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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Especial - Underground: alguns nomes do Brasil que merecem destaque

Em comemoração ao dia mundial do rock (13 de julho) o blog Olhar Alternativo realiza hoje uma homenagem ao bom e inovador metal do Brasil, que indiscutivelmente tem grande qualidade ao longo de muitos anos, desde a década de 80, com a formação de grandes nomes como Sepultura, Sarcófago, Stress, passando por Angra, Krisiun, Korzus, etc. E seguindo esta leva, o Brasil acaba revelando grandes talentos, que são dignos de serem conhecidos. Com este objetivo, o blog faz um apanhado de nomes recentes da cena metal que ganham destaque não apenas pela qualidade do som, mas também pela fidelidade ao metal, com a pura essência de fazer um som de ótima qualidade, que ganha o respeito de muitos brazucas e também dos gringos. Alguns nomes os macapaenses já tiveram oportunidade de curtir ao vivo. Confira.

Disgrace and Terror




Thrash metal oitentista é o que comanda o som do Disgrace and Terror, banda vizinha nossa, formada em 2001 na cidade de Belém (PA) e conta com os membros Rot (vocais), Aldyr Rod (bateria) e Rômulo Machado (contrabaixo) e Renato Costa (guitarra). Eles  já tem seu público consolidado por Macapá. Com três trabalhos lançados (a demo “The War” de 2003, o split “Terror Nuclear” de 2009 e o álbum “Shadows of Violence” de 2005, além a edição especial da turnê européia, de 2011) a banda é um dos grandes nomes do metal paraense, que já tocou em shows importantes como o Brutal Devastation, um dos maiores festivais do underground brasileiro, realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em 2011 a banda completou 10 anos de estrada e fez uma turnê por seis países da Europa (Alemanha, Bélgica, Espanha, Países Baixos, Polônia e Portugal). Durante a turnê, fecharam com três gravadoras, da Alemanha, de Portugal e da Espanha para, ao longo de 2012, gravar trabalhos. Em setembro, a banda abrirá o esperado show da banda Destruction.

Gestos Grosseiros



 
Outra conhecida dos macapaenses, que tiveram oportunidade de ver os caras em 2012. Os caras são da cidade de Garulhos (SP) e tem mais de dez anos na batalha. Com os seguintes trabalhos lançados: “No Rest” demo 2001, “First Pain” demo 2003, “Countdow to Kill” debut 2008 e “Satanchandising” álbum 2011, o Gestos vem ganhando um público fiel por onde passa, levando um potente death metal para diversas regiões brasileiras. Formada por Andy Souza (vocal e bateria), Danilo Dill (baixo e vocal) e Kleber Hora (guitarras), o “power trio” também embarcou para shows internacionais, como no Chile, e apresentações com grandes nomes, como Krisiun, Vader, Marduk e Incantation. Durante 2011 e 2012, diversas apresentações com Nervo Chaos, Centurian (Hol), Misery Index e Dying Fetus (EUA), Into Darkness (GER) e outros grandes nome do metal nacional. Além disso, a G.G. roda o Brasil na sua segunda Tour (Satanchandising Tour 2011/2012)l, onde passa por Brasilia, Santa Catarina, Rio G. Sul, Amapá, Manaus e outros estados do Brasil, sempre apoiando e valorizando a cena underground.

Violator




Thrash Metal porrada é o que faz a Violator, banda formada em 2002 em Brasília (DF). Com os membros Pedro Arcanjo Pedro Augusto Márcio Cambito e David Araya. Depois de uma demo gravada ao vivo (Killer Instinct - 2002), duas compilações underground (Metalvox # 1 e Fast Food Thrash Metal – ambas de 2003) e dezenas de gigs em todos os buracos do Distrito Federal e região, o Violator teve a oportunidade de viajar para Assunção e tocar em terras paraguaias. Além disso, foi convidada para abrir o show de lenda do Thrash Alemão, Destruction e dos gringos deathbangers do Malevolent Creation. Após o lançamento da demo intitulada de Killer Instinct, a banda assinou com a gravadora "Kill Again Records" de Antonio Rolldão. Desde esse período o banda fez turnê através do Brasil e mais tarde na França, Paraguai, Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela, Japão, Bélgica e Itália.

