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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Andre Matos – “O Angels Cry foi um marco na minha carreira”




Com uma carreira extensa, Andre Coelho Matos, o famoso Andre Matos, é mundialmente conhecido por sua passagem pelas bandas Viper, Angra, Shaman, Virgo e Symfonia. Em carreira solo desde 2006 e com 3 discos de estúdio, sendo The Turn of the Lights o mais recente, o músico e compositor veio a Macapá, ministrar um workshop sobre técnicas vocais, composição e histórias hilárias sobre sua vida. E claro, clássicos de sua carreira e das bandas pelas quais passou foram executados, levando os presentes ao êxtase. Durante sua recente passagem pela capital amapaense, o Blog Olhar Alternativo aproveitou a oportunidade para conversar com o mestre. Durante nossa conversa, Matos revelou curiosidades da carreira, nova turnê e álbum, Angels Cry, Viper e expectativa da apresentação no Rock in Rio. Confira!

Por Jéssica Alves e Bruno Monteiro

Bruno Monteiro: O álbum Theatre of Fate tem letras melancólicas e melodias alegres, dançantes até. Comente sobre esse contraste entre esses dois elementos.

Andre Matos: Acho interessante esse contraste. No caso das músicas que você citou (N.E.: To Live Again, Living for the Night e Prelude to Oblivion), não compus nenhuma delas, foi o Pit Passarel, (N.E: Matos compôs a faixa Moonlight). É uma característica do Viper. É interessante porque você destaca uma coisa da outra. Esse tipo de contraste acaba diferenciando uma música das demais composições.



Bruno: Você começou sua carreira no Viper com 13 anos. Nunca ouviu comentários negativos pelo fato de você ser muito novo?

Matos: Haviam brincadeiras. O pessoal nos chamava de boy band, de Menudos do Metal. Como naquela época não havia internet, nem celular o que é uma benção (risos), esse tipo de comentário não chegava a nós, era raro. Víamos um comentário ou outro através de um fanzine, de uma revista, mas eram comentários oficiais sobre algo que você fez, de fãs, do pessoal que ia aos shows. Era muito raro você ter contato com esse tipo de comentário como se tem hoje em dia através da internet. Nada que me desencorajasse a seguir fazendo o que eu queria fazer. E nós não éramos a única banda de garotos. Talvez fôssemos bem mais jovens que as demais, mas o pessoal nos respeitava. As bandas mais velhas, que eram nossos ídolos, nossas referências, tinham muito carinho por nós pelo fato sermos pequenos ali e estarmos nos esforçando.

Jéssica Alves: Qual a sua sensação quando você vai tocar pela primeira vez em uma cidade e apresentar seu trabalho a um público novo, como por exemplo, aqui em Macapá?

Matos: É uma boa sensação. Antes de chegar, não se sabe muito bem o que esperar, mas tem mais ou menos uma ideia em função dos comentários que recebe. Sabe que tem um público fiel em vários cantos. Quando você chega num lugar onde você é muito bem recebido e o pessoal é muito atencioso com você, esse foi o caso. Estou há algumas horas aqui na cidade de Macapá (N.E no dia 4 de abril). Infelizmente, não vou poder ficar mais tempo, mas pretendo voltar em breve, provavelmente com o show da banda. Estou ansioso pela apresentação e, em cada lugar que você faz um workshop, uma master class, você vai conhecer visões de mundo diferentes, vai conhecer dúvidas diferentes das pessoas com relação à música que muitas vezes até coincidem, independente do local. Isso é o que é mais interessante, talvez, para entender as diferenças e as semelhanças que existem independente de onde você esteja.

Jéssica: Recentemente, você iniciou a turnê do novo álbum (The Turn of the Lights) que também vai celebrar os 20 anos de Angels Cry (Angra), que foi um marco na sua carreira. Como você vê essa oportunidade de divulgar o seu novo álbum e ao mesmo tempo celebrar?

