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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O eterno Legado do Chespirito: homenagem a Roberto Gomez Bolaños


 Fontes: G1, Uol e Zero Hora

O herói da infância de muitos, especialmente os brasileiros, partiu para outro plano no fim da tarde dessa sexta-feira (28). Uma notícia que há tempos temíamos presenciar, mas faleceu o ator, diretor, comediante e escritor Roberto Gomez Bolanõs, conhecido mundialmente por Chespirito, o criador de Chaves, o garoto faminto mais amado o continente.

Segundo informações da rede Televisa, do México, ele estava em sua casa, em Cancun. Desde 2012, Bolaños enfrentava problemas de saúde quando foi internado por uma insuficiência respiratória. A causa da morte ainda não foi confirmada. A notícia causou muita comoção nas redes sociais, com diversas homenagens ao eterno Chaves do Oito e do super-herói atrapalhado Chapolin Colorado.


Dono de frases antológicas como "ninguém tem paciência comigo" e "não contavam com a minha astúcia", "isso isso isso" que marcaram gerações de fãs em toda a América Latina (que assim como eu, crescem sem enjoar de assistir ao genial humor de Bolaños),ele cativou a gerações que até hoje ainda soltam risadas com as tiradas do programa.

“Chaves” foi o programa mais visto da televisão mexicana e foi dublado em 50 idiomas, segundo a Televisa.Além disso, Bolaños escreveu roteiros de 50 filmes no México e atuou em 11. No Twitter, ele tinha mais 6 milhões de seguidores. As séries criadas por Bolaños tornaram-se um verdadeiro fenômeno no Brasil, onde são reprisadas até hoje — “Chaves” estreou no México em 1971.

Trajetória


 
Inspiração de Willian Shakespeare, cujo diminutivo em espanhol era "Chespirito" que Roberto Bolaños ganhou seu apelido do dramaturgo.  Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929. Estudou engenharia, mas nunca exerceu a profissão. Praticou boxe e era um fanático torcedor do clube de futebol América. Começou sua carreira profissional na publicidade, onde começou a trabalhar em roteiros. Ganhou o apelido de Chesperito do diretor de cinema Agustín P. Delgado por causa do 1,60 de altura.

Estreou na TV escrevendo para programas humorísticos e musicais, ainda pelo canal Telesistema Mexicano, até 1965. Três anos mais tarde, recebeu convite para integrar o departamento de criação da recém-fundada Televisión Independente de México.


Foi só em 1968 que começou sua carreira de ator, na emissora TIM, em séries como “Los Supergenios de la Mesa Cuadrada” e “El Ciudadano Gómez”, em espaços de 30 minutos de duração aos sábados. Foi só na década de 1970 que começaram a ser exibidos as séries que fizeram de Bolaños um gigante do humor: "Chespirito", "Chapolin" e "Chaves". A partir de 1973, quase todos os países da América Latina tinha na programação de TV episídios dos programas.

O jornal mexicano "Excelsior" cita a seguinte declaração de Bolaños a um TV espanhola sobre seu personagem mais famoso no Brasil: "Chaves, ainda que carecendo de quase tudo, é otimista, aproveita a vida, brinca, se emociona e tem o maravilhoso dom que é a vida". No começo da década de 1990, Bolaños decidiu aposentar "Chaves" e "Chapolin" e resolveu apostar em "Los Caquitos", em que interpretava o ladrão Chómpiras (que ganhou no Brasil o nome de Chaveco).

Chaves era um dos personagens e segmentos do programa "Chespirito" que começou a ser exibido no México em 1971. O primeiro capítulo de "El Chavo del Ocho" (como era conhecido o personagem nos outros países de língua espanhola) foi transmitido em 20 de junho de 1971.


 O sucesso das histórias do menino sardento de 8 anos que vive dentro de um barril foi tanto que seu programa era transmitido para quase todos os países da América Latina já em 1973. Chaves foi dublado para mais de 50 idiomas e transmitido em países distantes do Tailândia, China, Japão e Grécia. A série foi produzida originalmente entre 1971 e 1980, como programa independente, e entre 1980 e 1992 como esquete do programa de variedades "Chespirito", que Bolaños estrelou na rede de TV Televisa. No total, foram 290 episódios, contabilizou o ator ao jornal chileno "La Nación".

A série "Os Simpsons" homenageou Bolaños com o personagem Pedro Chespirito, que aparece sempre vestido de abelha e fala frases em espanhol. R. Roberto ficou conhecido no México pelo nome de Chespirito. Mas foram os programas "Chaves" e "Chapolin", ainda exibidos pelo SBT, que ficaram mais famosos no Brasil.
 