Nervo Chaos




Velho conhecidos dos headbangers de Macapá, o NervoChaos é considerado por muitos como um dos grandes nomes atuais do metal extremo, o NervoChaos é um grupo com quase 20 anos na estrada – formado em 1996 na cidade de São Paulo (SP) – mas que sempre manteve-se na cena underground com o objetivo de levar seu death metal nervoso para os quatro cantos do país. Mas essa meta foi além. Com cinco álbuns de estúdio, “Pay Back Time (1998), “Legions of Spirits infernal” (2002), “Quarrel in Hell” (2006), Battalions of Hate” (2010) e “To the Death” (2012), a banda paulista formada atualmente por Edu Lane (bateria), Guiller Cruz (guitarra e vocal) Luiz Henrique Parisi (vocal e guitarra) e Felipe Freitas (baixo), vem ganhando crescente destaque, com uma intensa agenda por várias cidades brasileiras e recentes turnês na Europa e América do Sul.

 Cangaço




Formado por Rafael Cadena (vocal e guitarra), Magno Lima (vocal e baixo) e Arthur Lira (bateria), a banda formada em Recife (PE) no ano de 2010 tem como característica novas texturas musicais baseadas na Música tradicional brasileira e no Metal moderno. Em maio de 2010, se destaca como banda vencedora da Seletiva do Wacken Metal Battle Brasil, evento que selecionou uma dentre setenta e cinco bandas inscritas de todo o Brasil para tocar no Metal Battle da Alemanha, que aconteceu dentro do Wacken Open Air 2010 entre os dias 4 e 7 de agosto, maior evento de metal do planeta que contou também como atrações bandas como Iron Maiden, Slayer e Soulfly. Com isso, o grupo ganhou grande espaço na maior revista especializada em Heavy Metal do Brasil, a RoadieCrew, tendo destaque em três edições da revista. ritmos típicos do nordeste são parte integrante e indissociável do Thrash/Death que a banda desenvolve. Em janeiro de 2013 lança seu primeiro álbum, intitulado “Rastros” realizando varias apresentações em diversas cidades brasileiras.  

Jackdevil




No Maranhão também tem metal. Prova disso é a banda JackDevil, formada em 2010 na cidade de São Luís (MA), idealizada por      Andre Nadler (vocal/guitarra) e Renato "Speedwolf" (baixo) deu seus primeiros passos em meados de 2010, e logo pode contar com o apoio de Ricardo Andrade (guitarra) e Filipe "Stress" Oliveira (bateria). Logo nos primeiros meses de formação a banda já trabalhava em seu primeiro EP (Under The Satan Command), que teve bastante notoriedade na cena underground e levou a banda a ser escolhida pelos leitores do site Whiplash.net como Revelação de 2012. Em janeiro de 2013 a banda lançou seu segundo EP (Faster Than Evil). O quarteto maranhense    aposta na coesão sonora, englobando faixas rápidas e pesadas com outras mais trabalhadas e melódicas, mantendo como características principais a vontade em mostrar algo novo buscando influências do passado, mas sem soar datado. Ao longo deste tempo o JACKDEVIL já foi destaque em revistas especializadas em Heavy Metal, sites e blogs nacionais e internacionais e já se prepara para lançar mais material até o final de 2013.

