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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Gustavo Di Padua : “A identidade musical é o que o que traduz a verdade de uma banda”



Com aproximadamente 15 anos de experiência, o guitarrista carioca Gustavo Di Padua é considerado uma das grandes revelações da guitarra na atualidade. Músico competente, já passou por bandas como Endless, Aquaria e Glory Opera. Atualmente integra o time do Almah, desde 2012, assumindo o posto deixado pelo colega Paulo Schroeber (que precisou se afastar pro problemas de saúde). Em 2009, ficou entre os 10 primeiros colocados no concurso Guitar Idol, na Inglaterra, representando o Brasil por meio de seu trabalho autoral, a música “Second Floor”. A equipe do blog Olhar Alternativo aproveitou a passagem do músico por Macapá e realizou uma entrevista exclusiva, a qual demonstrou muita simpatia. Ele relata sobre a carreira, Almah, Guitar Idol, produção, ecletismo e a importância da identidade no trabalho de uma banda. Confira!

Por Jéssica Alves e Bruno Monteiro

Olhar Alternativo: Como foi que você conseguiu a vaga de guitarrista no Almah?

Gustavo Di Padua: Então, na verdade foi uma coisa bem natural. Não digo que tenha conseguido ou buscado isso. Recebi um convite do Edu para fazer parte da banda. Como sempre toquei em bandas de rock e heavy metal, creio que foi por aí, ele recebeu uma indicação e agora eu estou nessa.

Olhar Alternativo: Seu show de estréia com a banda foi no Metal Open Air, só que para muitos headbangers aquele foi um festival marcado pelo fiasco. No caso, aquele show para você atendeu a sua expectativa?

Di Padua: Musical ou todas?

OA: Todas.

Di Padua: Acredito que sim, para o tempo que tivemos e a forma que tínhamos que fazer, foi muito legal. Para mim um show atende minhas expectativas desde que eu me divirta muito. Com todas as dificuldades que o festival apresentou como a falta de recursos que ofereceu, não aconteceu nada do que foi prometido, por isso um fiasco. A pessoa se compromete a uma coisa que infelizmente na hora H não consegue cumprir. Mas era meu primeiro show na banda, eu queria fazer e me diverti, a banda tocou, o público se divertiu muito e a vibe foi muito boa. Foi um grande show sim.

OA: Você toca não apenas metal, mas já tocou com músicos de outros estilos, como Mauricio Matar, Kelly Key, Sidney Magal. Você se diverte com essa versatilidade? O quão diferente é isso? Uma hora você tá tocando metal, outra hora pop.


Di Padua: Vou chegar para nossa realidade de hoje. Tocar o meu som instrumental, de guitarra, já é uma realidade diferente, é outro universo. Imagina agora tocar com um artista que não tem nada a ver com sua praia. Me divirto muito sempre cara, porque a experiência  que isso me traz me leva a enxergar as coisas de forma mais ampla. Eu acrescento isso no meu trabalho, minha identidade nesses tipos de trabalho e acrescento esses tipos de trabalho na minha identidade. Fora todo o profissionalismo e valorização, com estruturas de som, equipamento, nada que seja negativo em tocar com esses artistas mais pop. É engraçado só (risos). Principalmente com o Mauricio, Kelly Key, Sidney Magal. Alias a galera do rock adora Sidney Magal (risos). Toquei também com o Erasmo Carlos, um cara bem rock and roll. Toquei com uma galera da pesada, que não tem nada a ver com eu estilo. Mas músico é músico, tem que tocar. Se você tem valorização, uma estrutura bacana e tocar com pessoas talentosa, é outro universo, assim como em uma guitarra de seis cordas ou sete cordas. É outro universo.

OA: Você acabou de citar a sua identidade musical nesses trabalhos. Você acredita que isso fez um diferencial para que você ficasse entre os 10 primeiros colocados no concurso Guitar Idol que participou?