Matos: Foi uma coincidência. O Turn of the Lights saiu ano passado e a gente não pôde começar a turnê devido a uma coincidência de ter engatado com a turnê de comemoração do Viper. Então ficou combinado que começaríamos este ano. Justamente bateu a data dos 20 anos do Angels Cry. E aprendemos no ano passado que essa coisa de se fazer um tributo a um disco que foi um marco histórico dá muito certo com os fãs, eles querem isso, pedem isso. Por isso a ideia de fazer o Angels Cry, fazer a mesma experiência que a gente fez com o Viper ano passado. Já começamos a turnê e deu pra perceber que foi uma ótima ideia, mas dificílima, vocalmente falando.

Bruno: De modo geral, como está atualmente a repercussão do disco The Turn of the Lights?

Matos: Nós recebemos nota 90 de 100 na Burn Magazine, do Japão, que é a revista tradicional de lá, que foi a nota mais alta em um disco em toda a minha carreira. Recebemos resenhas excelentes na Europa inteira, o disco saiu no dia 25 países na Europa. O disco está sendo lançado agora este mês nos Estados Unidos e América do Norte, então ainda está um suspense. E no Brasil foi eleito o melhor disco de 2012 por meios especializados (N.E: Exemplo: site Whiplash e revista Roadie Crew) e foi o disco mais vendido de metal de 2012. Então não posso reclamar, a única coisa que faltou de fato foi a turnê do disco, que está iniciando.


Jéssica: Você citou a turnê com o Viper. Gostaria de saber como foi esse reencontro e a expectativa para tocar no Rock in Rio, com eles e sua banda solo?

Matos: O reencontro estávamos planejando há anos, sem nunca dar certo, devido a falta de tempo, cada um trabalhava em uma coisa. Mas de qualquer maneira, a gente sempre continuou amigos, se vendo, morando no mesmo bairro, continuando a amizade de adolescência e sempre pintou a ideia. Mas sempre aquele papo de boteco (risos), dizendo apenas ‘quando der vamos’. Até que o pessoal do Wikimetal, que são amigos nossos da época de formação do Viper, e são muito fãs da banda e resolveram entrevistar um por um da banda e a sempre perguntavam: se rolasse uma volta do Viper, você toparia? E a resposta era sempre; Lógico. E um dia eles arrumaram uma reunião com todo mundo e inclusive o Yves Passarel estava junto e começamos a falar sério; Planejamos uma turnê comemorativa, celebrando os 25 anos do primeiro disco, “Soldier of Sunrise”. E acabou acontecendo e foi um sucesso. Uma turnê que era para acontecer somente em 20 dias, se estendeu por mais 4 meses, se fazendo mais de 40 anos. E foi um registrado um DVD, que está em processo de finalização e em breve os fãs poderão ter esse material. E o legal foi isso, a repercussão do DVD e ocorreu o convite para Andre Matos solo tocar no Rock in Rio. Como iremos tocar no palco Sunset, podemos ter um convidado e o mais natural foi o Viper. Pra mim é um prazer mútuo e a expectativa é grande.

Bruno: Já que você citou os shows comemorativos aos 20 anos de Angels Cry, como você vê esse trabalho hoje? O que ele representa para você?

Matos: Foi um marco na minha carreira. Foi onde eu me profissionalizei. O Viper foi um período de preparação para chegar até ali. Aprendi muito nos dois primeiros discos do Viper. Depois deixei a banda e fui estudar música. Formei o Angra na própria faculdade de música, mas o Angels Cry foi a realidade da carreira musical, a pedra fundamental da realidade. Fomos gravar fora do país, ficamos praticamente exilados durante meses, éramos jovens, tínhamos 21, 22 anos. Foi um período difícil, tivemos que superar vários obstáculos e muitas incertezas na cabeça. O disco alavancou uma carreira que foi longe. Eu o vejo como um momento crucial na minha carreira. Por isso, ele merece ser rememorado e comemorado.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Andre Matos em Macapá: uma noite de aprendizagem musical



Na noite de quinta-feira (4) o sonho de muitos headbangers foi realizado, com a presença de Andre Matos em Macapá, para a realização de um workshow oferecido pela M&M Produções, muito aguardado pelos fãs. Também não poderia ser diferente, afinal ele é cantor, compositor, maestro, pianista ex-membro das bandas de heavy metal Angra, Shaman, Viper, Virgo e Symfonia, além de ter feito participações especiais em bandas como Avantasia e Aina. Desde outubro de 2006 está em carreira solo.