Distante da televisão, Bolaños explorou a sua veia literária com um livro de poemas e uma autobiografia, "Sem Querer Querendo". Em um dos seus livros, "O Diário de Chaves", revela alguns dos mistérios da série. Ele conta, por exemplo, que Chaves não morava dentro de um barril, mas no apartamento número oito, e que o recipiente era apenas para se esconder quando estava triste ou era perseguido.
 
Apaixonado por futebol, Bolaños chegou a se encontrar com o astro argentino Diego Maradona, que o agradeceu por tê-lo divertido com os seus personagens e ele aproveitou para retribuir por tê-lo deleitado com suas proezas dentro do campo.Nascido em 21 de fevereiro de 1929, Roberto Bolaños começou sua carreira nos anos 1950, quando escrevia roteiros para rádio e televisão. Ele ganhou o apelido de Chespirito após ser comparado ao dramaturgo William Shakespeare. Em 1958, quando o mexicano estreou como roteirista de cinema no filme Los Legionarios, o diretor Agustín P. Delgado o apelidou de Shakespearito, um diminutivo carinhoso para o nome do britânico, devido à sua inteligência e criatividade. 



A atração reunia um grupo de comediantes para comentar notícias recentes, além de apresentar esquetes cômicos. O elenco já contava com atores que tornariam-se celebridades em personagens desenhados por Roberto — Ramón Valdés (Seu Madruga), María Antonieta de Las Nieves (Chiquinha) e Ruben Aguirre (Professor Girafalez) participavam de 'Los supergenios'.

Dentro do horário, Bolaños experimentava suas ideias de roteiros e personagens desenvolvidos com quadros avulsos e, mais tarde, como partes fixas do programa. Foi naquele ambiente que nasceram o herói Chapolin Colorado, o atrapalhado Doutor Chapatín e o menino Chaves, que tornaria-se a obra mais célebre do mexicano e um dos marcos na TV latino-americana.


Uma perda inestimável para o mundo do humor, o Brasil e diversos fãs no mundo hoje ficam órfãos de um grande talento que se vai, mas também somos agradecidos a ele, por criar um puro, simples e honesto jeito de nos fazer rir, inspirado em outros gênios como Charlie Chaplin, mas com sua característica própria que o fez ser um genio na difícil arte de levar humor para as pessoas. Nosso muito obrigado, grande Chespirito. A nossa e as futuras gerações só tem a agradecer pela sua grande contribuição ao mundo, que é levar alegria eterna, sem dizer adeus jamais. 

Primeiro teaser de Star Wars: Episode VII - The Force Awakens é divulgado

Os fãs da saga Star Wars tiveram uma bela suspresa no fim da manhã desta sexta-feira (28). Para a felicidade dos fãs ansiosos, eis o teaser do episódio VII,  Episode VII - The Force Awakens divulgado no Youtube e rapidamente compartilhado nas redes sociais. O longa será lançado em 17 de dezembro de 2015.

Confira 



May The Force be With You em 2015

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cerimonial Fest traz Metal Tradicional direto do Pará! \m/

Texto: Bruno Blackened
Fotos: Jéssica Alves e Ravel Amanajás
Edição: Ravel Amanajás


O alerta para serem trazidas mais bandas de Metal Tradicional parece ter surtido efeito! No final de semana último (15), o Cerimonial Fest teve o prazer de apresentar aos headbanguers amapaenses a banda THUNDERSPELL, de Belém-PA. O conjunto surgiu em 2010 e tem a demo Thunderspell na bagagem, depois de diversos contratempos, como trocas constantes de músicos e nomes.

Composta por Hugowar Andrey e Bruno Tavares (guitarras), Leonardo Rodrigues (vocal), Junior (bateria) e Bruno Gibson (baixo), o grupo tem como principais influencias JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN, HELLOWEEN e MANOWAR, praticando Metal bastante pesado e energético, tal qual as bandas citadas. Uma enxurrada de riffs cortantes, agudos estridentes e “cozinha” bem entrosada foi o que se viu e ouviu. Excelente show!


Antes da headliner, houve as performances das bandas locais, sendo a HIDRAH a primeira delas. Com o set composto por um mix de covers e autorais, Another Way, Mankind, Desert Fields e Reign of Fire dividiam as atenções e os ouvidos do metalheads com Nothing to Say, Heroes of Sand, Nova Era (ANGRA covers), Power (HELLOWEEN cover) e Flight of Icarus (IRON MAIDEN).
Por causa de uma lesão em uma das pernas, o guitarrista Daniel Abreu não pôde tocar, mas isso não impediu a HIDRAH de fazer uma ótima performance. O blog deseja melhoras ao músico!