Anonymous Hate




Apesar de a banda ter encerrado atividades em março deste ano, após a morte do guitarrista e um dos fundadores, Heliton Coelho, destaco aqui a banda amapaense que conseguiu feitos inéditos para a cena local. Formada no final de 2007, com o intuito de fazer um som agressivo e original, a banda se estabilizou com Fabricio Goes (guitarra e voz), Alberto Martinez (bateria), Victor Figueredo (vocal), Romeu Monteiro (Baixo) e Heliton Coelho (guitarra – R.I.P) lançando os seguintes trabalhos: a promo “Worldead” (2010) com 3 faixas: “Empire And Faith”; “Worldead” e “Profanation”, com repercussão positiva na mídia especializada, chegando a participar de uma coletânea internacional lançada pela gravadora Torn Flesh Records (Estados Unidos) Em 2011, a banda lança seu primeiro álbum “Chaotic World” com 10 faixas, ganhando expressiva notoriedade, rendendo a participação em coletâneas como: Die Fight – Metal Underground, Endless Massacre IV, ambas internacionalmente reconhecidas. E também publicações na mídia impressa e digital, entre elas; Roadie Crew e Whiplash, respectivamente. Para a divulgação do disco a banda realizou vários shows locais, ganhando respeito e reconhecimento do público amapaense. No ano de 2012, a Anonymous Hate lançou mais um trabalho, o EP “Red Khmer”. Mais uma vez bem recebido pelo público e mídia especializada (inclusive a revista Roadie Crew) e ainda recebendo vários convites para shows e festivais em outros estados.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Amapanime Vacation

Bruno Blackened Monteiro




            Um ano (e alguns dias depois) e aqui estou eu novamente na ASSEMP para conferir mais uma edição do Amapanime Vacation (ou Amapanime de Férias). Como no ano passado, o clima bom colaborou para que o evento transcorresse com piscina liberada, campo de futebol e mesas de bilhar para animar mais a festa.
Afora isso, também era possível divertir-se nos stands, que vendiam produtos, organizavam torneios de jogos (como Marvel VS Capcom 3, Super Smash Bros. Brawl e Pokémon), ofereciam free play e os tradicionais concurso de cosplay e shows de bandas de Rock/Metal locais.

Depois de passear pelo local para conversar com amigos, conhecidos e apreciar as atrações, chegara a hora da KEONA SPIRIT “meter fogo” novamente no Amapanime de Férias.



Depois de ajustarem os equipamentos, Ravel Amanajás (vocal), Thommil Monteles e Michel Trajano (guitarras), Dyuna Monteles (teclado), Marlon Trajano (baixo) e Amisadai Iglesias (bateria) subiram ao palco e, após cumprimentarem a plateia, começaram com o petardo Angels Cry (ANGRA cover), o que serviu de aperitivo para a destruição que ainda estava por vir.


Depois, vieram Call Me in the Name of Death (HANGAR cover) e Shadow Lord, com grande interação entre músicos e platéia, que assistia entusiasmada e bangueava freneticamente. Nem mesmo na parte calma de Shadow Lord as rodas pararam (!).


O set continuou com Wasted Years (IRON MAIDEN cover), com direito até a um membro da plateia tocando gaita lá pelo meio da interpretação! Inpagável! Logo depois, Time (ANGRA), I Want Out (HELLOWEEN) e, encerrando o show, Lisbon (ANGRA). Senti falta de Distant Thunder (SHAMAN) e da autoral Iron Soul, mas, no geral, foi uma ótima performance!

domingo, 26 de maio de 2013

Liberdade ao Rock - 25 de Maio de 2013



Bandas: Morrigan, Keona Spirit, Carnnyvale e Profetika

Por: Bruno Blackened Monteiro




Com atraso de duas horas devido a problemas com a instalação elétrica, o Liberdade ao Rock, mais uma vez, saciou os famintos por Heavy Metal/Rock. Outro ponto negativo da festa fica por conta de uma imitação de gelo seco fedorenta, que atrapalha tanto as bandas quanto quem quer prestigiá-las. Quando se está na frente do palco, bangueando tanto quanto seu pescoço permite, isso talvez não incomode, mas para quem está tocando e prestando atenção na banda, tirando fotos e filmando, é irritante. Fica a minha sugestão aos organizadores do Liberdade para não usarem mais esse artifício desnecessário.




