para todas as línguas

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Macapá heavy metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Macapá heavy metal. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Halloween Underground volta a tocar o terror em Macapá






Dia 3 de novembro, os rockeiros amapaenses terão diversão garantida em halloween temático que acontecerá no novo Bar do Abreu

Assessoria de Imprensa Underground Produções




Gostosuras ou travessuras? Nenhuma das duas opções, pois em Macapá o Dia das Bruxas será comemorado mais uma vez ao som de rock na segunda edição do Halloween Underground, evento que se torna tradição entre os rockeiros amapaenses.

Seguindo a fórmula do ano passado, a Underground Produções, realizadora do evento, selecionou 10 bandas locais  para embalar o evento que iniciará a partir das 19h e terá decoração temática, premiação para as melhores fantasias, sorteios de brindes e stands de comercialização entre eles do movimento Liberdade ao Rock, Catita Clube, Zombie Produções, Nightfall Camisetas e Acessórios e Amapanime Freakshow.




As bandas escolhidas para tocar são: Suicídio (Death Metal), Anonymous Hate (Death Metal), Nova Ordem (Punk), Guerrilla Radio (Cover Rage Against The Machine), Velvet Holy (Hard Rock), Gravydade (Trash & Heavy Metal), Dama de Preto (Heavy Metal), Crackdown (Grunge), Keona Spirit (Heavy Metal), Hidrah (Heavy Metal) e a atração internacional V6, banda vinda da Guyana Francesa para se apresentar ao cenário independente amapaense.

O evento conta ainda com o apoio do Movimento Liberdade ao Rock, Zombie Produções, Amapanime, Catita Clube, Nightfall Camisetas e Acessórios e dos blogs Eu Sou do Norte, Olhar Alternativo, De Rocha (Elton Tavares), Anarcolítico e Tribos AP. Os Ingressos serão vendidos somente no horário do evento ao valor de R$12 aos vestidos de preto e R$10 aos fantasiados.





Serviço:

Halloween Underground
Data: 03/11/2012
Local: Bar do Abreu - localizado na Rua Jovino Dinoá, 637, Bairro Laguinho.
Hora: 19h às 04h
Entrada: R$ 10,00 para pessoas fantasiadas e R$ 12,00 para os vestidos de preto.
Para mais informações: fone (96)9147-8300/9178-8908
Realização: Underground Produções



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Heavy metal presente no Liberdade ao Rock

No último fim de semana, o movimento Liberdade ao Rock completou 4 anos de atividades, com um superevento, com duração de dois dias de puro rock and roll, com a presença de bandas locais e as convidadas Licor de Xorume e Adipocera, ambas de Belém (PA).

E claro que o estilo do rock que muitos amam, o heavy metal e suas vertentes foram bem representadas no evento. O blog Olhar Alternativo acompanhou a apresentação de de três bandas: Profetika (thrash), Keona Spirit (heavy) e Mysterial (heavy). Na sexta-feira (13), a banda Profetika subiu ao palco do Liberdade, marcando o retorno, após um hiato de 4 meses. 


Banda Profétika - foto: Liberdade ao Rock

Entretanto, a pausa pareceu fazer bem ao grupo, que se apresentou com todo o gás, levando canções já conhecidas do público, como "Mãos ao Alto", "Assassinato a Sangue Frio" e "Ele vem para Matar, Roubar e Destruir". O vocalista Michel Arruda agradeceu ao público pela presença e ao Liberdade ao Rock pelo apoio que sempre deu a banda ao longo de quatro anos. Com o vocal agressivo, a bateria destruidora e guitarras e baixo inspirados, a banda brindou o público com um show memorável. Ponto alto para o refrão da música "Serial Killer", cantado em coro e a capela pelo público, sem falar nas rodas banges que não paravam de se formar ao longo da apresentação. Retorno digno para um dos grandes nomes do thrash metal amapaense.


Já o sábado, foi o dia foi de heavy metal. O clima de paz deixado pelo show folk da banda Desiderade,  logo foi quebrado com o heavy metal da Keona Spirit, que foi a terceira a se apresentar na noite. Estreante no Liberdade ao Rock, o grupo liderado por Ravel Amanajás mandou um repertório de clássicos do estilo. Os primeiros acordes de "Paranoid" (Black Sabbath) logo foram reconhecidos pelo público, que acompanhou com empolgação. 