Em seu currículo constam Regência Orquestral, Composição Musical, habilitação em Canto Lírico e habilitação em Piano Erudito. O evento ocorreu no Teatro das Bacabeiras, que inclusive foi muito elogiado pelo músico.

A Masterclass




Após o tradicional cumprimento aos macapaenses, Andre inicia a masterclass, contando com o recurso audiovisual, apresentando vídeos didáticos interessantes, como a relação entre a música e matemática, cordas vocais entre outros. O workshop era voltado não apenas para músicos, mas o público em geral, com um enfoque especial para os fãs, em que Andre revelou detalhes curiosos, como a composição instrumental de "Lisbon", do álbum "Fireworks" (1998), que surgiu a partir de um relógio despertador. Além disso, Matos revelou detalhes de sua carreira, como quando teve problemas com a voz e o uso do falsete nas canções, como "Fairy Tale", clássico do Shaman do álbum "Ritual" (2003).


Outro ponto interessante do evento foi a aprendizagem repassada por Andre em vários assuntos, desde técnicas vocais, encarar a música com seriedade, mentalidade musical aberta, gosto para cantar e também por conhecer música, tocar instrumento, a importância do falsete, entre outros. Uma divertida comparação entre os vocais da cantora pop Britney Spears e o lendário vocalista do Queen Freddie Mercury foi mostrada ao público, provando a importância do conhecimento musical muito além da aparência.

Show e participações


Muito aguardada pelos presente, a execução das músicas foi um destaque. Com o teatro praticamente lotado, por volta das 21h30 o som da introdução "Crossing", do álbum "Holy Land (1996), do Angra já deixou todos os presentes eufóricos com o que vinha a seguir, era chegada a hora  de enfim ver o mestre em ação. A banda convidada formada pelos músicos amapaenses Alexandre Avelar (guitarra), Vinicius Rocha (guitarra), Pedro França (bateria), Eugênio Luke (teclados) e Danilo Araújo (baixo) selecionados pela produção deu um brilho a mais na apresentação de "Nothing to Say", clássico marcante na voz de Andre, que foi muito ovacionado logo na sua entrada, e a sua presença de palco única e cantando de maneira inspirada. Um verdadeiro presente para os fãs.



A próxima música executada é "Rio", do álbum "Time to be Free" (2007), da carreira solo de Matos, executada com maestria, não apenas por Andre, mas pela banda convidada, que estava de fato representando muito bem os músicos do Amapá. Peso e harmonia executados de maneira perfeita. Show de Bola!

Após Andre revelar como compôs a clássica "Lisbon", hora de executá-la ao vivo. A introdução é muito aplaudida e como esperado, a música é tocada com inspiração. Detalhe para a improvisação feita pela banda, que foi apresentada neste momento para o público por Andre. A canção foi executada na linha feita no DVD Ritual Live, com muito peso e empolgação por parte do público e dos músicos.



A execução de "Fairy Tale" ocorreu após Andre revelar ao público que compôs a música que explora toda a tessitura vocal. Muito ovacionada, a música contou com a participação de Vanessa Rafaelly, Hanna Paulino e Matheus Farro, grandes vocalistas da cena heavy metal amapaense, realizando um coral inspirador e fiel à gravação. E logo depois, eles voltaram a dividir o palco com Andre, juntamente com Marcel Valkant na música "Carry On", que fez o público literalmente seguir em frente, na direção do palco, formando um verdadeiro show.