A mais nova promessa do Metal amapaense, MORRIGAN, subiu ao palco e detonou com seu repertório composto por autorais. Heavy Metal pesado e melódico, cheio de paradinhas, riffs cortantes, teclado festivo e um poderoso gutural. O conjunto também executou uma música nova.




Hora de “meter fogo” no Liberdade ao Rock! Sim, é da KEONA SPIRIT que estou falando! Depois de ajustarem seu equipamento, começaram com a porrada Shadow Lord, seguida de Call me in the Name of Death (HANGAR cover). Depois desta, hora de mais uma inédita: Iron Soul. É mais direta, com bastante ênfase no peso das guitarras e uma linha de teclado marcante e bem encaixada, completada pela ótima interpretação vocal e pela “cozinha”. Finalizando o set, atendendo a pedidos do público que clamava por Iron Maiden,  Wasted Years.



 
  

Sem deixar a peteca cair, mais Metal com a CARNNYVALE. Assim como no Norte Extremo Fest, a banda não deixou pedra sobre pedra e destruiu tudo (no bom sentido), desta vez, tocando somente músicas autorias devido o curto tempo que o grupo tinha disponível, agradando bastante aos sedentos por Thrash Metal visceral, em sua mais pura forma. Vale enfatizar também os discursos de incentivos do vocalista, em prol da união dos metalheads.


  
Fechando o Liberdade ao Rock, PROFETIKA. O grupo comandado por Michel Silva (vocal) botou a Praça da Bandeira abaixo com as clássicas Mercenário, Mãos ao Alto, Assassinato a Sangue Frio, Pesadelo, Início do Final; Ele vem para Roubar, Matar e Destruir; o cover Raining Blood (SLAYER) e Serial Killer (com refrão cantando a plenos pulmões pelo público). O vocalista ainda teceu críticas sobre detratores da banda e agradeceu os apoiadores, fãs e seguidores do grupo.


 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Andre Matos – “O Angels Cry foi um marco na minha carreira”




Com uma carreira extensa, Andre Coelho Matos, o famoso Andre Matos, é mundialmente conhecido por sua passagem pelas bandas Viper, Angra, Shaman, Virgo e Symfonia. Em carreira solo desde 2006 e com 3 discos de estúdio, sendo The Turn of the Lights o mais recente, o músico e compositor veio a Macapá, ministrar um workshop sobre técnicas vocais, composição e histórias hilárias sobre sua vida. E claro, clássicos de sua carreira e das bandas pelas quais passou foram executados, levando os presentes ao êxtase. Durante sua recente passagem pela capital amapaense, o Blog Olhar Alternativo aproveitou a oportunidade para conversar com o mestre. Durante nossa conversa, Matos revelou curiosidades da carreira, nova turnê e álbum, Angels Cry, Viper e expectativa da apresentação no Rock in Rio. Confira!

Por Jéssica Alves e Bruno Monteiro

Bruno Monteiro: O álbum Theatre of Fate tem letras melancólicas e melodias alegres, dançantes até. Comente sobre esse contraste entre esses dois elementos.

Andre Matos: Acho interessante esse contraste. No caso das músicas que você citou (N.E.: To Live Again, Living for the Night e Prelude to Oblivion), não compus nenhuma delas, foi o Pit Passarel, (N.E: Matos compôs a faixa Moonlight). É uma característica do Viper. É interessante porque você destaca uma coisa da outra. Esse tipo de contraste acaba diferenciando uma música das demais composições.



Bruno: Você começou sua carreira no Viper com 13 anos. Nunca ouviu comentários negativos pelo fato de você ser muito novo?