Banda Keona Spirit - foto: Jéssica Alves

Em seguida a banda apresentou "Angels Cry" e "Lisbon", sucessos do Angra, uma das principais influências da Keona Spirit. Apesar de alguns problemas técnicos que ocorreram durante o show, devido a quedas de energia que ocorreram no local, a banda não se intimidou e seguiu com muita competência o show. Instrumental de qualidade e vocal de destaque, acompanhados da ótima presença de palco de Ravel, (que inclusive se jogou e fez roda banger com o público), a Keona foi um dos destaques da noite, que teve ótima receptividade do público, que não parou de cantar e bangear. 


O heavy metal seguiu no Liberdade ao Rock, com a banda Mysterial. "A nossa cidade não vai mais ser conhecida como 'cidade do melody' e sim CIDADE DO ROCK N' ROLL!" anunciou o vocal agressivo de Vanessa Rafaelly, seguindo a poderosa batida headbanger. A vocalista brilhou com as técnicas vocais do lírico, apresentados na intro e a pegada heavy metal seguiu com a canção "Glory". 



Banda Mysterial - foto: Liberdade ao Rock

Aliado ao peso e técnica do instrumental, a banda tocou "Hipocrisy", com o gutural poderoso de Vanessa como destaque. As canções autorais da banda, já conhecida por muitos, não fizeram ninguém ficar parado, assim como o "Parabéns para Você" heavy metal, em homenagem ao Liberdade ao Rock, emendada ao pelo cover  "Rock the Earth" (Rob Rock). No fim do show, durante a canção "Days of Pain" Vanessa também se jogou no público e  foi carregada por muitos, que não pararam de ovacionar a ótima apresentação da Mysterial.

Um grande evento, que contou com participação de ótimas bandas, de vários estilos do rock. Todas as bandas e a organização do evento merecem os parabéns pelo esforço e o espírito de união que move os amantes do rock. E que venham muitos outros aniversários, com a presença do rock, e claro, do bom e velho heavy metal \m/.



Galera - foto: Liberdade ao Rock

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Keona Spirit no Teatro das Bacabeiras



Por Bruno Monteiro

Com a ajuda do Museu da Imagem e do Som do Amapá (MIS-AP), o Coletivo Ap Quadrinhos lançou a revista Mixtureba Comix, quadrinhos diversificados, feito por desenhistas amapaenses. O lançamento aconteceu no dia 28 de julho, no Teatro das Bacabeiras. A Mixtureba reúne traços de diversos desenhistas, como Rodaldo Rony, Otton Souza, Roberth Santos e Ravel Amanajás.

Claro que a participação de Ravel na revista acabou em convite para mais uma apresentação da KEONA SPIRIT. Na publicação, o vocalista colaborou com um trecho de um mangá de sua autoria e com o mesmo nome da banda (exceto pelo Spirit).
Assim, aproximadamente as 21h, a KEONA SPIRIT apresentou-se no saguão de entrada do Teatro das Bacabeiras. Nem mesmo o calor infernal proporcionado pelo local intimidou: banda e público agitaram como nas vezes anteriores, no Good Night Lounge Rock e AmapanimeVacation. Patadas Heavy/Power Metal como Paranoid (BLACK SABBATH cover), Distant Thunder (SHAMAN cover), Lisbon (ANGRA), Breaking the Law (JUDAS PRIEST), Lisbon (ANGRA), Angels Cry (ANGRA), Futebol, Mulher& Rock ‘n’ Roll (DR. SIN), Raibow in the Dark (DIO) e The Number of the Beast (IRON MAIDEN) foram novamente interpretados pela KEONA, que desta vez só teve uma falha técnica no teclado de Dyuna, antes de Lisbon. Um show bem superior ao apresentado durante o AmapanimeVacation, marcado por diversas falhas nos equipamentos. Desta vez, o som estava perfeito.