Para encerrar, "Living For The Night", do álbum "Theatrer of Fate" (1989) do Viper, fechando com maestria esta grande noite para o rock/metal amapaense. Macapá finalmente recebeu o mestre Andre Matos, consolidando em um grande evento da M&M Produções, que está de parabéns pela ótima iniciativa, assim como todos os envolvidos e claro, o público amapaense que apoiou e foi ao evento. E Andre Matos por toda a humildade, carisma e profissionalismo que doou ao público. Quem venham mais ótimos eventos assim para a nossa cidade.





Confira MAIS FOTOS DO EVENTO



quarta-feira, 27 de março de 2013

Festival Rockland Belém confirma show de Andre Matos; Ingressos nos próximos dias


A Three Entretenimento confirmou mais uma atração de peso para compor o line-up da primeira edição do Rockland, o músico Andre Matos. O festival está agendado para acontecer em Belém nos dias 18 e 19 de maio. As bandas Glória, Hibria e Mitra também já estão confirmadas.

O show que Andre Matos apresentará em Belém faz parte da divulgação do novo disco solo “The Turn of The Lights” lançado no ano passado

A turnê além de ser para mostrar o novo trabalho também trará um Andre revivendo o passado, tocando todo o primeiro álbum do “Angra” chamado “Angels Cry” de 1993 que é praticamente todo criado pelo músico.

A co-produção do disco é do compositor e guitarrista Hugo Mariutti. Participam também do disco os músicos Andre Zaza Hernandes, Bruno Ladislau e Rodrigo Silveira.

Informações sobre ingressos e local nos próximos dias, curta nossa página no facebook, manteremos você informado.

Texto: Monique Malcher / Ache Belém

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Andre Matos em Macapá


O blog parceiro Tribos AP confirmou em primeira mão. Dia 4 de abril Macapá recebe um dos grandes nomes do heavy metal brasileiro: Andre Matos, realizando um workshop imperdível. Um momento histórico para os fãs ou não do gênero.

A partir do dia 1º de março o público já pode adquirir o ingresso antecipado, a 30 reais. O evento será realizado no Teatro das Bacabeiras, pela M&M Produções, com o patrocínio das lojas Benoliel e Escola de Música Acordes.

Sobre Andre Matos

Andre Coelho Matos é um cantor, compositor, maestro com habilitação em Canto Lírico e habilitação em Piano Erudito, ex-membro das bandas de heavy metal Angra, Shaman, Viper, Virgo e Symfonia, além de ter feito participações especiais em bandas como Avantasia e Aina, além de inúmeras participações em álbuns de vários artistas, como Dr. Sin, Korzus, Corciolli, Karma, Epica, Sagrado Coração da Terra, entre outros.
Um prodígio que iniciou carreira com apenas 13 anos de idade, a frente da banda Viper, que ficou reconhecida em vários países, levando o nome do Brasil no Cenario heavy metal.

Desde 2006 está em carreira solo, com três álbuns "Time to be Free", "Mentalize" e "The Turn of The Lights".

Imperdível!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Resenhando – Andre Matos “Turn of the Lights”


Olá galera, hoje estreio uma nova sessão aqui no blog Olhar Alternativo, intitulada “Resenhando”, a qual farei toda sexta-feira uma resenha sobre filmes, livros e discos que tenho contato ultimamente. Então chega de conversa e vamos a nosso post de estreia, com o novo álbum de Andre Matos “Turn of the Lights”.



Um dos grandes representantes da cena brasileira no heavy metal está de volta, após o término da banda Symfonia.  Com nova formação, a banda apresenta um novo contexto musical, renovando a capacidade musical de cada integrante. Lançado no dia 22 de agosto, “Turn of the Lights” é o que posso chamar de reunião de todo o aprendizado e evolução que Matos teve ao longo de sua carreira, como já apresentado no título do álbum, o acender das luzes.