Matos: Haviam brincadeiras. O pessoal nos chamava de boy band, de Menudos do Metal. Como naquela época não havia internet, nem celular o que é uma benção (risos), esse tipo de comentário não chegava a nós, era raro. Víamos um comentário ou outro através de um fanzine, de uma revista, mas eram comentários oficiais sobre algo que você fez, de fãs, do pessoal que ia aos shows. Era muito raro você ter contato com esse tipo de comentário como se tem hoje em dia através da internet. Nada que me desencorajasse a seguir fazendo o que eu queria fazer. E nós não éramos a única banda de garotos. Talvez fôssemos bem mais jovens que as demais, mas o pessoal nos respeitava. As bandas mais velhas, que eram nossos ídolos, nossas referências, tinham muito carinho por nós pelo fato sermos pequenos ali e estarmos nos esforçando.

Jéssica Alves: Qual a sua sensação quando você vai tocar pela primeira vez em uma cidade e apresentar seu trabalho a um público novo, como por exemplo, aqui em Macapá?

Matos: É uma boa sensação. Antes de chegar, não se sabe muito bem o que esperar, mas tem mais ou menos uma ideia em função dos comentários que recebe. Sabe que tem um público fiel em vários cantos. Quando você chega num lugar onde você é muito bem recebido e o pessoal é muito atencioso com você, esse foi o caso. Estou há algumas horas aqui na cidade de Macapá (N.E no dia 4 de abril). Infelizmente, não vou poder ficar mais tempo, mas pretendo voltar em breve, provavelmente com o show da banda. Estou ansioso pela apresentação e, em cada lugar que você faz um workshop, uma master class, você vai conhecer visões de mundo diferentes, vai conhecer dúvidas diferentes das pessoas com relação à música que muitas vezes até coincidem, independente do local. Isso é o que é mais interessante, talvez, para entender as diferenças e as semelhanças que existem independente de onde você esteja.

Jéssica: Recentemente, você iniciou a turnê do novo álbum (The Turn of the Lights) que também vai celebrar os 20 anos de Angels Cry (Angra), que foi um marco na sua carreira. Como você vê essa oportunidade de divulgar o seu novo álbum e ao mesmo tempo celebrar?

Matos: Foi uma coincidência. O Turn of the Lights saiu ano passado e a gente não pôde começar a turnê devido a uma coincidência de ter engatado com a turnê de comemoração do Viper. Então ficou combinado que começaríamos este ano. Justamente bateu a data dos 20 anos do Angels Cry. E aprendemos no ano passado que essa coisa de se fazer um tributo a um disco que foi um marco histórico dá muito certo com os fãs, eles querem isso, pedem isso. Por isso a ideia de fazer o Angels Cry, fazer a mesma experiência que a gente fez com o Viper ano passado. Já começamos a turnê e deu pra perceber que foi uma ótima ideia, mas dificílima, vocalmente falando.

Bruno: De modo geral, como está atualmente a repercussão do disco The Turn of the Lights?

Matos: Nós recebemos nota 90 de 100 na Burn Magazine, do Japão, que é a revista tradicional de lá, que foi a nota mais alta em um disco em toda a minha carreira. Recebemos resenhas excelentes na Europa inteira, o disco saiu no dia 25 países na Europa. O disco está sendo lançado agora este mês nos Estados Unidos e América do Norte, então ainda está um suspense. E no Brasil foi eleito o melhor disco de 2012 por meios especializados (N.E: Exemplo: site Whiplash e revista Roadie Crew) e foi o disco mais vendido de metal de 2012. Então não posso reclamar, a única coisa que faltou de fato foi a turnê do disco, que está iniciando.


Jéssica: Você citou a turnê com o Viper. Gostaria de saber como foi esse reencontro e a expectativa para tocar no Rock in Rio, com eles e sua banda solo?