Interessante notar também a evolução da KEONA SPIRIT na execução da uma música em particular: Angels Cry. Nos dois shows anteriores, o grupo a tocou mais lenta do que a versão original. E desta vez ela foi apresentada com maestria. Parabéns, KEONA! Que venham mais shows!


Set List:
-Paranoid (BLACK SABBATH)
-Distant Thunder (SHAMAN)
-Breaking the Law (JUDAS PRIEST)
-Futebol, Mulher e Rock 'n' Roll (DR. SIN)
-Lisbon (ANGRA)
-Angels Cry (ANGRA)
-Raibow in the Dark (DIO)
-The Number of the Beast (IRON MAIDEN)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Hidrah: O ressurgimento do heavy metal em Macapá





Com mais de quatro anos de atuação, a banda amapaense de heavy metal Hidrah já é considerada um dos grandes representantes do estilo headbanger tucujú. Formada por Hanna Paulino (vocal), Antonio Kayzer (baixo), Andrey Góes (guitarra), Daniel Abreu (guitarra) e Andre Reis (bateria), o grupo é aclamado por fãs do heavy metal tradicional, que até então estava meio sumido dos eventos na cidade.

Surgida em 2008, com a proposta de unir amigos e levar músicas de interesse em comum, ao mesmo tempo em que dar um novo gás ao heavy metal, com covers clássicos do gênero (Iron Maiden, Angra, Stratovarius, Helloween, entre outros) os cinco músicos atualmente estão em fase de composição própria, após uma jornada de superação de dificuldades, dedicação e bons frutos ganhos, como abrir o show da banda Angra, em julho de 2011 e dividir o palco com Edu Falaschi (ex-Angra/ vocal do Almah), em junho de 2012.

Em uma entrevista concedida ao blog, a banda relata, de maneira descontraída suas experiências, dificuldades, ganhos e aprendizados no mundo da música e do heavy metal. E no dia 15 de julho, preparam um show especial, no Dia Mundial do Rock, o último antes da pausa para gravação do 1º álbum. O evento contará com a banda Dr. Sin (SP).

Olhar Alternativo – Olá galera, agradeço a oportunidade da entrevista. Primeiramente gostaria um pouco da história da banda? Como surgiu a ideia e como se consolidou a formação?


Kayzer: Tudo começou por volta de 2007, quando eu soube que o Andre voltaria  a morar em  Macapá. Então iniciei a ideia de pra tocarmos juntos. Então decidimos fazer uma banda instrumental, mas a idéia não durou muito. Daí conhecemos o Andrey um pouco depois na casa de uma amiga nossa a Mayara, após ele fazer um show com a outra banda dele. Quando chegamos lá na casa dela, a guitarra dele estava lá, juntamente com a bateria e um baixo (risos). Em nosso projeto instrumental, eu e o Andre seríamos guitarras, mas depois daquele dia, mudamos de ideia e assim, o Andre estava de volta na bateria e eu no baixo.

Durante alguns messes ensaiamos bastante os instrumentais e foi quando pensarmos: “Mas e quem vai cantar?”. Ninguém veio à cabeça naquela hora, mas num sábado em uma ida ao falecido bar Liverpool, o André encontrou a Hanna que já era bastante amiga dele e num papo mais ou menos informal o André perguntou pra ela: “Hanna quando vou ver tua banda tocar?” Ela simplesmente respondeu "estou sem banda, Andre" (risos). Foi quando o ele marcou um ensaio com ele e dali para frente se tornou nossa frontwoman. E posteriormente nos ensaios, juntou-se ao time o Daniel, em um momento em que a banda decidiu explorar mais pesos e técnicas.

Olhar Alternativo -  E o nome, porque Hidrah?

André e Kayzer: (risos)

Kayzer: Posso disser que não é por causa de nenhum demônio, monstro de 5 cabeças ou besta mitológica, constelação e nem nada disso. Apesar de ler sobre tudo isso, a ideia desse nome foi baseada no jogo StarCraft, que eu o André e o Andrey somos viciados.  E que possuem personagens chamados hydraliks, e fizemos a adaptação.