O álbum é, como divulgado oficialmente pela assessoria de imprensa da banda, uma reflexão sobre o atual momento da humanidade e como as ações refletem no mundo como um todo. Os novos integrantes, Bruno Ladislau (baixo) e Rodrigo Silveira (bateria) representam uma revigorada positiva no som, que mescla passagens progressivas, power, heavy e moderna.

Mas é claro que a influência clássica não é deixada de lado e linhas de piano e orquestra estão presentes no álbum. As guitarras de Mariutti e Hernandes continuam com a técnica e harmonia, e dessa vez de maneira mais “limpa”. E o vocal do “mestre” cada dia passa por renovações positivas. O rasgado está menos presente, mas os médios ganham mais destaque e ele guarda os agudos de maior dificuldade para os momentos certos, executados de maneira Matos de ser.

“Liberty” já apresenta ao ouvinte a sonoridade moderna que a nova fase de Matos buscou. Há passagens que muitos fãs lembraram de cara de canções de “Time to be Free”, primeiro disco solo, com guitarras pesadas e vocais bem trabalhados, com ritmo interessante.

A próxima faixa, “Course of Life”, ritmo mais rápido que a anterior lembra imediatamente Matos no tempos de Angra ou Viper em “Teathrer of Fate”, com a orquestra apresentada no início, deixando a canção muito bacana. Refrão memorável. Em “Turn of the Lights” Andre apresenta vocais alcançando ótimos tons, deixando os drivers utilizados em “Mentalize” de lado. “Gaza”, uma das que mais gostei, é a balda do álbum e claro, introdução de piano muito bem feita por Matos.


“Stop”, canção muito legal, segue a linha de “Mentalize”  no sentido de ritmo rápido e refrão matador. Os vocais mais limpos são um atrativo muito interessante. “On Your Own” é a metade do disco, que revela um tom mais obscuro e uma das melhores, que me fez lembrar a época de “Reason”, do Shaman. A batida na caixa da bateria, seguida da guitarra me traz uma sensação ótima.

“Unrepleaceble” é rápida no início e marca registrada de Andre, agudos poderosos, aparecem em destaque. O destaque também vai para a influência prog, com as mudanças constantes, algo que gosto muito. “Oversoul” e o power metal presentes, rapidez e melodia, além do refrão contagiante claro. Adorei. “White Summit”, inicia com clima sombrio, e com suas particularidades interessantes.

E falando em refrão, o de “Light-Year” é inesquecível. Fechando o álbum “Sometimes” a balada que encerra muito bem o álbum, com voz, piano e orquestra, fechando de maneira emocionante o álbum.

Concluindo. O álbum “Turn of the Lights” é um excelente disco, diferente e ao mesmo tempo um apanhado de toda a carreira de Matos, não que soe como uma cópia, mas sim uma bela coletânea de elementos que lapidaram o seu talento e ao mesmo tempo, busca novas influencias. Como diz a expressão, só elogiar músicos excelentes é “chover no molhado”. Então o lance é parar e escutar um dos melhores lançamentos nacionais do heavy metal nacional dos últimos anos e ter a certeza que Andre Matos ainda pode ser considerado um dos mestres da musica underground brasileira.

 Formação Atual

Andre Matos – vocais
Hugo Mariutti – guitarras
Andre Hernandes – guitarras
Bruno Ladislau – baixo
Rodrigo Silveira – bateria


Lista de faixas

1. Liberty (Matos / Mariutti)
2. Course of Life (Matos)
3. The Turn of the Lights (Matos / Mariutti / Ladislau / Casagrande)
4. Gaza (Matos / Mariutti)
5. Stop! (Matos / Mariutti)
6. On Your Own (Matos / Mariutti)
7. Unreplaceable (Matos / Mariutti / Ladislau)
8. Oversoul (Mariutti / Ladislau / Matos)
9. White Summit (Matos / Mariutti)
10. Light-Years (Matos / Hernandes)
11. Sometimes (Matos)
Produção: Brendan Duffey e Adriano Daga

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