Após uma pausa, CERIMONIAL SOMBRIO sobe ao palco para fazer a plateia continuar bangueando com seu Symphonic/Black/Doom Metal, subgêneros pouquíssimo explorados pelas bandas locais, mas bem vinda desde a primeira apresentação.
Formada por Luana Moura (vocal lírico), Del Almeida (bateria/vocal gutural), Lincon Figueiredo e André (guitarras), Danilo Monteiro (baixo) e Anderson (teclado), o sexteto também contou com a participação especial de Ygor Valente em uma das composições do set.

P... que pariu, hoje tá dando tudo errado!”, comentou Luana, quando o suporte do teclado de Anderson caiu, interrompendo uma das músicas no meio. Neste ponto, isso não aconteceu somente com CERIMONIAL SOMBRIO.

Uma explosão estava prestes a detonar tudo! Era a VISCERAL SLAUGHTER que estava exalando seu Death Metal! A banda executou, sem dó dos pescoços alheios, faixas do CD Caedem (Human Wreckage, Search for Power, Open your Grave e Scars of Tyranny) e um cover do BRUJERIA (La Migra). Senti falta de Carnal (VADER).

Victor Figueiredo, assim como os demais músicos, é bastante performático e comanda os banguers a fazerem moshes (que duraram, praticamente, toda a apresentação) e walls of death brutais, combinando com o som do conjunto.
Hora da headliner do Cerimonial Fest mostrar a que veio! Tal qual o caso da VISCERAL SLAUGHTER, a banda mostra bastante desempenho e entrosamento. O vocalista Leonardo Rodrigues principalmente: atiçava com gritos de “Hey!” e o coro “Ooooh!” nos momentos necessários, conversava, brincava, etc.

Um dos pontos altos do show foi quando Leonardo vestiu um colete jeans de cabeça para baixo, arrancando gargalhadas gerais! Outro foi quando a correia da guitarra de Hugowar soltou, fazendo o instrumento cair com um baque de dar dó!

Faixas da demo Thundespell (Link of Steel, Wild Spirit, Battle Scream, Shadow Zone e Thunderspell) uniram-se a outras como Lady in Black (em homenagem as mulheres), fazendo os cabelos do público esvoaçarem como se uma ventania tivesse vinda do palco, uma verdadeira e intransponível parede sonora.
Aprovado e ovacionado do início ao fim! E a recíproca foi verdadeira: Leonardo e cia. parabenizaram os demais grupos locais pelas ótimas apresentações! Ponto para o Metal amapaense e para o Cerimonial Fest, que, apesar do atraso, ocorreu sem desentendimentos e briguinhas. Tudo no maior clima de irmandade, como deve ser.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Batalha de Bandas do Festival Quebramar

No dia 28 de Novembro acontece mais uma Batalha de Bandas desta edição, concorrendo as bandas Desiderare, Fax Modem e Relatos de Rua.

E no dia 29 de Novembro, disputam as bandas Arma de Fogo, Lucas Mendes e LBR, mostrando o que o Amapá tem de melhor.

As bandas vencedoras de cada dia, que serão avaliada pelo público e júri convidado, irão garantir sua apresentação no palco da 7ª edição do Festival Quebramar!

Não perca! Sexta e Sábado as 17h, no Monumento Marco Zero.

#FestivalQuebramar2014 #RBF2014 #CircuitoAmazônico

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O FIM está próximo!! Festival divulga programação oficial da 11º edição





A edição 2014 do Festival Imagem-Movimento (FIM) já está com a sua programação oficial, que ocorre no período de 1ª 7 de dezembro, que farão Macapá respirar audiovisual com exibições de produções vindas de todas as regiões do país. O evento chega a 11 anos de atividades com a exibição de 374 inscrições de filmes, um recorde na existência. 

Os vídeos foram enviados por produtores de todo o país até o mês de setembro, quando encerraram as inscrições dos materiais audiovisuais para exibição deste ano. Mas os demais produtos enviados serão apresentados ao público em Mostras em Movimento, desenvolvidas durante o ano inteiro. Na programação de dezembro, constam ofertas de cursos, debates e festas.