Olhar Alternativo -   Vocês já estão há quatro anos em atividades, e a banda já é conhecida pelo grande público por executar clássicos do heavy metal? O fato de levar cover ajudou ou contribui para esse reconhecimento?

Kayzer:  Para mim o cover foi aprendizado e auto conhecimento, existe um momento na vida de um músico que ele precisa testar seus limites e nada melhor que usar musicas que são referências.


Hanna: Com certeza isso contribuiu de forma bastante significativa. Os covers foram nosso "Cartão de visitas", mas acredito que o reconhecimento veio pela execução de tais músicas. Sempre digo que o Heavy Metal não é um gênero musical fácil, e justamente essa complexidade somada à dedicação da Hidrah resultou na receptividade do público.

André: O cover ajudou muito na construção da nossa identidade, bem como nos treinamentos de cada músico, no que tange aspectos de técnica e desenvoltura no palco, e isso até hoje nos trás benefícios, como quando tentamos tocar uma música bem difícil e quebramos cabeça pra pegar os detalhes ou rearranjamos algum lugar da música para dar uma cara mais “Hidrah”, tudo isso nos faz evoluir bastante como músico, testando cada vez mais nossos limites.

Kayzer: Pra banda acho foi não foi diferente, pois para desenvolvermos nossas músicas, sabermos nossos limites, saber o que temos que melhorar e o que dominamos bem. Foi pensando nisso, na competência e na qualidade que fazemos nosso show e acho que isso transpassou para o publico e ajudou a banda chegar ode estar.

Andre: Acreditamos também que hoje em dia a Hidrah tem um trabalho reconhecido no cenário local justamente pelo fato de tocar cover, mas sempre com uma pitada de improviso ou de novidade no meio dos trechos, é o que torna a banda um pouquinho diferente de uma banda cover essencialmente.

Olhar Alternativo - Apesar dos covers, vocês também têm canções próprias. Como foi o processo de composição?

André: O processo de composição na Hidrah é complicado, porque compor envolve uma melhor dedicação por parte da banda inteira, e todos na banda estudam e/ou trabalham. As duas músicas finalizadas, foram feitas visando a lógica no andamento da letra, melodia e harmonia. A gente geralmente compõe algumas faixas instrumentais e procuramos as letras que encaixem, mas temos algumas letras que acabaram encabeçando as composições .

Kayzer:  Vale citar também que  as  coisa surgem meio como uma explosão de idéias de arranjos e letras o que faz do processo algo bem aberto, Assim temos a visão do que queremos, tanto em Desert Fields quanto Reign of fire,  foram feitas em momentos diferentes, mas possuem as a identidade da banda.

Hanna: Foi um processo natural.  Acredito que sentimos a necessidade de criar algo que tivesse nossa característica musical! A primeira foi "Deserts Fields", que surgiu a partir da criação poética de nosso amigo Tiago Quingosta. O André começou o processo de compor no violão e em uma tarde terminamos a música! Depois foi só questão de alinhar o restante no ensaio com cada sugestão dada pela banda!

Olhar Alternativo -   O fato de vocês levarem cover nos shows repercutiu em alguma crítica?

André: Aqui em Macapá tem várias bandas que estão surgindo só pra tocar música própria, e existem grupos culturais estimulando isso, o que é muito bom. Atualmente, entretanto, muitos acreditam que uma banda pra ser boa tem que tocar música própria. A proposta da Hidrah desde o início era de levar músicas que a galera gostasse de ouvir, que nós gostássemos de tocar, e que tivessem significado dentro da banda. E sim já levamos muitas criticas por causa dos nossos covers, umas mais leves outras mais ácidas, mas continuamos seguindo o caminho com o melhor que podemos fazer

Kayzer: Lembro que uma delas foi ate bem pesada, por que veio atrelada a um preconceito de uma pessoa de outra banda. Mas deixei para lá, afinal acho que o cara realmente não conhecia o trabalho da banda e nem os integrantes da banda, pra saber que já fazíamos musica própria desde nossas antigas bandas. Mas considero criticas construtivas, afinal foi algo a própria banda já havia pensado martelos.

Olhar Alternativo -   Como você descreve o fato da banda ter como vocalista uma mulher (Hanna Paulino), sendo ela uma das poucas representantes do gênero no estado?