Di Padua: É difícil te dizer qual é o meu diferencial, o que me fez estar tanto no Almah, quanto no meio artístico, quanto no Guitar Idol. Acho que quem tava julgando viu essa diferença. Uma coisa que gosto é meu compromisso com a música, busco aprofundar a melodia, o canto. Tenho um amor pela melodia. Tenho alguns diferenciais sim, como acredito que todo brasileiro já tem um diferencial. Você falou em tocar em Londres, um festival mundial. Isso foi um diferencial, tanto que não era apenas um brasileiro, tinha eu, Gustavo Guerra na primeira edição, na segunda foi eu e o Ozielzinho. O Fernando Miata também participou, outro monstro da guitarra no Brasil. Então só tem fera lá. E tem uma curiosidade, quando começou o evento, o processo seletivo era um. Depois passou a ser outro, virando voto popular. Isso é estranho, porque você tem mais amigos, divulga mais e nem sempre o material mais legal é selecionado. Devo ter alguns diferenciais sim, gosto de swing musical, do groove, colocar isso nos shows. Gosto de rock mesmo, não tem aquilo de mais ou menos, gosto muito. Acho que a melodia, o ritmo, unir os elementos na minha música. Outra coisa que costumo fazer, também é achar a sua própria identidade, achar o que você realmente é, musicalmente falando. Espiritualmente também, Para poder divulgar, e as pessoas gostam da verdade. Isso é o diferencial.


OA: Sobre o seu trabalho como produtor. Como é produzir tantos trabalhos de tantas bandas diferentes e conseguir o som que elas desejam?

Di Padua: A produção é muito legal porque é um trabalho de criação. Isso tem a ver com a verdade do artista. Quando produzo, busco essa verdade, procuro captar essa identidade, extrair o melhor naquele trabalho. É como se tivesse entrando na banda por um período. Tenho algumas participações que acabo fazendo, não tem como fugir (risos). Mas nesse período procuro extrair a verdade da banda. Aí quando acontece é um divisor de águas, porque tem vezes que o cara tem uma boa banda, bons músicos, boas músicas mas falta aquela identidade.

OA: É o mais importante da banda né?

Di Padua: Nossa, é tudo. É o que traduz a verdade da banda. Quando o próprio músico descobre qual é, as pessoas vão acreditar, porque é legal e verdadeiro. Às vezes tem um trabalho legal, mas se sente quando não é verdadeiro. É feito apenas para a onda, para rolar. Quando você acha que vai rolar, já foi porque a tendência passou. Se tá na moda fazer um som, muitos procuram esse som. E aí quando consegue fazer o trabalho, a moda já é outra. Cadê a verdade nisso? Então esse é o diferencial.



OA: Fale para nós sobre a sua participação recente no Rock in Rio, com o Almah.

Di Padua: Foi mágico. Para mim foi muito especial. Quem é rock mesmo, sabe o que significa, por mais que muitos falem que o festival não é rock, toca outros estilos. , com axé, pop. Mas é Rock in Rio né cara? Eu nem tocava e já tinha o Rock in Rio, em 1985. Quando toquei lá, não teve pressão. De fato me diverti demais ali. Foi muito legal, tinha uma galera muito bacana, os amigos das bandas mandando uma ótima vibe. Senti isso, lá tinha gente conhecida, moro no Rio e isso tem um valor. Não é só no Rio, moro próximo de onde acontecem os shows. Essa vibração pós Rock in Rio foi muito positiva.

OA: Como está essa interação com o Almah e a recepção do público da banda, desde que você substituiu o guitarrista Paulo Schroeber?

Di Padua: É natural a aceitação do público. Vou trabalhando e as pessoas vão conhecendo meu trabalho. E com a banda, a interação é diferente e muito legal. Não é como qualquer banda em que os membros moram na mesma cidade. No Almah, cada um mora em uma cidade diferente. Mas dentro desse intervalo de reunião, a interação é ótima, a gente se fala, quando esta junto é sempre muito divertido e creio que próximo disco traduz um pouco disso. A galera que quer conhecer a nova cara da banda precisa conferir. A produção foi feita por todo mundo, cada um com seu instrumento, então ali tem a alma de todo mundo. As levadas tão impressionantes. Cada um tem sua contribuição na criação.

OA: Fazendo uma comparação, o Almah é uma banda que nasceu como projeto pessoal do Edu Falaschi. Agora comparando com você, começou a tocar com 14 anos, depois virou finalista de um concurso internacional de guitarra e teve a chance de gravar seu disco solo. Como você vê essa realização.