As atividades vão acontecer na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, na Praça Veiga Cabral, na Baixada Pará, no Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço, no Museu Fortaleza de São José de Macapá e no Espaço Caos Arte e Cultura. Os dois cursos programados para este ano são: “Produção de Cinema Independente: Execuções e Interações” e “Dramaturgia, poética e técnica do som para audiovisual”. Eles serão realizados na semana anterior ao festival para que o público possa participar tanto dos cursos quanto das mostras, já que a programação deste ano não terá atividades simultâneas.

O FIM



O FIM é um festival não competitivo de cinema e vídeo realizado anualmente desde 2004, em Macapá-Amapá e é comprometido com a formação local na linguagem audiovisual e no fomento da produção audiovisual em geral, destacando a abrangência da palavra audiovisual e buscando representar uma janela aberta para exibição de filmes de origens e níveis de produção diversos, fortalecendo o circuito alternativo ao oficial de exibição cinematográfica. Durante o ano o grupo mantem o cineclube Clube de Cinema, realiza oficinas voltadas para o audiovisual e promove nos dezembros da vida a mostra dos filmes inscritos. O FIM entende que todo filme precisa ser visto. Por isso, garante a exibição de todos os produtos audiovisuais inscritos, sem restrição quanto a gênero e formato.

Confira a programação

Dias: de 24 a 27 de novembro

Curso "Produção de Cinema Independente: Execuções e Interações"
(Modelos de produção audiovisual independente de baixo orçamento - ministrado por Kleyton Canuto)
Investimento: R$ 30
Hora: das 15h às 18h
Local: Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Dias: de 24 a 28 de novembro

Curso "Dramaturgia, poética e técnica do som para audiovisual"
(Importância do som na narrativa audiovisual. Prática com equipamentos profissionais - ministrado por Aron Miranda e Renato Vallone)
Investimento: R$ 30
Hora: das 19h às 21h
Local: Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Dia: 1 de dezembro
Mostra de Abertura Oficial do 11º FIM
(Exibição de vídeos inscritos, participação do contador de histórias Joca Boboca e atrações musicais)
Hora: 19h
Local: Praça Veiga Cabral

Dia: 2 de dezembro
Mostra em Movimento
(Exibição de vídeos inscritos, a céu aberto)
Hora: 18h30 às 20h30
Local: Baixada Pará

Dia: 3 de dezembro
Mostra Miscelânia
(Exibição de vídeos de diversas estéticas, formatos e gêneros brasileiros)
Hora: 19h
Local: Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço

Dia: 4 de dezembro
Mostra Apocalipse
(Exibição de vídeos impróprios para menores de 16 anos, com cenas destinadas ao público adulto)
Hora: 19h
Local: Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço
Classificação Indicativa: 16 anos

Dia: 5 de dezembro
Mostra Memorabilia
(Exibição de vídeos da produção audiovisual documental brasileira)
Hora: 19h
Local: Centro de Difusão Cultural Azevedo Picanço

Dia: 6 de dezembro
Piquenique, Mostra na Muralha e Roda de Conversa
(Fim de tarde com atrações musicais, mostra de cinema em tela gigante e roda de conversa com convidados do FIM)
Hora: 17h
Local: Museu Fortaleza de São José de Macapá

Dia: 7 de dezembro
Mostra Mousikê e Festa de encerramento do 11º FIM
(Atrações musicais, intervenções artísticas e mostra de videoclipes)
Hora: 18h
Local: Espaço Caos Arte e Cultura

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

#Resenha de Cinema: Jogos Vorazes - A Esperança (Parte I)



 Na quarta-feira (19) rolou a estreia mundial do filme "Jogos Vorazes - A Esperança (Parte I)" baseado na famosa série de livros de Suzane Collins e que no cinema está chegando na reta final. E o Blog Olhar Alternativo conferiu nesta semana a produção que conquistou jovens fãs no mundo inteiro e divulga mais uma #Resenha de Cinema.

Após sobreviver por duas vezes aos chamados jogos vorazes, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se verá como símbolo de uma revolução iniciada no Distrito 13. Além de ter que manter sua imagem de ícone, a jovem ainda precisa se preocupar em defender sua mãe e sua irmã no meio da guerra. Nessa nova aventura, a jovem está separada do companheiro Peeta (Josh Hutcherson) que agora está na Capital enquanto ela e os demais estão enclausurados no bunker do Distrito 13, um lugar de refúgio para a rebelião. A presidente Coin (Juliane Moore) e Plutarch Heavensbee (Phillip Seymour Hoffman) tentam fazer dela o símbolo da rebelião.