Kayzer: Gostosa, gostosa, gostosa! (risos) é o que o povo diz. Tá bom falando serio agora. Nós consideramos a Hanna uma ótima cantora e também pra mim uma irmã. Somos parceiros no crime para o resto da vida. E pelo fato de ela ser mulher acho melhor ainda pois podemos explorar tons diferentes, usar da melodias que pra homens seriam bem estranhas. Podemos fazer algo doce e bem macabro ou algo mais brutal sem perder a delicadeza. A voz da Hanna é algo que te envolve e prende num limiar entre o real e imaginário, claramente percebo isso em “Desert Fields”. Se fôssemos navegantes, ela possivelmente seria a sereia que nos levaria pro fundo do mar . Oh isso dá até uma música, “Infernal Waters” (risos).

Hanna: (RISOS)

André: A aquisição da Hanna foi o melhor que poderia ter acontecido. Já conhecia o potencial do vocal e tinha uma grande relação de amizade com ela, e a proposta de ela entrar surgiu por acaso, e acabou findando na melhor escolha da banda, que na época era formada apenas por eu, o Kayzer e o Andrey. Ter a musicalidade, o charme e a companhia da Hanna é essencial para a Hidrah, pois essa mescla consegue propagar uma imagem positiva da banda mostrando perfeita sincronia entre imagem e som. Outro aspecto importante de colocar uma mulher nos vocais é conseguirmos executar um maior espectro de possibilidades musicais, pois com o vocal mais agudo, além de alcançar as notas do heavy metal sem precisar forçar muito, ainda dá um toque de sensualidade ou de agressividade quando necessário.

Olhar Alternativo -   No inicio de junho, a banda passou por um momento muito especial, que foi dividir o palco com Edu Falaschi (ex-Angra e vocalista do Almah). Conte-nos como foi essa experiência?


André: Acho que posso falar que todos os integrantes da banda cresceram ouvindo a voz do Edu naqueles clássicos como Rebirth, Nova Era, Spread or Fire, Temple of Hate e por aí vai, e esse show junto com o Edu Falaschi foi mais uma realização de um sonho de infância de todo mundo do que um show pro público. Ele se mostrou extremamente humilde e mesmo sendo reconhecido mundialmente pelo seu vocal e atuação em outros ramos da musica como produção musical, foi humilde o suficiente  pra tocar com uma banda desconhecida.

Kayzer: Vi o ressurgimento do Angra na minha adolescência, e durante anos cresci com isso. Quando soube que o Angra vinha fazer show em Macapá, apostei na ideia de abrir o show deles. Então veio nossa grande e primeira oportunidade no mundo do metal, abrir o show do deles. A sensação foi única pois a Hanna estava grávidissima. Mas infelizmente ocorreram contratempos que não pudemos ter um contato próximo com eles.  Depois de um ano o Edu Falaschi retorna a Macapá e surgiu o convite para a Hidrah tocar. E dividir o palco com ele significa muita coisa e vai continuar significando, pra banda acho que mais ainda, pelo simples fato dele fazer o que o André comentou, de ser humildemente subir no palco e cantar com uma banda que ele nunca tinha visto e ouvido falar na vida, mas confiante foi lá cantar como se fosse a banda dele e que o acompanha durante anos. 
Hanna: Foi aquilo que chamamos de "divisor de águas", algo que vai repercutir para sempre na nossa trajetória. Acredito que foi o inicio de muitas conquistas, realmente um de nossos sonhos foi realizado! Edu Falaschi é um cara incrível, autentico e muito humilde. Nos mostrou que devemos seguir com a nossa postura pautada no respeito ao público e amor ao Metal! Foi um dia inesquecível para a HidraH!


Olhar Alternativo -   Muitos julgam o Metal melódico/Power Metal ou simplesmente Heavy Metal como um gênero morto dentro do Metal, mas vocês estão mostrando que não é bem assim. Qual é o diferencial da Hidrah do ponto de vista da própria banda?