Di Padua: Estar na musica e fazer só isso, ser músico, principalmente em um país que o grau de dificuldade é alto, é uma realização. Viver de música não é fácil, é preciso abrir o leque, aprender a fazer várias coisas e graças a Deus faço várias coisas. E posso dizer que trabalho com produção, bandas, dou aulas e tudo ao mesmo tempo. É uma correria e é muito legal, gratificante estar aqui hoje, tocando o meu trabalho, para um local distante. Será que quando era moleque, imaginei que um dia estaria fazendo o meu som, tocando guitarra para a galera de Macapá ou ir para Londres? Agora tem algo que sou, é pé no chão. É um trabalho que me deixa muito feliz, toda vez que faço é com muita dedicação. Trabalhar e viver de música é algo fantástico. Fazer meu disco solo foi muito legal, cada música representa um momento da minha vida, e pretendo lançar um cantado em breve. Tô no processo de gravação. Esse fim de ano vai ser punk, com trabalho autoral, novo disco do Almah e turnê na Europa. Vou correr para realmente dá conta. (risos). No Almah a gente fez na pressão, nos reunimos em São Paulo na pré produção e na produção cada um pode se dar ao luxo de produzir o instrumento nas cidades em que moram,

OA: Gustavo, o espaço final é seu. Mande seu recado para a galera headbanger do Amapá.


Di Padua: Quero desejar tudo de bom, dizer que é muito gratificante chegar aqui e vê que o movimento tá firme, se fortalecendo cada vez mais. Há a união e investimento dos próprios fãs para fazer a cena acontecer. Passei uma noite e um dia e pude perceber que a galera tá se juntando para fazer bons eventos. Deixo o meu muito obrigado, é uma honra estar aqui e continuem juntos, mandando vibrações para que possamos fazer o nosso rock and roll, que é que todos querem. 


Equipe do Blog Olhar Alternativo (Bruno Monteiro, Jéssica Alves e Núbia Paes) com Gustavo Di Padua

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Agora é oficial! Raphael Dafras é o novo baixista do Almah


Fonte: site oficial Almah

O paulista Raphael Dafras é o novo baixista do Almah, ocupando a vaga deixada por Felipe Andreoli (Angra) no segundo semestre de 2012.

Raphael Dafras iniciou sua carreira musical no final de 1997, tendo como influências diretas bandas como: Dream Theater, Angra, Yngwie Malmsteen, Helloween, Stratovarius, Rhapsody e Symphony X. Em 2011-2012 gravou e produziu o albúm solo de Germán Pascual (Narnia, Suécia) intitulado “A New Beginning”. Saiba mais sobre o Raphael: www.raphaeldafras.com

A banda ALMAh, juntamente com o seu novo baixista Raphael Dafras, já se encontram em estúdio pré-produzindo o quarto álbum de inéditas do grupo, que será lançado em 2013 nos principais mercados musicais no mundo.

Recentemente, o ALMAh lançou o seu novo vídeo clipe, intitulado “Living and Drifting” e quarto extraído do álbum “Motion”. VEJA O VÍDEO!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Marcelo Barbosa: música mesclada com a vida





Por: Jéssica Alves

Fotos: Thiago Gama

Na semana passada, o conceituado músico Marcelo Barbosa - guitarrista das bandas Almah, Khallice e o projeto Brasília Zero 10 - esteve pela segunda vez em Macapá, para a realização de um workshop, no dia 27 de junho, no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço.

E pode-se dizer que desde cedo a música está presente na vida do rapaz, pois desde os 17 anos já era músico profissional, ministrando aulas em Brasília, em duas grandes escolas. Aos 21, iniciou os trabalhos do Instituto GTR, escola de música cuja metodologia foi desenvolvida por ele próprio e que vem crescendo a cada dia, que há 16 anos é considerada conceito no país, com duas unidades na capital do país e uma em Florianópolis (SC), fundada recentemente. Seu currículo impecável ainda conta com uma bolsa de estudos na Berklee College of Music -  a mais conceituada faculdade de música do mundo, localizada nos Estados Unidos - a qual ele foi selecionados entre 400 concorrentes de todas as partes do mundo.

Em uma entrevista concedida para o blog, Marcelo relatou sobre o seu trabalho musical, editorial (escreve para a revista especializada “Cover Guitarra” e é autor de um livro sobre a “Técnica do Toque de Mestre”), Almah, Metal Open Air, entre outros assuntos. Um músico com tanta personalidade e história, não poderia ficar de fora do Olhar Alternativo.

Olhar Alternativo – Ano passado você esteve presente no Amapá tocando com a banda Angra, substituindo o Kiko Loureiro e agora estará ministrando um workshop. Como foi essa experiência de tocar com o Angra e o que você aponta de diferencial em ministrar workshops?

Primeiramente vim com o Angra tocar em Macapá e nesta época o Kiko estava na Finlândia, acompanhando sua esposa que na época estava grávida e por isso ele se ausentou e alguns shows. A pedido dele próprio, o substituí neste período e por sinal, tive pouco tempo de tirar as músicas, pois ter cinco dias para ensaiar 15 músicas e ainda do Angra, é algo a se pensar (risos). Mas o show aqui em Macapá foi bem bacana, pois foi o encerramento de um clico que eu toquei com a banda. Na noite anterior, tocamos em um grande festival de Brasília, o Porão Rock, e achei bacana virmos para o Amapá, apesar da minha família ser de Belém (PA), Macapá era uma cidade que eu não sabia quando teria a oportunidade de conhecer e fiquei muito feliz de tocar para esse público bacana e bem interessante. Fiquei feliz quando recebi o convite para retornar a capital e mostrar também no workshop o meu trabalho como músico e professor de música. O work é um trabalho que gosto muito de fazer, pois além da maior interação, posso divulgar melhor meu trabalho, a minha vida e a minha forma de ver e fazer música.

Olhar - Você se dedica a diversas atividades, com três bandas, um projeto instrumental e ainda possui uma escola de música. Como surgiu a ideia de fundar o Instituto de Música GTR?

Marcelo - Pois é, acho que talvez eu seja hiper-ativo ou coisa assim (risos). Paralelamente aos projetos que você citou me dedico muito a projetos didáticos. Desde cedo decidir ser músico e viver disso, por isso comecei a dar aulas aos 17 anos de idade em escolas de outras pessoas. Mas ao mesmo tempo me incomodava o fato de muitos músicos terem a insegurança, lá em Brasília, de a cidade não oferecer ambientes propícios do aprendizado musical de alta qualidade e com o objetivo de ir em frente, apostando nos músicos. Como eu não consegui isso nas escolas que eu dei aula, acabei por conta própria alugando uma sala, que depois virou uma sala maior, depois uma loja maior de 3 andares, e  hoje em dia, temos 2 unidades em Brasília e outra inaugurada em Florianópolis. Me vi empresário, foi algo que aconteceu de uma necessidade, queria viver de musica, da melhor maneira que eu conseguisse, para mim foi algo mais fácil e natural, pois fui em busca desse objetivo.

Olhar - Além da música, você também escreveu um livro, falando da técnica do toque de mestre, como foi isso?

Marcelo - Na verdade eu escrevi todo o material didático do GTR, e um amigo meu inaugurou uma rede de escolas com aulas de bateria, o Batera Beach (que posteriormente virou Music Beach) e ele me chamou para escrever para a guitarra metodologia, que tem na Espanha e em Brasília e o Toque de Mestre é uma apostila, em forma de livro, e fui colunista da Cover Guitarra e na época eles chamaram vários guitarristas para escrever sobre métodos específicos, e eu escrevi sobre o toque de mestre, que eu falei sobre essa técnica desenvolvida, foi bem vendido e eu curti muito fazer.

Olhar – Você foi aos Estados Unidos estudar na prestigiada Berklee College Of Music, uma conceituada faculdade de música. Defina essa experiência.

Marcelo – Foi a realização de um sonho, pois queria esse feito desde a minha adolescência. Quando consegui juntar um dinheirinho, em 2002 pintou a oportunidade de fazer esse curso que era um intensivo de cinco semanas, juntei o que eu tinha de dinheiro na época, fui e foi uma experiência muito legal porque mudou alguns paradigmas em relação a interação entre músicos. A prova disso foi que entre mais de 400 guitarristas do mundo inteiro eles selecionaram 14 desses para ganhar uma bolsa de estudos, voltar a Berklee para fazer o curso regular, e fui um desses 14 guitarristas, então isso foi muito legal pois valorizou muito minha carreira como músico.

Olhar - Além das bandas de metal Almah e Khallice, você toca em uma banda de pop rock chamada Brasilia Zero 10. Como é esse seu trabalho?

Marcelo - Na verdade, é algo diferente de trabalho, porque ate hoje estou na banda, temos uma agenda lotada, tocamos todo sábado em Brasília, e é formada por amigos de infância que curtem musica boa. Sempre escutei musicas mais pops, de qualidade como Simple Red e gosto de escutar e estudar outros estilos. Gostamos de tocar musicas pop com roupagem mais rock and roll. É uma banda que além de fazer parte da minha fonte de renda, também é muita diversão, e quando tenho que viajar, acabo colocando algum ex-aluno para tocar em meu lugar. Às vezes fico  meses sem aparecer, e acabo virando uma “participação especial” (risos).

Olhar - Dentre suas bandas, o Almah, projeto iniciado por Edu Falaschi do Angra, é o que mais vemos na mídia. É a sua prioridade?

Marcelo: Atualmente sim. Investimos muito tempo e energia neste projeto e devido ao fato do Edu e do Felipe Andreoli tocarem na banda, conquistamos rapidamente um certo espaço. Isso é uma coisa que não podemos simplesmente ignorar. Ninguém vai plantar laranja se está na época de maçãs. Mas isso não quer dizer que os outros projetos estão parados. Eu apenas tive que readaptar a minha vida para essa realidade relativamente nova.

Olhar - O Edu Falaschi informou em seu Twitter uma nova música para o próximo álbum do Almah.  Como você define o processo de trabalho na banda?

É diferente porque cada um mora em lugares diferentes e o Edu é um grande compositor, está sempre compondo facilmente, as vezes estamos viajando de avião, tem uma ideia, grava e nos mostra, então ele esta sempre criando, tem uma mente que trabalha muito. Muitas vezes a maior parte das musicas surgem por parte do Edu, que em o esqueleto da musica, com refrão e ritmo e chagamos com as partes instrumentais, solos, discute harmonia, ritmo. Há musicas específicas, como por exemplo a ultima musica do Motion (2011),"When And Why", que eu já tinha a introdução dela pronta e compus com o Edu em menos de 40 minutos, enquanto o pessoal trabalhava no arranjo das demais musicas, já tínhamos uma nova, É algo bacana, transformar as partes individuais em uma coisa em conjunto.

Olhar – O Almah, passou rapidamente por duas mudanças em sua formação, com a saída do Paulo Schroeber, por motivos de saúde, e o Felipe Andreoli. Como está a interação com o novo membro, Gustavo de Pádua?

Marcelo - Eu já conhecia o Gustavo há um tempo, desde a Feira de Música em São Paulo, Expomusic e ele é patrocinado por uma marca de pedais (NIG) que também me patrocina. Apesar do entrosamento com o Paulo ter ocorrido naturalmente, pois ele exímio guitarrista, super gente fina e tranquilo, com o Gustavo a coisa foi mais fácil, porque ele curte outras coisas além do metal. O Paulo é um cara com veia no thrash metal e o Gustavo veio trazer um swing, groove e por esse lado, ele vai somar com o Almah. O Paulo saiu por motivos de saúde, e sempre vai ser o nosso amigo e companheiro no Almah. Até tinha a ver um negão e um loirão nas guitarras (risos).


Olhar – Em 2012, a banda realizou um show elogiado no Metal Open Air, em São Luís (MA), tocando de graça para milhares de fãs. Apesar disso, banda recebeu críticas. Como vocês lidaram com essa situação?

Marcelo – Bom, nós já estávamos na cidade, o público estava lá, a banda completa, optamos por tocar, apesar dos problemas. Fomos ao São Luís confiando na palavra da produção, e acabamos tocando de graça, que profissionalmente foi um problema, normalmente não iríamos aceitar. Mas por outro lado, quisemos respeitar o nosso público, não tocamos para alavancar o nome do festival e nem de quem o produziu. Tocamos para os nossos fãs, que viajaram de outras cidades e também que moram em São Luís e pagaram para ver nossa banda. Claro que compartilhamos toda a indignação, mas não queríamos ficar no hotel, queríamos tocar e fizemos isso. O resultado foi um show maravilhoso, o qual não me arrependo de nada e se pudesse, faria de novo, em respeito a nosso público.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Edu Falaschi: ''O Angra sempre foi a banda da minha vida''



Texto: Jéssica Alves


Fotos: Ravel Amanajás e Bruno Monteiro





                                                                   Foto: Divulgação


O sábado (2) foi marcante para os fãs do rock e suas vertentes no Amapá, com a presença de um dos ícones do Heavy Metal nacional e porque não internacional, Edu Falaschi, vocalista da banda Almah, e ex-vocalista do Angra. Em meio a um turbilhão de assuntos, como a saída do Angra, cenário heavy metal nacional e Metal Open Air, Edu pode até render debates polêmicos, mas também é um cara muito humilde, tanto no modo de tratar fãs e jornalistas, como também ao ser questionado sobre sua carreira e os motivos que o levaram ao deixar o Angra. 

Nascida como um projeto do então vocalista do Angra, o Almah tornou-se uma das principais bandas do cenário nacional e agora é a prioridade de Edu. Em um bate papo para o blog, Edu, de um jeito simpático e expontâneo revelou sobre a saída do Angra, substituições no Almah, sua saúde vocal, a importância do Angra em sua vida e planos para o futuro com o Almah e em sua carreira. Confira:




Olhar Alternativo - Olá Edu, é uma honra poder realizar essa entrevista com você. É a segunda vez que você está no Amapá, gostaria que você expressasse aos nossos leitores, a sua impressão sobre o nosso público.

Edu Falaschi – Ah, muito obrigado. Aquele show vai ficar marcado na minha memória, foi um dos mais legais que eu já fiz, em questão de público, pois além de estar lotado, e ser a primeira vez tocando no Amapá, pude perceber que a galera estava muito emocionada, entregue para a banda, cantando junto, se alegrando a cada música, vendo milhares de pessoas cantando junto com você, sem nenhum tipo de violência, como muitas pessoas acham que os shows de rock têm, e aí veio uma prova, em um show lindo, sem nenhum  incidente. Tudo bem que no final, a galera se excedeu e quase parou embaixo do palco (risos), mas foi muito bacana e espero ter a oportunidade de fazer um show tão bacana, com o Almah.

Olhar – Você veio fazer um workshow, o que você aponta de diferente neste tipo de evento?

Edu –  O workshow é mais didático, baseado na técnica vocal, falo da minha carreira, falo com o publico, canto algumas musicas e é algo mais tranquilo. No show é aquela coisa, um evento, você chega com todo o aparato da banda inteira, em duas horas de paulada (risos). Já no workshow, é mais tranquilo, tenho mais contato com os fãs, faço autografo, fotos.  Mas ressalto que gosto bastante de realizar os dois tipos de evento.

Olhar – É impossível te entrevistar sem citar a sua saída do Angra. O que ocasionou isso?

Edu – Na verdade foram muitos motivos. Obviamente algumas coisas são caras, e essa saída tem bastante a ver com a carta pós Rock in Rio, o qual falei que precisava de uma pausa para fazer o tratamento para voz que iniciei, há seis meses. Como parte do tratamento, é importante que eu fosse direcionado ao tipo de canto que fizesse bem para minha voz. Para resgatar a minha qualidade vocal, de acordo com dados médicos, é necessário que eu cante dentro da minha tessitura.

Mas mesmo estando recuperado, não quero ter esses problemas de novo e por isso, tive que sacrificar o meu posto no Angra, porque aí teria duas opções. Ou a banda continuava levando músicas apenas da minha época, o show direcionado ao meu tipo de voz ou não seria possível a banda se adaptar nessa maneira. Mas por questão de saúde, tive que optar em deixar a banda. Lógico que se eu pudesse cantar Angra a minha vida inteira, eu faria isso, pois eu adoro a banda, cresci musicalmente com eles. Mas pela minha característica vocal, mais grave e agressiva que faço no Almah, o caminho a seguir foi esse.