Matos: O reencontro estávamos planejando há anos, sem nunca dar certo, devido a falta de tempo, cada um trabalhava em uma coisa. Mas de qualquer maneira, a gente sempre continuou amigos, se vendo, morando no mesmo bairro, continuando a amizade de adolescência e sempre pintou a ideia. Mas sempre aquele papo de boteco (risos), dizendo apenas ‘quando der vamos’. Até que o pessoal do Wikimetal, que são amigos nossos da época de formação do Viper, e são muito fãs da banda e resolveram entrevistar um por um da banda e a sempre perguntavam: se rolasse uma volta do Viper, você toparia? E a resposta era sempre; Lógico. E um dia eles arrumaram uma reunião com todo mundo e inclusive o Yves Passarel estava junto e começamos a falar sério; Planejamos uma turnê comemorativa, celebrando os 25 anos do primeiro disco, “Soldier of Sunrise”. E acabou acontecendo e foi um sucesso. Uma turnê que era para acontecer somente em 20 dias, se estendeu por mais 4 meses, se fazendo mais de 40 anos. E foi um registrado um DVD, que está em processo de finalização e em breve os fãs poderão ter esse material. E o legal foi isso, a repercussão do DVD e ocorreu o convite para Andre Matos solo tocar no Rock in Rio. Como iremos tocar no palco Sunset, podemos ter um convidado e o mais natural foi o Viper. Pra mim é um prazer mútuo e a expectativa é grande.

Bruno: Já que você citou os shows comemorativos aos 20 anos de Angels Cry, como você vê esse trabalho hoje? O que ele representa para você?

Matos: Foi um marco na minha carreira. Foi onde eu me profissionalizei. O Viper foi um período de preparação para chegar até ali. Aprendi muito nos dois primeiros discos do Viper. Depois deixei a banda e fui estudar música. Formei o Angra na própria faculdade de música, mas o Angels Cry foi a realidade da carreira musical, a pedra fundamental da realidade. Fomos gravar fora do país, ficamos praticamente exilados durante meses, éramos jovens, tínhamos 21, 22 anos. Foi um período difícil, tivemos que superar vários obstáculos e muitas incertezas na cabeça. O disco alavancou uma carreira que foi longe. Eu o vejo como um momento crucial na minha carreira. Por isso, ele merece ser rememorado e comemorado.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Andre Matos em Macapá: uma noite de aprendizagem musical



Na noite de quinta-feira (4) o sonho de muitos headbangers foi realizado, com a presença de Andre Matos em Macapá, para a realização de um workshow oferecido pela M&M Produções, muito aguardado pelos fãs. Também não poderia ser diferente, afinal ele é cantor, compositor, maestro, pianista ex-membro das bandas de heavy metal Angra, Shaman, Viper, Virgo e Symfonia, além de ter feito participações especiais em bandas como Avantasia e Aina. Desde outubro de 2006 está em carreira solo.

Em seu currículo constam Regência Orquestral, Composição Musical, habilitação em Canto Lírico e habilitação em Piano Erudito. O evento ocorreu no Teatro das Bacabeiras, que inclusive foi muito elogiado pelo músico.

A Masterclass




Após o tradicional cumprimento aos macapaenses, Andre inicia a masterclass, contando com o recurso audiovisual, apresentando vídeos didáticos interessantes, como a relação entre a música e matemática, cordas vocais entre outros. O workshop era voltado não apenas para músicos, mas o público em geral, com um enfoque especial para os fãs, em que Andre revelou detalhes curiosos, como a composição instrumental de "Lisbon", do álbum "Fireworks" (1998), que surgiu a partir de um relógio despertador. Além disso, Matos revelou detalhes de sua carreira, como quando teve problemas com a voz e o uso do falsete nas canções, como "Fairy Tale", clássico do Shaman do álbum "Ritual" (2003).


Outro ponto interessante do evento foi a aprendizagem repassada por Andre em vários assuntos, desde técnicas vocais, encarar a música com seriedade, mentalidade musical aberta, gosto para cantar e também por conhecer música, tocar instrumento, a importância do falsete, entre outros. Uma divertida comparação entre os vocais da cantora pop Britney Spears e o lendário vocalista do Queen Freddie Mercury foi mostrada ao público, provando a importância do conhecimento musical muito além da aparência.