Hanna: O diferencial de HidraH é justamente acreditar no poder do Heavy Metal e em todas as suas multifaces... O Gênero possui uma gama de possibilidades de criação! As composições da HidraH são a fusão desses artifícios proporcionados pelo Heavy Metal, usamos do Clássico ao Progressivo, do Erudito ao Marabaixo... Enfim, o Metal Melódico/Power Metal só morreu para quem parou no tempo se dedicando a obras clichês... Todo o Metal em si deve se renovar, é isso que a HidraH propõe... Novos parâmetros!

Kayzer: Na minha visão o problema todo esta na pouca  preocupação que algumas banda tem com seu trabalho, acho não procura uma identidade pra si, não procura evoluir. Apenas usa a formula mais simples. Na hidrah o grande diferencial esta na liberdade das composições e nas influencias que cada um tem, saber misturar esses elementos. Um exemplo foi o marabaixo e a identidade da nossa cidade.

Olhar Alternativo - Para finalizar, quais são os planos para a Hidrah?

Hanna: Bem, depois do nosso show no Dia Mundial do Rock, pararemos com as contínuas tocadas para nos afundar nas composições e finalmente gravarmos nosso 1º Álbum. Precisamos nos dedicar inteiramente a esse projeto e percebemos que nossa agenda estava começando a ficar apertada e isso atrasou nosso processo de gravação! Retornamos em dezembro com um novo show... Com toda FORÇA BANGER que a Hidrah possui!

Andre e Kayzer: Pow, ela disse tudo (risos)

Kayzer: A Hidrah tem muita historia, principalmente as de superação de dificuldades pois viemos de fato do nada sem ter material pra ensaiar  sem pessoas que acreditassem no nosso trabalho, fora a falta de oportunidade os boicotes as eventos, ameaças. Mas é isso ai a Hidrah tá tentando fazer diferente, ta querendo fazer acontecer porque isso não é apenas um momento, é nosso sonho, queremos tocar e fazer o metal acontecer. Apesar de termos mais visibilidade hoje, continuarmos sendo humildes. bem humorados Gostaríamos  de agradecer aos amigos, parceiros, namoradas e todos que nos aturam e apóiam e mais do que todos ao publico por serem quem nos motiva e quem nos devemos tudo o respeito e a credibilidade valeuuuuu.   

Hanna: Agora ele falo tudo (risos)







                               

domingo, 1 de abril de 2012

Primeira noite do ‘’The Dead Shall Rise’’


Jéssica Alves

A primeira noite do Festival The Dead Shall Rise – Metal Fest foi de puro êxtase headbanguer na Sede dos Escoteiros, localizada no bairro do Trem. Com o início por volta das 21h (aproximadamente 1h de atraso, ótimo para os padrões de eventos locais), o evento foi a primeira parte do considerado maior festival de metal do Amapá e deixou os presentes preparados para mais uma rodada de pura devastação sonora.
A banda que iniciou as atividades foi a Mental Caos, enquanto o público ainda chegava, ainda é nova no cenário heavy metal amapaense e está se consolidando através de suas canções. Logo em seguida, a banda Carnyvalle mostrou o seu thrash death metal furioso, que foi um literalmente, esquenta para o restante da noite, com direito a músicas autorais e cover da banda Exodus. Muito bom!


A terceira banda a subir no palco foi a Hidrah, com sua frontwoman musa do metal amapaense, Hanna Paulino. O clima foi quebrado com a entrada do tradicional heavy metal executado, com seus ouvidos apurados, instrumental bem executado e o belo vocal de Hanna. Carisma também é o que não falta para o grupo, que com empolgação, levou clássicos do Angra, Iron Maiden, Hangar e autorais. Brilho especial para o evento.



Próxima banda, Carnal Remains, e seu estilo pornometal (hããããã????),  ou seja, um som de heavy mesclado com thrash e core, mas o grande diferencial são letras sobre sadomasoquismo, chicote, correntes, couro e tudo o que a imaginação do compositor permitir. Enfim, não pude acompanhar por completo o show dos caras, mas pelo que vi, curti.

