qual a sensação de tocar ao lado de bandas como Krisiun, Dark Funeral, Vader e Marduk?

Andy: Eu particularmente sempre escutei Vader e Krisiun. Quando você vai tocar com os caras, se sente realizado pelo fato de “Pô, estou tocando com os caras que me influenciaram para fazer um som”. Então isso não tem preço. Na verdade sempre fomos convidados pelo Edu (Edu Lane, baterista da banda Nervo Chaos). A gente tem uma grande amizade, o cara é um grande brother nosso lá de São Paulo. Tocar com essas bandas abre as portas para você começar a divulgar o seu som de uma maneira diferente e expandir para outros tipos de público.

Olhar: Como tem sido a aceitação e a receptividade com relação a Satanchandising?

Danilo:Satanchandising teve uma recepção muito boa, superou todas as expectativas que tínhamos. Vários releases positivos e críticas construtivas. É difícil você ver algo que agrade todo mundo. Claro que não agrada todo mundo, tem quem não gosta, mas 90% das pessoas que ouviram Satanchandising gostaram. Eleestá abrindo muitas portas para nós. O nome é um trocadilho, então sugere várias coisas. É muito legal alguém te adicionar no Facebook e falar que comprou seu CD. Isso está acontecendo direto, cada dia mais. O Satanchandising foi algo que apostamos e que deu certo, mais do que nós esperávamos.

Olhar: As parcerias com Thornhate Records, Rapture Records e Underground Brasil Distro contribuíram na promoção de Satanchandising?

Andy: Nossos irmãos de longa data, a Rapture Records, principalmente a Thornhate Records e o Tony da FlyKintal Zine de Manaus. Eles distribuíram nosso primeiro álbum. Na hora que eu fiz a proposta falei para os caras da banda “Os caras estão querendo abraçar a ideia: cada um vai ajudar um pouquinho para lançar o play. E aí, vamos fechar? Vamos, vamos”. Foi sem muita enrolação até porque os caras já conheciam o trampo da banda e a gente já conhecia o trampo deles. Só conseguimos lançar e ter uma receptividade legal por causa do Tony, que é do Underground Brasil Distro/FlyKintal, do Fábio, que é da ThornhateRecords e do Gene, que é da Rapture Records.

Olhar: Vocês concordam que existe uma semelhança entre a capa de Satanchandising e Bestial Devastation [Sepultura]?

Kleber: Vimosa base do cara que fez a arte. No começo,não gostamos muito. Com o tempo, ele foi aprimorando até chegar na conclusão.

Danilo: Coincidiu de parecer com a capa do Bestial Devastation!

Andy: Mas não foi nada intencional!

Danilo: A gente não tinha pensado nisso e também só reparamos bem depois.

Andy: Tanto que depois começaram a falar (aqui Andy levanta as mãos como se estivesse segurando Bestial Devastation e Satanchandising) “Pô, idêntica!”.

Danilo: “Pô, pode crer!”. Houve várias artes e finalizamos nela.

Olhar: Só depois que surgiu a comparação.


Andy: A temática do CD fala um pouco de alienação. Fala que uma pessoa chega numa determinada igreja de uma determinada religião, por exemplo, e sai de lá totalmente alienada.Acredita num foco pensando que está fazendo o bem, como o Kleber falou várias vezes.

Kleber: Na frente está o bem, mas por trás está o mal.


Olhar: É interessante a letra da primeira faixa, HumanityVictory (Kill by Power). Fala que apenas num mundo existem várias tribos que tentam comandar as demais.

Andy: Exato, correto. O GESTOS GROSSEIROS, na parte de letra, é bem nessa mesmo: não damos o recado na cara. Gostamos de deixar a pessoa ler e interpretar. Sou suspeito pra falar porque eu sou fãzaço dessa música (referindo-se a HumanityVictory), é a que eu mais gosto do CD, e ela realmente faz essa cara.Ali está falando da alienação.

Olhar: Como aconteceu a escolha para gravar Extreme Aggression [Kreator]?

Danilo: O Andy sugeriu e começamos a ensaiar o som. “Vamos colocar no CD? Vamos. Precisa de autorização?” Trocamos uma ideia com o pessoal e deu tudo certo.