Show e participações


Muito aguardada pelos presente, a execução das músicas foi um destaque. Com o teatro praticamente lotado, por volta das 21h30 o som da introdução "Crossing", do álbum "Holy Land (1996), do Angra já deixou todos os presentes eufóricos com o que vinha a seguir, era chegada a hora  de enfim ver o mestre em ação. A banda convidada formada pelos músicos amapaenses Alexandre Avelar (guitarra), Vinicius Rocha (guitarra), Pedro França (bateria), Eugênio Luke (teclados) e Danilo Araújo (baixo) selecionados pela produção deu um brilho a mais na apresentação de "Nothing to Say", clássico marcante na voz de Andre, que foi muito ovacionado logo na sua entrada, e a sua presença de palco única e cantando de maneira inspirada. Um verdadeiro presente para os fãs.



A próxima música executada é "Rio", do álbum "Time to be Free" (2007), da carreira solo de Matos, executada com maestria, não apenas por Andre, mas pela banda convidada, que estava de fato representando muito bem os músicos do Amapá. Peso e harmonia executados de maneira perfeita. Show de Bola!

Após Andre revelar como compôs a clássica "Lisbon", hora de executá-la ao vivo. A introdução é muito aplaudida e como esperado, a música é tocada com inspiração. Detalhe para a improvisação feita pela banda, que foi apresentada neste momento para o público por Andre. A canção foi executada na linha feita no DVD Ritual Live, com muito peso e empolgação por parte do público e dos músicos.



A execução de "Fairy Tale" ocorreu após Andre revelar ao público que compôs a música que explora toda a tessitura vocal. Muito ovacionada, a música contou com a participação de Vanessa Rafaelly, Hanna Paulino e Matheus Farro, grandes vocalistas da cena heavy metal amapaense, realizando um coral inspirador e fiel à gravação. E logo depois, eles voltaram a dividir o palco com Andre, juntamente com Marcel Valkant na música "Carry On", que fez o público literalmente seguir em frente, na direção do palco, formando um verdadeiro show.


Para encerrar, "Living For The Night", do álbum "Theatrer of Fate" (1989) do Viper, fechando com maestria esta grande noite para o rock/metal amapaense. Macapá finalmente recebeu o mestre Andre Matos, consolidando em um grande evento da M&M Produções, que está de parabéns pela ótima iniciativa, assim como todos os envolvidos e claro, o público amapaense que apoiou e foi ao evento. E Andre Matos por toda a humildade, carisma e profissionalismo que doou ao público. Quem venham mais ótimos eventos assim para a nossa cidade.





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quarta-feira, 27 de março de 2013

Festival Rockland Belém confirma show de Andre Matos; Ingressos nos próximos dias


A Three Entretenimento confirmou mais uma atração de peso para compor o line-up da primeira edição do Rockland, o músico Andre Matos. O festival está agendado para acontecer em Belém nos dias 18 e 19 de maio. As bandas Glória, Hibria e Mitra também já estão confirmadas.

O show que Andre Matos apresentará em Belém faz parte da divulgação do novo disco solo “The Turn of The Lights” lançado no ano passado

A turnê além de ser para mostrar o novo trabalho também trará um Andre revivendo o passado, tocando todo o primeiro álbum do “Angra” chamado “Angels Cry” de 1993 que é praticamente todo criado pelo músico.

A co-produção do disco é do compositor e guitarrista Hugo Mariutti. Participam também do disco os músicos Andre Zaza Hernandes, Bruno Ladislau e Rodrigo Silveira.

Informações sobre ingressos e local nos próximos dias, curta nossa página no facebook, manteremos você informado.

Texto: Monique Malcher / Ache Belém

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