Mais maduro e sério, a terceira parte de "Jogos Vorazes" segue a linha de produção de "Em Chamas", ‘Mockingjay’ (seu título original em inglês) com novos ares e maior teor de dramaticidade e a tensão, durante as duas horas e que deixa uma grande expectativa para a parte final da aventura de Katniss, agora com a missão de unir os distritos contra a Capital.


A partir deste filme, os espetáculos cheios de luzes e cores dos demais filmes dá lugar a um clima de guerra e destruição. Cinza e cores escuras são predominantes. A protagonista está mais amarga e enraivecida do que antes. Jennifer Lawrence provando o porque de estar ganhando o respeito e destaque com o papel de Katniss, ainda mais preparada provando-se uma artista eclética e eficiente. Ela chora, ri, grita, faz escândalo, se irrita e consegue transmitir e convencer perfeitamente o público. É difícil imaginar qualquer outra mulher tomando seu papel na saga e não é exagero dizer que ela carrega toda a produção nas costas.

O elenco também mostra evolução em seus papéis. Josh Hutcherson mostra em poucas cenas um contraste com os demais filmes,com as mudanças de humor repentinas de Peeta; Elizabeth Banks arranca sorrisos de



todos em suas poucas aparições, que já são o suficiente para deixar todos com saudades dos exageros e loucuras da Effie. Julianne Moore, estreante na história, dá vida a uma gélida Presidenta Alma Coin, que vai se mostrando menos articuladora e cativa o público ao decorrer do longa, com versatilidade e carisma.

Apesar de ser um filme comercial, voltado para jovens e adultos, "Jogos Vorazes" não deixa de passar uma contundente mensagem sobre ditadores e a luta dos habitantes cansados de sofrerem, que se pode fazer um comparativo com  o mundo atual que sempre cai na mesma cantilena de governos não democráticos se espalhando pelo mundo (Rússia, China, Coréia, Venezuela, Colômbia, Argentina e assim por diante).

"A Esperança - Pare I" já ganhou meu mérito de ser também o melhor da saga. Uma pena termos que esperar ainda um ano para se ter a conclusão. Se mostra um bom aperitivo para o fim de uma das sagas mais interessantes lançadas nos últimos anos. Tenso, dramático e muito bem executado, é uma película merecedora do seu ingresso e tempo. Agora nos resta aguardar o lançamento do desfecho definitivo. E que a sorte esteja sempre ao seu favor!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

HELLBORN METAL FEST EM SANTANA


Grande Evento banger que vai rolar em Santana, na Praça do Vilelão

Atrações confirmadas:
•Visceral Slaughter - Death Metal
•Mental Caos - Crossover
•Carnnyvale - Thrash Metal
•Hammer - Thrash/Death

Halloween Maldito no Studio Knob


.. .Bandas

+ Mental Caos
+ MorrigaM
+ Sloth
+ Cerimonial Sombrio
+ (Lançamento do EP da banda Sardhom)

Dia 21/11 (SEXTA) - 19:00 - 5 R$
Local: Studio Knob
(Rua. Leopoldo Machado; 1675 - centro / Entre Almirante Barroso e Medonça Furtado)

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Espetáculo ‘Silêncio Total - Vem Chegando Um Palhaço’ chega a Macapá





Ocorre hoje em Macapá a apresentação do espetáculo “Silêncio Total - Vem Chegando Um Palhaço” estrelado pelo ator Luiz Carlos Vasconcelos, que durante o mês de novembro apresenta a peça que já visitou várias cidades do Brasil, em países da Europa, Ásia e África, chega agora ao norte do país. A programação acontece até o dia 20 de novembro no Circo Roda Ciranda, no Centro Cultural Cangapé e na Casa do Artesão.

Além das apresentações, o ator também irá se reunir com estudantes, artistas e membros da comunidade para dialogar sobre a produção cultural local e trocar experiências no dia 19 de novembro. O projeto faz parte do Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2013/2014 patrocinado pelo Ministério da Cultura e com apoio da Lei Rouanet.

O ator, que participou recentemente da novela Geração Brasil, da Rede Globo, garante que o público irá se divertir e refletir sobre a condição humana. Vasconcelos conta que mantém apresentações do Palhaço Xuxu, personagem central do espetáculo, há cerca de 36 anos, e confidencia:


“O palhaço é a expressão mais autêntica do ser humano, que a gente chama da expressão do ridículo, aquilo que a gente tenta esconder. Você não sai dizendo a todo mundo que você é vaidoso, você passa a mão no cabelo pelo reflexo do vidro do metrô, disfarçadamente. O palhaço não passa disfarçadamente. Pergunta ao quinto andar do prédio: ‘olhando de cima, eu tô bonito aqui embaixo?’. Quer dizer, ele exacerba isso fazendo os outros rirem”, afirma Luiz Carlos Vasconcelos.