Olhar: E por que no encarte do CD está escrito Demo Version?

Andy: A masterização dela é um pouco diferente da masterização das outras músicas do disco. Se você reparar, até o volume dela é mais baixo do que das outras músicas.
Bruno: Ela começa aos 25 segundos...

Danilo: Porque ela não é de gravação do CD mesmo. Ela é uma outra gravação que nós fizemos, mexemos e aí jogamos no CD.

Kleber: Para a banda foi justo porque, quando começamos, o Kreator foi uma dosgrupos que ajudou a definir nosso estilo de tocar.
  
Olhar: Foi difícil para uma banda que já tem mais de dez anos de estrada e dois álbuns lançados a saída do baixista e vocalista Índio?


Andy: O Índio é um grande brother nosso.Tivemos algumas divergências musicais e problemas particulares. Ele saiu da banda uma vez, ficamos parados uns três ou quatro meses, depois pedimos para ele voltar e ele voltou, só que já não era a mesma química. A banda não pode acabar por causa de um membro. Aconteceu com ele, mas poderia ter acontecido comigo, com o Kleber, com qualquer um. Zelamos pelo nome da banda. A prioridade não é um membro e sim a banda. Se, por acaso, não der pra eu tocar um show, ele (indicando Danilo como exemplo) tocar um show e a gente puder substituir alguém para um show, desde que todo mundo concorde, não vemos nada demais nisso. Várias bandas fazem isso.O Índio saiu, mas contribuiu muito.O GESTOS GROSSEIROS só é o que é por causa do Índio também, afinal era o frontman. E entrou o Danilo pra assumir as quatro cordas, agora cinco. Foi tudo numa boa. Toquei com ele (Índio) dez anos, o Kleber também, mas eu conheço o Índio há vinte anos. É irmão mesmo!

Olhar: O que vocês esperaram do público amapaense?

Andy: Pelo que acompanhamos na Internet, divulgação, pessoal mandando e-mail, mandando mensagem, falando “Traz camiseta, traz CD que a gente quer adquirir”, a expectativa é a melhor possível. Temos acompanhado a cena também, vemos que várias bandas estão começando a tocar aqui. Estamos passando aqui para fazer história, não para ser só mais uma banda.Queremos chegar aqui, respeitar os headbanguers, fazer um puta show para os guerreiros e tentar voltar aqui, né Danilo? (risos)

Danilo: Com certeza! A nossa intenção é sempre voltar por onde passou, porque se você volta é porque agradou. Sempre procuramos fazer um show bom, respeitando todo mundo para um dia poder voltar e fazer um show melhor ainda, e para uma outra vez voltar e fazer outro show melhor ainda e assim por diante.

Olhar: Querem dar um recado final, uma palavra final?



Danilo: Quero mandar um salve pra galera, para os headbanguers do Amapá e região e agradecer pela entrevista.  Foi um dos melhores shows que já fizemos.

Andy: Agradecer você pela dedicação, um guerreiro do Metal assim como todo mundo. Pode ter certeza que o GESTOS GROSSEIROS sempre apresentou 110% no palco.

Kleber: Quero agradecer a você pela entrevista eos headbanguers que foram ao show. Se depender da gente vamos co tinuar a dar o sangue no palco pra galera banguear aí 

Edição: Jéssica Alves

Fotos: Bruno Monteiro


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Edu Falaschi: ''O Angra sempre foi a banda da minha vida''



Texto: Jéssica Alves


Fotos: Ravel Amanajás e Bruno Monteiro





                                                                   Foto: Divulgação


O sábado (2) foi marcante para os fãs do rock e suas vertentes no Amapá, com a presença de um dos ícones do Heavy Metal nacional e porque não internacional, Edu Falaschi, vocalista da banda Almah, e ex-vocalista do Angra. Em meio a um turbilhão de assuntos, como a saída do Angra, cenário heavy metal nacional e Metal Open Air, Edu pode até render debates polêmicos, mas também é um cara muito humilde, tanto no modo de tratar fãs e jornalistas, como também ao ser questionado sobre sua carreira e os motivos que o levaram ao deixar o Angra. 

Nascida como um projeto do então vocalista do Angra, o Almah tornou-se uma das principais bandas do cenário nacional e agora é a prioridade de Edu. Em um bate papo para o blog, Edu, de um jeito simpático e expontâneo revelou sobre a saída do Angra, substituições no Almah, sua saúde vocal, a importância do Angra em sua vida e planos para o futuro com o Almah e em sua carreira. Confira:




Olhar Alternativo - Olá Edu, é uma honra poder realizar essa entrevista com você. É a segunda vez que você está no Amapá, gostaria que você expressasse aos nossos leitores, a sua impressão sobre o nosso público.

Edu Falaschi – Ah, muito obrigado. Aquele show vai ficar marcado na minha memória, foi um dos mais legais que eu já fiz, em questão de público, pois além de estar lotado, e ser a primeira vez tocando no Amapá, pude perceber que a galera estava muito emocionada, entregue para a banda, cantando junto, se alegrando a cada música, vendo milhares de pessoas cantando junto com você, sem nenhum tipo de violência, como muitas pessoas acham que os shows de rock têm, e aí veio uma prova, em um show lindo, sem nenhum  incidente. Tudo bem que no final, a galera se excedeu e quase parou embaixo do palco (risos), mas foi muito bacana e espero ter a oportunidade de fazer um show tão bacana, com o Almah.

Olhar – Você veio fazer um workshow, o que você aponta de diferente neste tipo de evento?

Edu –  O workshow é mais didático, baseado na técnica vocal, falo da minha carreira, falo com o publico, canto algumas musicas e é algo mais tranquilo. No show é aquela coisa, um evento, você chega com todo o aparato da banda inteira, em duas horas de paulada (risos). Já no workshow, é mais tranquilo, tenho mais contato com os fãs, faço autografo, fotos.  Mas ressalto que gosto bastante de realizar os dois tipos de evento.

Olhar – É impossível te entrevistar sem citar a sua saída do Angra. O que ocasionou isso?

Edu – Na verdade foram muitos motivos. Obviamente algumas coisas são caras, e essa saída tem bastante a ver com a carta pós Rock in Rio, o qual falei que precisava de uma pausa para fazer o tratamento para voz que iniciei, há seis meses. Como parte do tratamento, é importante que eu fosse direcionado ao tipo de canto que fizesse bem para minha voz. Para resgatar a minha qualidade vocal, de acordo com dados médicos, é necessário que eu cante dentro da minha tessitura.

Mas mesmo estando recuperado, não quero ter esses problemas de novo e por isso, tive que sacrificar o meu posto no Angra, porque aí teria duas opções. Ou a banda continuava levando músicas apenas da minha época, o show direcionado ao meu tipo de voz ou não seria possível a banda se adaptar nessa maneira. Mas por questão de saúde, tive que optar em deixar a banda. Lógico que se eu pudesse cantar Angra a minha vida inteira, eu faria isso, pois eu adoro a banda, cresci musicalmente com eles. Mas pela minha característica vocal, mais grave e agressiva que faço no Almah, o caminho a seguir foi esse.

Olhar - E você sentiu essa dificuldade ao longo dos anos?

Edu - Antes nunca tinha cantado daquele jeito, e por ser mais novo, ia na raça e acabei fazendo as coisas acontecerem. Mas com o passar do tempo, teve um reflexo e me prejudiquei. Fiz shows cantando mal e após o Rock in Rio, percebi que ali foi o limite para fazer o que eu gosto e deixar de tentar agradar aos outros. Minha voz não é aquela voz para cantar Carry On, e sim para cantar na minha fase.

Eu sabia que iriam fazer comparações sempre, mas resolvi enfrentar. Eu só tinha receio de prejudicar minha voz por ter que cantar músicas tão agudas que, na verdade, nada tinham a ver com a minha característica natural, como eu fazia anteriormente no Symbols, por exemplo. Não deu outra, naquela época me ferrei por ter me dedicado ao extremo nos shows. Eu deveria ter parado assim que os problemas começaram, mas muitas coisas já estavam agendadas.

Assumi o risco e decidi cumprir todos os compromissos para não deixar o Angra na mão. Agora que estou totalmente recuperado e voltei a cantar na minha melhor forma, posso afirmar que não faria isso hoje. Assim como vários vocalistas também não o fazem, como é o caso do Khan, do Kamelot, que está doente e parou tudo, colocando um substituto na banda para a tour. Eu abracei todas as causas do Angra, vesti a camisa e fui pra cima, me prejudiquei física e moralmente naquele período, mas hoje a banda é um grande nome! É claro que com a ajuda dos primeiros 9 anos da primeira formação. Mas nosso trabalho nesses 10 últimos anos foi primordial para que o Angra se tornasse o que é hoje mundialmente.

Olhar - Gostaria que você resumisse sobre o que vai ser da sua carreira daqui para frente e o que o Angra significa para você, já que ficou  mais de uma década na banda?



Edu – O Angra para mim é tudo, foi a banda que me mostrou para o mundo, que eu construi em minha carreira de mais legal. Digo que o Angra foi a única banda que eu saí, o Mitrium, não deixei a banda, ela encerrou, o Symbols acabou porque eu entrei no Angra, mas me dispus a continuar no vocal, mas a banda decidiu acabar.

Infelizmente no Angra ocorreu a decisão mais difícil da minha vida, como falei na carta. O Angra sempre foi a banda da minha vida e essa decisão não foi fácil de ser tomada, mas de tantas coisas que envolvem a minha saída, como o cuidado com a voz e os problemas internos, tudo me deu coragem para que um dia eu acordasse e seguisse o meu caminho. Construi um bonito legado com o Angra em 11 anos e acredito que o Angra vai continuar mantendo o seu nível e vou continuar fazendo aquilo que eu mais amo, que é o heavy metal, com o Almah.

Como o Almah, houve o fato do crescimento da banda, que se consolidou em 2008, no segundo álbum. Ganhamos melhor disco e banda de 2011 no Brasil, fomos para o Japão, teve boa repercussão de publico e critica e estava ficando difícil conciliar. Entao essa decisão vai ser melhor para todo mundo e vou lutar para que a banda continue com seu espaço na cena metal.


Eu quero que todo a história e beleza da música do Angra sejam mantida, e hoje em dia, o que passou não vem mais ao caso. Adoro o que eu construi com o Angra, tenho o maior respeito e espero que eles continuem seguindo com esse belo legado. E espero que os fãs merecem uma resposta positiva em cada formação da banda, porque é isso que fica na vida das pessoas.

Olhar – Em relação ao Almah, no inicio do ano, o Paulo Schroeber anunciou a saída para cuidar de sua saúde, e agora a banda passa por outra mudança, com a saída do Andreoli. Como está essa questão?

Edu – Essa é uma questão natural, porque na verdade, o Almah começou com um projeto solo meu, e basicamente apesar de ser uma banda, eu levo filosofia da banda, com as composições e faço questão que todos trabalhem e sejam reconhecidos de forma igual, que seja uma família dentro da banda. Mas também obviamente sei da importância da minha contribuição na banda, e também dos demais membros. O Paulo saiu devido a um problema no coração, mas por mim, tocaria com ele a vida inteira, pois além de um puta músico, é meu amigão.

Já com o Felipe, houve um desgaste emocional e pessoal que vinha, por causa do Angra e obviamente resvalou no Almah, e teve esse desgaste e chegamos a conclusão de que não dava para ele continuar no Almah, com a minha saída do Angra. A minha prioridade agora é o Almah e a dele é o Angra, na hora que voltar as atividades. Para evitar esse tipo de problemas, a melhor solução foi a separação.

Olhar – Voce falou em substituição, como está a interação do Gustavo di Pádua?

Edu – Pô, o Gustavo foi um achado, supergente boa e encaixou perfeitamente com o Almah, o cara toca muito e veio para somar, porque ele canta e compõe bem, e está fazendo uma incível dupla de guitarras com o Marcelo Barbosa

Olhar – Para finalizar, como está os planos do Almah e na sua carreira?

Edu – Estamos com plano de gravar um DVD e promover o lançamento até o fim deste ano, o que eu espero. Lançamos um disco vitorioso e pretendemos lançar um novo CD no ano que vem. E muito possivelmente uma turnê internacional no ano que vem. E o DVD estamos fazendo o planejamento para ocorrer o show para o DVD. Estamos conversando diversas ideias.

Olhar - Edu, muito obrigada pela entrevista. Agora fica o espaço pra você mandar uma mensagem aos nossos leitores.


Edu - Muito obrigado a todos os fãs pelo apoio e carinho de sempre! Amo todos vocês, povo maravilhoso de Macapá.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Bywar : ‘’O Metal do Brasil acontece pela uniao de quem faz a cena’’





 Foto: Camila Karina

No dia 18 de maio, os thrashers da banda Bywar estiveram pela primeira vez em solos amapaenses para participar do Zombie Night Fest e apresentou ao headbangers do Amapá o trabalho que já atinge 16 anos de estrada, com influencia de uma das principais chamadas grandes escolas do estilo thrash metal: mais agressiva, fazendo a linha alemã das bandas Destrucion e Kreator. 


 Com carreira consolidada no underground brasileiro, os paulistas mostram-se bem entrosada em diversos aspectos como apresentação ao vivo (como pude constatar no ótimo show dos caras), composição, tecnica e tambem nas entrevistas, como essa que foi concedida com exclusividade para a equipe do fanzine amapaense Registro Importante Porra! R.I.P (em breve será lançado na versão impressa). Apesar das fortes influencias, e nítida as características próprias do quarteto. 

 Foto: Jéssica Alves

A banda iniciou suas atividades em janeiro de 1997 em São Caetano do Sul - SP como um power trio, formado por Adriano Perfetto (G/V) Victor Regep (B) Enrico Ozio (D), logo passando a ser um quarteto com a entrada de Leandro “ KISS” no baixo liberando Victor para tocar guitarra. Mas este ficou por pouco tempo na banda e foi substituído pr Helio Patrizzi, que atualmente é considerado carinhosamente pelo grupo como um dos membros co-fundadores. O Bywar começou a fazer alguns shows pela região do grande ABC divulgando aos poucos o nome e o Thrash Metal que executavam.

Em 2004, ocorreram algumas divergências de idéias com Victor Regep, o que resultou em sua saída da banda, mas o contato e a amizade duram até hoje. Após esse episódio, o Bywar consegue arranjar um novo guitarrista. “Renan Roveran”, antigo amigo de Adriano Perfetto, entra na banda como uma injeção de animo e motivação, dando uma nova alma a banda e uma imagem ainda mais Thrash do que o Bywar já tinha. Este que havia tocado com algumas bandas do gênero pela região de Sorocaba, sendo uma delas o Alcoholikiller, mas nunca se encaixou da maneira desejada nas bandas, como ocorreu no Bywar.

Nesse bate papo com esta blogueira, acompanhado do repórter Bruno Monteiro, com muito bom humor a banda falou de diversos assuntos, como as gravações do disco, a atual cena Metal brasileira e os planos para o futuro. Confiram.


 Foto: Camila Karina

R.I.P – Ola galera do Bywar, primeiramente digo que e um prazer receber vocês em nossa cidade. Sejam bem vindos.

Bywar – Valeu, galera. Muito bom poder estar aqui na cidade

R.I.P – Bom, como e a primeira vez que irão tocar em nossa cidade, que ate entao esta localizada distante dos grandes centros culturais do Brasil.  Contem a expectativa de vocês e as impressões preliminares sobre nosso publico.

 Foto: Camila Karina

Enrico Ozio – Primeiramente tocar em Macapá é quente (risos) é a primeira sensação. Mas assim, não sei se dá para falar que estamos fora de um grande centro, porque para o metal não há grande centro, o metal, o underground em si já é muito louco em qualquer lugar, encontramos bangers em qualquer lugar, não há diferenças. Meu, nada difere, ser headbanger não importa o local. 

R.I.P - O que “Abduction” tem representado para vocês até agora?

 Foto: Jéssica Alves

Adriano Perfetto: “Abduction”, definitivamente, teve um diferencial em relação aos outros CDs, tivemos tempo para fazer tudo com calma, o Renan e eu já vínhamos compondo mesmo nas épocas do “Twelve Devil’s...”, então foi algo bem mais confortável. Chegamos ao estúdio com tudo pronto e já sabendo como seria. Notamos também a evolução de cada um de nós e sentimos que esse, realmente, é nosso melhor trabalho até hoje desde composições que abordam muito sobre o tema Ufologia (que é algo que adoramos) até os últimos instantes da mixagem.


R.IP - Em relação a cena do Brasil, com o metal, Com a nova ascensão do Thrash, como vocês avaliam o underground e a cena brasileira e o fato de que atualmente há um outro gás, especialmente no Norte e Nordeste de nosso pais?

Renan – Possuímos gratificantes experiências em tocar no norte e nordeste do Brasil, me recordo a primeira vez que viemos para essa região e foi surpreendente, a recepção que tivemos foi legal para caramba, em Belém (PA) e em relação ao metal no Brasil, há todas as dificuldades, mas é muito foda. Especialmente porque a música que fizemos é a que gostamos, o metal o rock e suas personificações, não tem muito a ver com a cultura brasileira.  Vamos contra a cultura e a maioria da galera que vai a shows, compra material das bandas, produz shows undergrounds, correm atrás, gravam, todos fazem com todo o esforço e eles fazem acontecer. E você vê um reconhecimento grande no norte e nordeste a sentimos que essa forca e esta funcionando. Acredito que o metal no Brasil é do caralho, pois ele acontece pela união de quem faz a cena acontecer

 Foto: Camila Karina

Hélio Patrizzi: Comparando com o cenário de 15 anos atrás, quantitativamente, a cena hoje está muito maior. Quando começamos eram poucas as bandas de Thrash Metal com quem tocávamos. A cena Thrash estava meio estagnada. Essa nova ascensão trouxe muitos bangers e injetou sangue novo. Várias bandas surgiram de lá para cá, o que enriqueceu muito a cena. Qualitativamente, o espírito continua o mesmo. Bangers trabalhando arduamente no underground honrando a cena. Mais ou menos como diria nosso grande amigo Poney do Violator: “underground é underground”. As coisas são feitas com muito amor e cada banda, evento, revista, zine, web site só é feito por meio de muita batalha. O underground é movido por esse espírito. Para melhorar, creio que o caminho já esteja bem marcado há muito tempo. É só manter a chama do underground acesa. Esse espírito de querer e fazer as coisas cada vez melhores é muito bom para a cena.

R.I.P - Vocês trabalham com thrash metal, mas vocês possuem uma temática mais abordada em suas musicas? 

Helio – Bem na verdade somos mais livres, não temos uma definição única. Tudo que gostamos, observamos, gostamos de trabalhar

Enrique - É tudo muito expontaneo, pow todos gostam de temas diferenciados. Geralmente existem decisões, mas quando fazemos musicas, há temas que absorvem a musica. Gostamos de ler, estudar temas diversos e vamos criando a formula para o Bywar. 
  

 Foto: Jéssica Alves

Adriano Perfetto – Mas gostaria de destacar que atualmente temos uma temática mais sobrenatural e ficção cientifica, coisas que gostamos desde crianças, apesar de alguns terem medo (risos). Mas é muito bacana, temos em comum e expomos na forma metafórica. Eu particularmente não gosto de compor temática política, pois creio que é algo muito particular. Mexe com opiniões e na minha arte, sempre gostei de trabalhar com algo que amplie os horizontes, não podemos nos prender a nada.

Helio – Acho que no final todos fomos abduzidos (risos).

R.I.P - E como voces avaliam a proporção adquirida com o Bywar?

Henrique – Estamos com 16 anos na estrada,  e tudo que fizemos ganhou uma boa proporção nacional e internacional, e acreditamos que a gratificação e grande.  Sempre rolou o lance de tocar e a nossa idéia é continuar assim. Nossa pegada é essa. Vamo continuar levando nossa turne do “Abduction” com essa vontade e alegria de elevar o metal a quantos lugares for possivel alcançar.

R.I.P - Voce falou dos temas de ficção cientifica. O interessante das musicas é que lembra algumas letras de outras bandas, como do Annihilator, ''Alice in Hell''.  Tem alguma relação entre essas letras?

Adriano – Apesar de eu amar essa musica Alice on Hell, algumas letras tem a ver com o filme ''O Exorcista'', especialmente a ''Heretic Sings'', que é um filme que mudou a minha vida, abriu idéias e ao mesmo tempo que estava compondo, o Helio estava bolando o videoclipe e ficou muito legal. 

 Foto: Jéssica Alves


Edicao: Jéssica Alves


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