Olhar - E você sentiu essa dificuldade ao longo dos anos?

Edu - Antes nunca tinha cantado daquele jeito, e por ser mais novo, ia na raça e acabei fazendo as coisas acontecerem. Mas com o passar do tempo, teve um reflexo e me prejudiquei. Fiz shows cantando mal e após o Rock in Rio, percebi que ali foi o limite para fazer o que eu gosto e deixar de tentar agradar aos outros. Minha voz não é aquela voz para cantar Carry On, e sim para cantar na minha fase.

Eu sabia que iriam fazer comparações sempre, mas resolvi enfrentar. Eu só tinha receio de prejudicar minha voz por ter que cantar músicas tão agudas que, na verdade, nada tinham a ver com a minha característica natural, como eu fazia anteriormente no Symbols, por exemplo. Não deu outra, naquela época me ferrei por ter me dedicado ao extremo nos shows. Eu deveria ter parado assim que os problemas começaram, mas muitas coisas já estavam agendadas.

Assumi o risco e decidi cumprir todos os compromissos para não deixar o Angra na mão. Agora que estou totalmente recuperado e voltei a cantar na minha melhor forma, posso afirmar que não faria isso hoje. Assim como vários vocalistas também não o fazem, como é o caso do Khan, do Kamelot, que está doente e parou tudo, colocando um substituto na banda para a tour. Eu abracei todas as causas do Angra, vesti a camisa e fui pra cima, me prejudiquei física e moralmente naquele período, mas hoje a banda é um grande nome! É claro que com a ajuda dos primeiros 9 anos da primeira formação. Mas nosso trabalho nesses 10 últimos anos foi primordial para que o Angra se tornasse o que é hoje mundialmente.

Olhar - Gostaria que você resumisse sobre o que vai ser da sua carreira daqui para frente e o que o Angra significa para você, já que ficou  mais de uma década na banda?



Edu – O Angra para mim é tudo, foi a banda que me mostrou para o mundo, que eu construi em minha carreira de mais legal. Digo que o Angra foi a única banda que eu saí, o Mitrium, não deixei a banda, ela encerrou, o Symbols acabou porque eu entrei no Angra, mas me dispus a continuar no vocal, mas a banda decidiu acabar.

Infelizmente no Angra ocorreu a decisão mais difícil da minha vida, como falei na carta. O Angra sempre foi a banda da minha vida e essa decisão não foi fácil de ser tomada, mas de tantas coisas que envolvem a minha saída, como o cuidado com a voz e os problemas internos, tudo me deu coragem para que um dia eu acordasse e seguisse o meu caminho. Construi um bonito legado com o Angra em 11 anos e acredito que o Angra vai continuar mantendo o seu nível e vou continuar fazendo aquilo que eu mais amo, que é o heavy metal, com o Almah.

Como o Almah, houve o fato do crescimento da banda, que se consolidou em 2008, no segundo álbum. Ganhamos melhor disco e banda de 2011 no Brasil, fomos para o Japão, teve boa repercussão de publico e critica e estava ficando difícil conciliar. Entao essa decisão vai ser melhor para todo mundo e vou lutar para que a banda continue com seu espaço na cena metal.


Eu quero que todo a história e beleza da música do Angra sejam mantida, e hoje em dia, o que passou não vem mais ao caso. Adoro o que eu construi com o Angra, tenho o maior respeito e espero que eles continuem seguindo com esse belo legado. E espero que os fãs merecem uma resposta positiva em cada formação da banda, porque é isso que fica na vida das pessoas.

Olhar – Em relação ao Almah, no inicio do ano, o Paulo Schroeber anunciou a saída para cuidar de sua saúde, e agora a banda passa por outra mudança, com a saída do Andreoli. Como está essa questão?

Edu – Essa é uma questão natural, porque na verdade, o Almah começou com um projeto solo meu, e basicamente apesar de ser uma banda, eu levo filosofia da banda, com as composições e faço questão que todos trabalhem e sejam reconhecidos de forma igual, que seja uma família dentro da banda. Mas também obviamente sei da importância da minha contribuição na banda, e também dos demais membros. O Paulo saiu devido a um problema no coração, mas por mim, tocaria com ele a vida inteira, pois além de um puta músico, é meu amigão.

Já com o Felipe, houve um desgaste emocional e pessoal que vinha, por causa do Angra e obviamente resvalou no Almah, e teve esse desgaste e chegamos a conclusão de que não dava para ele continuar no Almah, com a minha saída do Angra. A minha prioridade agora é o Almah e a dele é o Angra, na hora que voltar as atividades. Para evitar esse tipo de problemas, a melhor solução foi a separação.

Olhar – Voce falou em substituição, como está a interação do Gustavo di Pádua?

Edu – Pô, o Gustavo foi um achado, supergente boa e encaixou perfeitamente com o Almah, o cara toca muito e veio para somar, porque ele canta e compõe bem, e está fazendo uma incível dupla de guitarras com o Marcelo Barbosa

Olhar – Para finalizar, como está os planos do Almah e na sua carreira?

Edu – Estamos com plano de gravar um DVD e promover o lançamento até o fim deste ano, o que eu espero. Lançamos um disco vitorioso e pretendemos lançar um novo CD no ano que vem. E muito possivelmente uma turnê internacional no ano que vem. E o DVD estamos fazendo o planejamento para ocorrer o show para o DVD. Estamos conversando diversas ideias.

Olhar - Edu, muito obrigada pela entrevista. Agora fica o espaço pra você mandar uma mensagem aos nossos leitores.


Edu - Muito obrigado a todos os fãs pelo apoio e carinho de sempre! Amo todos vocês, povo maravilhoso de Macapá.



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Força, Paulo!!!


Hoje meu post é uma solidariedade com um dos guitarristas que admiro muito: Paulo Schroeber, da banda Almah, que recentemente precisou se afastar das atividades da banda devido um preocupante problema de coração, e obedecendo recomendações médicas, deve ficar de repouso por tempo indeterminado.Em seu lugar, foi escalado Ian Bemolator, músico da banda brasiliense DARK AVENGER. Nesta quinta-feira dia 3 de novembro, o guitarrista postou um comunicado aos fãs da banda.

Comunicado oficial de Paulo:
“Possuo um problema hereditário grave desde pequeno, que é miocardiopatia dilatada (coração aumentado), e não estou 100% seguro que darei tudo de mim nesse momento nos shows do Almah, e por conseguinte não poderei comparecer aos eventos de final de ano da banda, pois estou em tratamento intensivo e preciso de mais tempo para me recuperar, pois é uma doença que tem seus altos e baixos, o que é normal do quadro, e são coisas que eu já estou habituado já faz tempo, pois nasci com esse problema.
Mas mesmo não me sentindo ainda com todo meu potencial, continuarei a trabalhar na divulgação de meu trabalho no Motion, e nas gravações de futuros clipes da banda.
Acredito que com todos esses problemas, sempre há de aparecer o lado positivo, pois nos tornamos muito mais unidos atualmente, e o espírito de banda e unidade está cada vez mais presente e forte, pois com todas essas dificuldades posso afirmar que o Almah tornou-se uma grande família para todos nós, pois com toda a certeza, e falando de coração aberto, sinto que estou tocando com meus amigos, acima de todas as coisas, seja lá o que for, pois grana ou reconhecimento estão muito abaixo disso.
Tenho certeza que meu sub fará um trabalho competente e que logo em 2012 estaremos novamente juntos para botar para fuder, e mostrar a que o Almah realmente veio.
Agradeço o suporte de todas as pessoas, dos meus parceiros de banda, e principalmente dos fãs, que sem eles nada disso poderia ser concretizado.
Muito obrigado a todos de coração.
Paulo Schroeber.”

É isso, força ao Paulo e que logo logo ele venha com sua influencia thrash metal e continue divulgando seu trabalho phodástico.É isso aí cara, volta logo, adoro seu trabalho \m/!!!

Fonte: site Whiplash

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