Para Vasconcelos, o fato de o Palhaço funcionar e se manter querido pelo público durante tanto tempo é por ele ser “profundamente humano”. “Aquela criatura que está ali na frente faz com que os outros seres humanos se reconheçam: Nossa aquele ridículo todinho é nosso, poderia ser meu também...”, frisa. O espetáculo promete momentos de poesia, teatro, brincadeira e desenvoltura, às vezes até farsesca, do universo circense. Após a apresentação em Macapá, a tournée seguirá para Santarém.

O Ator – Luiz Carlos Vasconcelos nasceu em Umbuzeiro, interior da Paraíba e tem uma longa história com o movimento teatral e circense no estado. O ator chegou a promover um encontro de palhaços de várias partes do mundo em 2001. Antes disso, em 1978, Vasconcelos fundou o Centro Cultural Piolin, em João Pessoa. O Piolin desenvolve ações educativas e culturais voltadas para crianças, adolescentes e jovens.
Ainda no campo teatral, o ator é responsável por uma das adaptações de Guimarães Rosa mais festejadas dos últimos tempos: ‘Vau da Sarapalha’, em 1992. A peça produzida pelo Grupo Piolim, sob sua direção, foi um sucesso estrondoso e excursionou pelo Brasil, exterior e ficou em cartaz ainda em 2006.

Serviço
Espetáculo:
Silêncio Total – Vem Chegando Um Palhaço
19 de Novembro
Local: Centro Cultural Cangapé (Araxá)
Horário: 18h
20 de Novembro
Local: Casa do Artesão (Centro)
Horário: 19h
Conversa com artistas:
19 de Novembro
Local: Centro Cultural Cangapé
Horário: 19h30.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Angra: revelada capa oficial do novo álbum "Secret Garden" e divulgação de singles


 Depois de muitos boatos e especulações sobre o novo álbum do ANGRA, "Secret Garden", finalmente a banda oficializou e divulgou a capa de seu novo disco.

Como já era de se esperar, a capa se tratava realmente daquela postada há alguns dias na página do guitarrista Rafael Bittencourt, no Facebook. "Secret Garden" será lançado no Japão no dia 17 de dezembro e no Brasil e Europa no dia 16 de janeiro. Novas informações serão divulgadas no site oficial da banda.

Fonte: Angra: revelada capa oficial do novo álbum "Secret Garden" http://whiplash.net/materias/news_809/213859-angra.html#ixzz3JLDJpkLv

Secret Garden sai na segunda semana de janeiro. O trabalho traz o seguinte tracklist:

01. Newborn Me
02. Black Hearted Soul
03. Final Light
04. Storm of Emotions
05. Violet Sky
06. Secret Garden
07. Upper Levels
08. Crushing Room
09. Perfect Simmetry
10. Silent Call

A banda está divulgando o novo trabalho por meio de vídeos no youtube, com a música Newborn Me que abre o novo álbum, que em breve estará no mercado brasileiro.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

#Resenha de Cinema - Drácula: A História Nunca Contada


Ontem aproveitei a chegada do novo cinema em minha cidade Macapá, da rede MovieCom para ir com meu namorado assistir a um filme bem legal. O escolhido foi "Drácula: A História Nunca Contada", que há tempos já estava na minha lista para conferir essa nova produção da Universal e por se tratar de Drácula, um dos meus personagens favoritos da cultura pop e que se aprofunda na história real de Vlad, o Empalador.

Segundo a sinopse do longa, "Os habitantes da Transilvânia sempre foram inimigos dos turcos, com quem tiveram batalhas épicas. Para evitar que sua população fosse massacrada, o rei local aceitou entregar aos turcos centenas de crianças. Entre elas estava seu próprio filho, Vlad Tepes (Luke Evans), que aprendeu com os turcos a arte de guerrear. Logo Vlad ganhou fama pela ferocidade nas batalhas e também por empalar os derrotados. De volta à Transilvânia, onde é nomeado príncipe, ele governa em paz por 10 anos. Só que o rei Mehmed (Dominic Cooper) mais uma vez exige que 100 crianças sejam entregues aos turcos. Vlad se recusa e, com isso, inicia uma nova guerra. Para vencê-la, ele recorre a um ser das trevas (Charles Dance) que vive pela região. Após beber o sangue dele, Vlad se torna um vampiro e ganha poderes sobrehumanos".