Chegou a vez dos guerreiros da Amatribo chegarem e apresentarem o thrash metal tribal que recentemente foi apresentado aos nossos irmãos headbangers do Pará (no Grito Rock Belém, dia 17 de março). Alterações na ordem do set list, com apresentação de canções inéditas, do EP homônimo e que tradicionalmente são executadas ao vivo foram bem recebidos pelo público, que a cada acorde, respondeu com empolgação seja bengeando ou em roda de pogo.

O vocalista Maksuel Martins, no meio do show, executou um ‘’ladrão’’ de Marabaixo e dedicou a canção que viria a seguir ao vocalista da Anonymous Hate, Victor Figueredo, pela passagem de seu aniversário. . Após, cover do Sepultura, maior influência da banda, foi executado, e o público veio abaixo e para finazliar, ‘’Guerra’’, com direito a muita roda, para a destruição de vez. Um show muito fera e mais um ponsto positivo para a Amatribo.
Após uma pausa para descanso, vamos conferir da banda Antrofetido, de Belém (PA), com o espírito do Death Metal da década de 90, que fez muitas cabeças ensandecidas rodarem sem parar. O trabalho autoral dos caras merece destaque, por receber bastante influência do detah metal, mas ainda assim manterem um estilo próprio.

E por fim, para encerrar a noite com chave de metal, a Warpath sobe ao palco e leva o tradiconal thrash metal, para a alegria especialmente da galera das antigas do metal amapaense, que já acompanhou outras passagens da banda ‘’vizinha’’ por nossas terras. Os caras levam um thrash porrada, mas com muitas influencias de death e Black metal.


Em dez anos, a banda já passou por Macapá, Teresina, São Luiz, Fortaleza, Manaus, entre outras cidades, onde recebem vários convites para shows internacionais, como o do Disaster (Alemanha) no Piauí, além de abrir shows para Torture Squad, Subtera, Violator, Funeratus entre outras, onde o Warpath aproveita para difundir o nome da banda pelo país e pelo mundo. Currículo invejável e um show inesquecível. Que venham mais vezes!!!!

Em resumo, o The Dead Shall Rise, primeira noite, meteu o pé na porta e mostrou a importância da valorização da cena headbanger local, regional e nacional, divulgando o trabalho de muitas bandas e produtores. Preparem-se que mais tarde tem mais.

quinta-feira, 29 de março de 2012

4° THE DEAD SHALL RISE - Heavy metal e devastação sonora em Macapá


Jéssica Alves (matéria publicada na edição 20 do jornal Extra Amapá)

Fotos: Google Imagens



O Dead Shall Rise é um evento que já caminha para a quarta edição, e consolidou-se no calendário dos fãs de rock, especificamente o gênero heavy metal. E no fim do mês de março, mesclando com o início de abril acontece a versão 2012 do festival. O evento acontece desde 2011 e movimenta a cena headbanger no Amapá.

Idealizado pela Zombie Produções, que a cada nova festa, agrega ideias e parcerias para o crescimento do Dead Shall Rise, o que poderá ser visto nessa edição dos dias 31 de março e 1 de abril. De acordo com Fabrício Góes, um dos organizadores, o principal objetivo é realizar um evento anual de grande porte.

‘’Começamos a organizar o The Dead Shall Rise – Metal Festival com o intuito de dar um gás na cena underground que andava meio parada por aqui e nessa edição terá bandas de outros estados e bandas locais em dois dias de pura devastação sonora’’, explica.

14 bandas locais e nacionais subirão ao palco e levarão diversas vertentes do metal para o público, do heavy tradicional ao death metal. E destaque para as bandas veteranas Nervo Chaos, de São Paulo e Disgrace and Terror, de Belém (PA). 

O organizador do evento explica que o crescimento e valorização da cena headbanger, em que bandas locais consolidam-se em apresentações e trabalhos produzidos, além de maior divulgação em redes sociais e mídia local, e ainda apresentação de grandes nomes do metal nacional, contribuiu para que o Festival se ampliasse e oferecesse aos fãs um evento de grande porte. ‘’ Com certeza esse é um dos grandes fatores de estar acontecendo o Festival, pois sem o apoio do publico e das próprias bandas nada estaria sendo realizado. E estamos contando com o apoio de amigos e produtores locais que acreditam na importância do Festival para a cena amapaense’’, diz.