A expectativa era grande e após conferir 92 minutos, o longa conseguiu me deixar satisfeita, com base a história real de Drácula, recriada com efeitos especiais e cenas de ação de primeira, que com certeza foram pontos muito fortes do filme, além da belíssima fotografia nos ambientes europeus, que retratam o Século XV, a Romênia e Império Otomano.

A grande novidade para mim foi ver um lado bem humanizado do protagonista, um famoso vilão da cultura popular que no longa acaba assumindo o papel de herói e faz o público sempre torcer pelas suas vitórias durante a guerra, pouco importa o seu posto de empalador que massacra milhares de soldados. Vlad é um bom e justo governante, um grande amigo e principalmente um pai e marido amoroso. Essa inversão é outro ponto forte do filme que aprovei.

E sem falar dos efeitos especiais e as caracterizações dos vampiros dão conta do recado e no fim das contas, o saldo acaba ficando positivo! Concluo que especialmente o filme "Drácula" pode ser definido também como um filme de herói, no qual o temido vampiro das trevas pode figurar nas telonas com poderes sobrenaturais que irão saltar nos olhos e o público acaba vibrando a cada luta de Vlad.

Não espere que esse seja um novo "Drácula de Bram Stoker" (1992) do genial Francis Coppola e estrelado por Gary Oldman. Este filme bebe totalmente da fonte da história real de Vlad Tepes (Draculea / Drácula = filho do diabo ), herói que já existia , mas claro com os elementos fantásticos do vampirismo para dar a ação e emoção durante o filme. O filme não apenas cumpre o que promete, como passa uma visão que muitos não conhecem, ou só conhecem por Drácula, no máximo de Bram Stoker. 

Um filme de aventura e ação feito como nos velhos tempos, para o público em geral, com o fator que o herói é o monstro que não é tão monstro assim. A força de vontade suplantou a bestialidade da fera. Vlad se venceu e não matou o seu próprio filho, virou o feitiço contra o feiticeiro. Luke Evans como o protagonista  foi uma surpresa, Charles Dance nem se fala (a cena final é ótima com ele) e o elenco propício para a ocasião . TO filme emociona e você torce pelo Drácula (apesar de uma bem camuflada inversão de valores muito em voga nos tempos atuais na mídia, mas é ficção e não mancha tanto a moral e a ética real quem o segue sem distorção). Vale o segundo ingresso sem pestanejar. Recomendo e quero ver de novo :)


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

The Endless River - O adeus em forma de homenagem do Pink Floyd

Capa de The Endless River, autoria de Storm Thorgerson

Depois de passados vinte anos do último lançamento de estúdio do Pink Floyd, o aclamado The Division Bell, o mundo foi surpreendido com o anúncio de mais um lançamento ligado ao grupo, The Endless River  com lançamento para ainda este ano. Eis que novembro chegou e o novo trabalho do PF, talvez o adeus definitivo é lançado e com ele, um grande clima de nostalgia e homenagem invade a atmosfera de quem aprecia este álbum, o décimo quinto de estúdio da carreira dos ingleses.

Agora o time é formado pelo guitarrista e vocalista David Gilmour, o baterista Nick Manson e as gravações criadas pelo tecladista e homenageado no novo trabalho, Rick Wright e contam ainda com a participação de Guy Pratt (baixo), Bob Ezrin (baixo), Jon Carin (teclados), Damon Iddins (teclados), Gilad Atzmon (saxofone, clarinete), Durga McBroom (backing vocals), Louise Marshal (backing vocals), Sarah Brown (backing vocals) e um quarteto de cordas formado por Chantal Leverton (viola), Victoria Lyon (violino), Helen Nash (violoncelo) e Honor Watson (violino).

David Gilmour e Nick Manson

Gilmour afirmou que o álbum é uma homenagem para Wright, que faleceu de câncer em 15 de setembro de 2008, e foi construído aproveitando-se mais de vinte horas de material que foi registrado entre 1993 e 1994, e que acabou ficando de fora de The Division Bell por diversas situações, sendo finalizado no estúdio caseiro de Gilmour durante o decorrer desse ano. Esse material é conhecido entre os fãsdo Pink Floyd como o famoso álbum de música ambiente The Big Spliff,  que nunca foi lançado oficialmente. Dentre vários aspectos envolvendo a divulgação do álbum,  os gigantescos cartazes espalhados por Estados Unidos e Inglaterra, além da afirmação de que o cientista Stephen Hawking iria participar com sua vo chamaram muita atenção da mídia, público, e claro, dos fãs. 

Mas muita atenção, nobre leitor: The Endless River não é um disco para iniciantes. Quem já ouviu Pink Floyd antes do aclamado The Dark Side of the Moon e na era e após Syd Barrett mas não simpatizou com o período então é melhor que continue ouvindo The Wall, ainda mais se o membro favorito do Pink Floyd for Roger Waters.

Rick Wright e David Gilmour

Apesar de ser o embrião do novo trabalho, The Endless River apenas se assemelha a The Division Bell, pois nesse disco, quem comanda é Rick Wright, juntamente com Gilmour. O álbum é dividido em quatro partes e ao escutar, percebi um grande clima de nostalgia. Começa com a “Things left Unsaid” uma canção meditativa que me recordou nos solos a clássica "Shine on You Crazy Diamond". Ela apresenta apenas falas do cientista e longos acordes de teclados acompanhando um triste solo de guitarra. Em “It’s What We Do” os solos do Rick são privilegiados, com andamento bem suave e pode ser comparada a parte IX de “Shine on...”  com um belíssimo órgão e a banda acompanhando.

Vinil e disco duplo de The Endless River

“Ebb and Flow”, pequena faixa com Wright ao piano elétrico e trata-se de uma continuação da primeira música que parece voltar justamente para finalizar esse instrumental da primeira parte do álbum. “Sum” abre a segunda parte do álbum com um começo bem no clima de "Welcome to The Machine", bastante meditativo nos sintetizadores de Wright que remete também ao que me recordou também “What Do You Want from Me”. Skins” é uma viagem sonora que agradará aos saudosistas da primeira parte de “A Sacerful of Secrets”, com Mason mostrando trabalho e a guitarra de Gilmour, ruidosamente com sua guitarra cheia de Delay tira aqueles sons nostálgicos mais uma vez à la “Echoes”.

“Anisina” talvez a mais bela do disco é uma melodia de piano de Richard Wright com um lindíssimo solo de Sax e o velho Gilmour ao seu estilo deixando a celebração mais primorosa ainda.uma balada muito emocionante na qual Wright brilha ao piano.

Divulgação

“The Lost Art of Conversation” uma triste faixa com Wright ao piano e muitas camadas de sintetizadorese “On Noodle Street”, nos mostra um PF Jazzístico e que apenas pontuam para “Night Light” que parece mais uma vez um fragmento da primeira música do disco.

Allons-Y (1)” é a primeira canção mais animada de The Endless River, com aquela levada marcante dos álbuns A Momentary Lapse of Reason e também repete a formula “Run Like Hell”. a qual surge depois de “Autumn’ 68″, canção nada próxima a “Summer’ 68″, apesar da citação.

Em "Talkin Hawking” Stephen Hawking praticamente canta suas teorias sobre comunicação e é uma pena ser tão pequena pois na levada e na beleza poderiam ter 10 minutos que ainda assim não cansaria. O final nos traz ao TDB em virtude da fala “All we need to do is making sure we Keep Talking” .

“Calling” é uma obra prima de órgão e piano de Rick em que Gilmour apenas abrilhanta mais o que é perfeito com um pouco de guitarra. é responsável por abrir a última parte do disco, com sintetizadores que parecem ter sido extraídos da trilha sonora de algum álbum de ficção científica, saindo das pequenas vinhetas para fazer um meio-de-campo entre elas e a maior canção do álbum.

 Exibe-se acusticamente “Eyes to Pearls” e “Surface”, duas faixas curtas, na qual a primeira apresenta apenas camadas de sintetizadores e um tema simples feito pelo violão, enquanto a segunda contém um dedilhados o violão, vocalizações, sintetizadores e o esmagamento das cordas do slide guitar de Gilmour.


Pink Floyd na época de The Division Bell, em 1994

Louder than Words”, composta pela esposa de Gilmour, Polly Samson, e que já havia saído na mainstream rock radio nos Estados Unidos, inclusive ganhando uma espécie de single quando de seu lançamento, e única a contar com os vocais de Gilmour e vocalizações femininas durante o refrão, tornando-o The Endless River um álbum não totalmente instrumental.

Uma ode de respeito à memória de Rick Wright e homenagem é o que posso resumir The Endless River, que ganhou minha simpatia desde a primeira ouvida.  O último álbum foge dos modelos comuns estabelecidos  resgata a sonoridade do rock progressivo. Mas do que apenas ouvir um disco de rock, The Endless River é indicado para quem gosta de apenas viajar e apreciar música, se perdendo nos sons.

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