Fabrício adiantou também que outras festas serão realizadas durante 2012, independentes do Dead Shall Rise, previstas para o mês de maio e um grande evento no dia mundial do rock em julho, com atrações locais e de fora.  

Bandas


                                                            NERVOCHAOS (SP) 


Formada em 1996, injetam com sucesso um "feeling" Hard Core em seu Death/Thrash Metal, que se tornou uma marca registrada da banda. A Nervochaos já participou de diversas colêtaneas e possui algumas passagens por Macapá.

                                                DISGRACE AND TERROR (PA) 


Formada em agosto de 2001 com a proposta de tentar resgatar a qualidade e agressividade do thrash e death metal da década de 1980. Estreou em Belém na segunda versão do festival Barulho Brutal. Após isso, se apresentou nos principais festivais de metal realizados no Pará e ainda shows fora do estado.


                                                                             ANTROFETIDO (PA) 


Surgiu em meados de julho em 2008, em Belém. Apesar do pouco tempo em atividade, a banda executa músicas bem trabalhadas e resgata o espírito do Death nos anos 90.


                                                                            WARPATH (PA) 


Thrash/Speed Metal na estrada há 10 anos. Nesses dez anos o Warpath já passou por Macapá, Teresina, São Luiz, Fortaleza, Manaus, entre outras cidades, onde recebem vários convites para shows internacionais, como o do Disaster (Alemanha) no Piauí, além de abrir shows para Torture Squad, Subtera, Violator, entre outras.


                                                                     DERCY GONCALVES (PA) 


Distorção nas guitarras, pendendo mais para os sons graves, como no metal, com palavras diretas, se valendo dos discursos inflamados do punk. Entretanto, os sons transformaram-se em guturais ininteligíveis.


                                                                    HIDRAH (AP)  


Com a proposta de resgatar o heavy metal amapaense, a banda está em processo de composição e vai mostrar suas autorais no 4° THE DEAD SHALL RISE, no show do  dia 31 de março. 

                                                               AMATRIBO (AP)  


 Formada atualmente por Maksuel Martins (vocal), Rulan Leão (guitarras), Almir Júnior (guitarras), Salomão Alcolumbre (baixo) e Emerson Costa (bateria), a banda leva um destruidor thrash metal, influenciado por Sepultura, com músicas bem trabalhadas e cantadas em português, relatando suas visões acerca dos conflitos e reflexões sobre a humanidade. 


                                                             BAIXO CALÃO (PA) 


A banda parece ter levado seu poderoso grind core além das fronteiras Amazônicas alcançando os nossos queridos irmãos orientais. O Baixo Calão saiu nas paginas de um site de compartilhamento de videos no Japão, ganhando ate destaque entre os orientais ligados a J-Rock.


                                                                     ANONYMOUS HATE (AP) 


 Anonymous Hate banda de Grind/Death Metal, formada no final de 2007 em Macapá – AP com o intuito de fazer um som agressivo e original, conseguindo gravar seu 1° trabalho em 2010 sendo mixado e masterizado no Da Tribo Studio (São Paulo-SP). 

 

                                                                           MATINTA PEREIRA (AP)

  
Matinta Perera é uma banda de Deathcore/Grindcore que tem leves pegadas de fastcore e hardcore (NY) diverge nas outras bandas por conter em suas letras e arranjos uma temática ligada com o folclore nortista e com os batuques de marabaixo (música regional amapaense) tal qual sua leve ligação com temas umbandistas.


                                                                                      OBTHUS (AP)  


É uma banda formada em agosto de 2007, por integrantes de algumas bandas do Estado com a idéia de trazer para os eventos Grandes Classicos Covers do rock e metal. Possuem também trabalho autoral.

*Outras bandas – Carnivalle (AP), Mental Caos (AP) E Carnal Remains (AP)

  Serviço 

                                                 

4° THE DEAD SHALL RISE – Metal Fest
Data: 31/03 e 01/04
Ingresso: 20,00 (02 DIAS)

Local: Sede dos Escoteiros – Trem
Início: 20:00h
Informações com Fabrício Góes ( 9122-7070)

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails